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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

"O SONO DURANTE AS REUNIÕES"

“Se irrefreável torpor lhe domina a lucidez, quando convocado ao serviço do bem geral, observe o sinal vermelho do alarme chamando-lhe a atenção. Pode ser cansaço, talvez seja sono mesmo...

 Se, porém, é habitual essa situação, ou você está doente de narcolepsia ou Insidiosaobsessão está assenhoreando-se das suas forças.” — Marco Prisco.
 (Sementeira da Fraternidade, Diversos Espíritos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, capítulo 37.)

 "Sentir sono durante as reuniões de desobsessão pode ser, às vezes, conseqüência de fadiga física. Entretanto, o sono também pode ser provocado pela aproximação de certas entidades desejosas de perturbar o bom andamento dos trabalhos.

Vários tipos de Espíritos podem ocasionar esse estado de sonolência: os toxicômanos, por exemplo, produzem um estado torporoso, dando ao médium a sensação de estar anestesiado, a par de uma angústia indefinível. Igualmente os que se recusam a tomar consciência de si mesmos, preferindo dormir como fuga aos seus problemas, temerosos de enfrentar a realidade, ao serem ligados aos médiuns, transmitem a sonolência em que jazem e da qual se recusam a sair, para não serem conscientizados do seu real estado.

 Por outro lado, há também as entidades que desejam perturbar o desenvolvimento das tarefas programadas. Para isso tentam envolver os médiuns e demais participantes em vibrações de torpor, agindo por hipnose, à qual todos devem reagir para não serem dominados pela sonolência. Também aqueles Espíritos que se sentem enfraquecidos,
debilitados e em estado de prostração podem transmitir ao médium o desejo de dormir.

 A equipe encarnada deverá estar atenta e vigilante para que ninguém seja vencido pelo sono, entendendo que tal estado acarreta prejuízos à sessão.

 Se os participantes estão afeitos ao labor desobsessivo, saberão distinguir perfeitamente quando o sono que os envolve não é natural e sim provocado por entidades desse jaez.

 Quanto ao sono natural, resultante de cansaço e problemas físicos, de idêntica maneira deve ser combatido. Se os participantes se esforçam, mantendo-se vigilantes, é possível vencer os momentos de sonolência e com o tempo terão vencido totalmente esse obstáculo.

 Muitas pessoas, freqüentemente, adormecem não só quando estão em reunião mediúnica, mas também em palestras e outras atividades que exigem um mínimo de esforço mental. Manoel Philomeno de Miranda adverte-nos de que tal sono pode ser conseqüência  de hipnose espiritual inferior, provocada por Espíritos que tentam impedir o nosso
progresso através do trabalho no bem e do estudo que nos esclareça.
 É, pois, de fundamental importância que todos se mantenham alertas e vigilantes cooperando ativamente durante os trabalhos de desobsessão."

"Obsessão e desobsessão", Suely Caldas Schubert

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

"A CRIANÇA OBSIDIADA"

“Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência. Não se vê em crianças dotadas dos piores instintos, numa Idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação?
Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso?” (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questão 199-a.)

Crianças obsidiadas suscitam em nós os mais profundos sentimentos de solidariedade e comiseração.

Tal como acontece ante as demais enfermidades que atormentam as crianças, também sentimos ímpetos de protegê-las e aliviá-las, desejando mesmo que nada as fizesse sofrer.

Pequeninos seres que se nos apresentam torturados, inquietos, padecentes de enfermidades impossíveis de serem diagnosticadas, cujo choro aflito ou nervoso nos condói e impele à prece imediata em seu benefício, são muita vez obsidiados de berço. Outros se apresentam sumamente irrequietos, irritados desde que abrem os olhos para o mundo carnal. Ao crescer, apresentar-se-ão como crianças-problemas, que a Psicologia em vão procura entender e explicar.

