"Desculpar ofensas sem comentá-las.
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Auxiliar aos companheiros do caminho sem falar disso a ninguém.
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Humilhar-se para os amigos, a fim de conservá-los.
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Escutar referências infelizes envolvendo-as no silêncio.
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Ver quadros inconvenientes ou destrutivos apagando-lhes as imagens e as cores da memória, para que não cheguem à conversação.
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Solucionar problemas dessa ou daquela pessoa amiga, sem que ela venha a saber disso.
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Abster-se de qualquer comentário infeliz, quando o propósito de enunciá-lo nos visite a cabeça.
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Repetir informações sem alterar a voz e sem críticas, mesmo risonhas, com os nossos semelhantes que ainda não hajam adquirido a suficiência desejável no domínio da compreensão.
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Respeitar as mágoas alheias, vestindo-as com a bênção da amizade e do entendimento.
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Aceitar sem melindres a irritação de qualquer pessoa, sem excitá-la com respostas esfogueantes.
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Apagar o braseiro da discórdia no nascedouro, sem contar vantagens de semelhante construção espiritual.
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Abster-se de imprudência com os irmãos ainda imprudentes e manter a paciência nos instantes em que a serenidade parece distanciar-se de nós.
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Estejamos certos de que as dádivas em favor dos homens são todas elas bênçãos da vida que a vida nos retribuirá fatalmente; no entanto, existem dádivas para Deus que os beneficiados desconhecem, e que Deus saberá premiar com a luz da alegria e com a paz do coração.
(Irthes, na obra "Cura", Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)
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