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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

"ESFERA DE VIGILÂNCIA"


"O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos insensatos proclama a estultícia." Pv. 12, v. 23.

        "O homem prudente nunca mostra o que sabe. A verdade, por si, se expande. O insensato proclama por toda a parte até o que não conseguiu ser.
       A sabedoria alimenta a vigilância. A estultícia se encontra ao desamparo, à mercê de todas as investidas do mal.
       O místico tem o máximo cuidado no que pensa, no que diz e no que escreve, para que em nada seja motivo de escândalo.
       Situa-te na esfera de vigilância, pois que serás avaliado pelo que fizeres das oportunidades. Não peças peixe a quem somente te pode dar pedra, e nem pedra a quem tem pão, em abundância.
       A prudência aumenta as virtudes, para que elas se multipliquem no céu da alma. E a invigilância anuncia, antes, qualidades ainda a caminho.
       Faze o que puderes em favor dos que sofrem e choram, dos estropiados e presos, dos famintos e nus, mas com critério,  para que as tuas forças, amanhã, não desfaleçam.
       Pensa nos outros, mas não te esqueças, igualmente, de ti. Pensa m ti, mas nunca abandones o próximo.
       Os homens se completam, quando unidos pelo amor.
       A vigilância é uma esfera luminosa e circula onde está sendo alimentada."

(“Gotas de Paz”,  Carlos/João Nunes Maia)

domingo, 3 de janeiro de 2016

"ESTRELAS DE HUMILDADE"

"Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro e não os teus lábios." Pv. 27, v. 2.

        "Não deves anunciar as tuas qualidades, para que elas não se desfigurem.
        E o perigo maior é proclamar o que, por vezes, não possuis.
        A humildade é uma luz, senão estrelas, no firmamento consciencial. E essa virtude, dentro da sua pureza, não palavreia os seus feitos — trabalha no silêncio, por amar a todos.
        Humildade é amor a caminhar com os estropiados, a compreender os ignorantes, a ouvir o falador, a estudar os problemas alheios, cooperando na solução, sem o barulho da vaidade.
        É tranquilidade, na ofensa; alegria, nas dificuldades; otimismo, no bem; confiança, em meio ao desespero, e amor incondicional para com todos os seres.
        Nosso primeiro impulso é proclamar o que fazemos de bom. E, nesse entusiasmo, deixamos passar muita coisa, que é patrimônio dos outros. Por conseguinte, não devemos ser louvados por nossa própria boca. Nunca nos satisfazemos com o pouco que realizamos, com referência ao nosso anunciar.
        Quem fala em demasia, fica devendo muita coisa aos que o ouvem.
        A humildade é segurança para a alma, em todos os caminhos que ela percorre. É a baliza do homem nobre, é uma das lâmpadas que o Filho de Deus usa, na viagem infinita para a casa Paterna.
        Ajuda, sempre, e se possível, sem que o ajudado note a tua cooperação."
(“Gotas de Paz”, Carlos/João Nunes Maia)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

"PARCELAS DE VIDA"

"A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência." Pv. 10, v. 11.

       "A palavra é parcela de energia oriunda da mente, que se acumula nas almas, por lei dos afins. E ela, educada, realiza permuta entre os seres, que enriquecem a vida, por força do amor.
       O ser humano pensa, reflete e fala. E a força espiritual disciplina o verbo, para que ele cresça; no progresso, esplenda o Espírito em busca de outros dons.
       A boca do homem evoluído e, verdadeiramente, manancial de vida. Os sons articulados pela fala se harmonizam com as leis de Deus, dando esperança, otimismo, alegria, saúde e paz a todos que os ouvem. É música superior, senão orquestra divina, a fluir dos lábios.
       As palavras também são comparadas às armas perigosas; quando partem dos lábios de homens violentos, são punhais que ferem, e corrosivos que destroem.
       Quem já se entregou ao aprimoramento da palavra é consciente do dever. E procura ser manso, justo, honesto, caridoso, e sempre é dado ao cumprimento das leis, sintetizadas, pelo Cristo, em apenas duas.
       Lembra-te que a boca sempre participou das grandes realizações dos homens, como, e certamente, das maiores catástrofes da Terra. A palavra é como que uma cachoeira imensurável que, sem  roteiro delineado, causa grandes danos. Todavia, obedecendo à disciplina, conforta, ilumina e, em toda a sua trajetória, irriga e aduba, fazendo crescerem as plantas de Deus."

(“Gotas de Paz”, Carlos/João Nunes Maia)

sábado, 31 de janeiro de 2015

"SONS DE CONFIANÇA"

"O que tapa o ouvido ao clamor do pobre,
também clamará e não será ouvido."
(Pv. 21, v. 13)

       "Articulemos sons pela palavra. É bom vigiarmos, para que eles sejam de confiança, levando o ânimo aos fracos, orientando os sem rumo, e apaziguando os atribulados.
       Saber ouvir o semelhante é princípio de tolerância. Saber discernir o que ouvimos é possibilitar a solidariedade. E saber ajudar, nesse clima, é trabalho dos mais nobres na vida.
       Das coisas pequeninas, as grandes são congênitas. De pequenas notas, sabiamente postas, é que se faz a música. De poucos sons da palavra evangelizada é que fundamentamos no coração sofredor e triste a grande esperança da felicidade.
       A caridade nos pede para ouvir o impaciente, para compreender o ignorante, para ajudar o desesperado e amar, sem cogitar quem está sendo amado.
       Faze que a tua palavra seja musical, mas lembra-te: plasma nela o teu amor, a tua alegria, a tua paz, a tua fé, a tua esperança, porque, assim, estarás recebendo tudo isso, em primeira mão.
       Não te faças de surdo, diante do clamor do próximo. Verifica o que está ele querendo, e faze o que estiver ao teu alcance, em favor dos que te buscam, para que amanhã, não falte quem te auxilie."

(“Gotas de Paz”, Carlos/João Nunes Maia)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

"DIAS DE ESPERANÇA"


"A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida." Pv. 13, v. 12.

          "A esperança adiada em demasia, aborrece a fé, lerdeia o entusiasmo e retarda o trabalho. Não obstante, é preferível que ela demore a se tornar ilusão. Eis porque toda esperança, para confortar o coração, terá de se fundamentar na verdade.
          A nobreza da fé ultrapassa todas as expectativas da razão. A sua ciência suplanta a sabedoria da Terra e avança rumo ao infinito. O raciocínio sem fé, não sobrevive, mas a fé costuma viver sem a razão.        
          A esperança é alguma coisa de Divino. É luz que nunca se apaga, é força que jamais se extingue, é vida que nunca morre.
          Quem cumpre o seu dever, está em paz consigo mesmo. E, com mais facilidade, conquista a alegria, o afeto, a cordialidade, a coragem e o entendimento das leis de Deus, por abrir as portas da sabedoria alicerçada no cultivo do belo.
          O homem disciplinado não teme as leis dos contrários. Por não contrariar o bem, alimenta a esperança e cultua a fé, consciente de que o melhor caminho a trilhar já foi traçado, pelo Senhor.
          Se queres confiança, confia. Se queres amor, ama.
          Se queres paz, pacifica. Se queres tolerância, tolera.
          Se queres esperança, distribui-a. Porque tudo isso, e muito mais, desperta em nós, quando aprendemos a dar sem exigências."
(“Gotas de Paz”, Carlos/João Nunes Maia)
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