São crianças que já nascem aprisionadas — aves implumes em gaiolas sombrias —, trazendo nos olhos as visões dos panoramas apavorantes que tanto as inquietam. São reminiscências de vidas anteriores ou recordações de tormentos que sofreram ou fizeram sofrer no plano extrafísico, antes de serem encaminhadas para um novo corpo. Conquanto a nova existência terrestre se apresente difícil e dolorosa, ela é, sem qualquer dúvida, bem mais suportável que os sofrimentos que padeciam antes de reencarnar.
O novo corpo atenua bastante as torturas que sofriam, torturas estas que tinham as suas nascentes em sua própria consciência que o remorso calcinava. Ou no ódio e revolta em que se consumiam.
E as bênçãos de oportunidades com que a reencarnação lhes favorece poderão ser a tão almejada redenção para essas almas conturbadas.

A Misericórdia Divina oferecerá a tais seres instantes de refazimento, que lhes chegarão por vias indiretas e, sobretudo, reiterados chamamentos para que se redimam do passado, através da resignação, da paciência e da humildade.

Na obra “Dramas da Obsessão”, Bezerra de Menezes narra a vida de Leonel, que desde a infância apresentou crises violentas, evidenciando a quase possessão por desafetos do pretérito. Este mesmo Leonel, já adulto e casado, acompanhou a espinhosa existência de sua filha Alcina, que como ele era obsidiada desde o berço.

Crianças que padecem obsessões devem ser tratadas em nossas instituições espíritas através do passe e da água fluidificada, e é imprescindível que lhes dispensemos muita atenção e amor, a fim de que se sintam confiantes e seguras em nosso meio. Tentemos cativá-las com muito carinho, porque somente o amor conseguirá refrigerar essas almas cansadas de sofrimentos, ansiando por serem amadas.

Fundamental, nesses casos, a orientação espírita aos pais, para que entendam melhor a dificuldade que experimentam, tendo assim mais condições de ajudar o filho e a si próprios, visto que são, provavelmente, os cúmplices ou desafetos do pretérito, agora reunidos em provações redentoras. Devem ser instruídos no sentido de que façam o Culto do Evangelho no Lar, favorecendo o ambiente em que vivem com os eflúvios do Alto, que nunca falta àquele que recorre à Misericórdia do Pai.
A criança deve ser levada às aulas de Evangelização Espírita, onde os ensinamentos ministrados dar-lhe-ão os esclarecimentos e o conforto de que tanto carece.

O número de crianças obsidiadas tem aumentado consideravelmente. Há bem pouco tempo chegaram às nossas mãos, quase simultaneamente, cinco pedidos de orientação a crianças que se apresentavam todas com a mesma problemática de ordem obsessiva.

Um desses casos era gravíssimo.

Certa criança de três anos e alguns meses vinha tentando o suicídio das mais diferentes maneiras, o que lhe resultara, inclusive, ferimentos: um dia, jogou-se na piscina; em outro, atirou-se do alto do telhado, na varanda de sua casa; depois, quis atirar-se do carro em movimento, o que levou os familiares a vigiá-la dia e noite. Seu comportamento, de súbito, tornou-se estranho, maltratando especialmente a mãe, a quem dirigia palavras de baixo calão que os pais nunca imaginaram ser do seu conhecimento.

Foram feitas reuniões de desobsessão em seu benefício, quando se verificaram as origens do seu estado atual. Atormentada por muitos obsessores, seu comprometimento espiritual é muito sério.

As outras crianças mencionadas tinham sintomas semelhantes: acordavam no meio da noite, inconscientes, gritando, falando e rindo alto, não atendiam e nem respondiam aos familiares, nem mesmo dando acordo da presença destes.

Todas são menores de cinco anos.

Com a terapêutica espírita completa, essas crianças melhoraram sensivelmente, sendo que três retornaram ao estado normal."

 ("Obsessão e Desobsessão",  Suely Caldas Schubert)