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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

"ESQUECE O MAL"

  "A paz depende muito mais do esquecimento do mal que do propósito de corrigi-lo.
       Toda vez que buscarmos a retificação de nós mesmos, olvidando as faltas dos outros, situaremos o ensinamento silencioso da bondade, na própria exemplificação, sem alarde e sem menosprezo ao valor do próximo.
       Esquece o mal e o bem aparecerá.
       A própria natureza é uma lição viva nesse particular.
       O solo despreocupa-se dos detritos que o temporal lhe arremessa à face e produz o milagre do pão.
       O tronco robusto olvida o serrote áspero que lhe fere as entranhas e converte-se em utilidades valiosas para a vida.
       O mármore ignora os golpes contundentes do martelo e converte-se em obra prima.
       A pedra esquece a máquina que a tritura e abre o próprio seio em pepitas de ouro que constituem a garantia do trabalho e do reconforto no campo da civilização.
       A ostra ferida desapega-se da própria dor  e fabrica a pérola sublime.
       A semente desconhece a solidão da cova escura a que é projetada e transubstancia-se em folhagem, perfume, flor e fruto.
       Se desejas a vanguarda de luz, liberta-te das algemas da sombra.
       Se te propões a ajudar, não te detenhas em demandas inúteis.
       Enquanto te demoras,  na contemplação do mal, perdes tempo, adiando a cultura do bem.
       Da arte de esquecer as experiências inferiores, nasce a vitória da verdadeira ascensão espiritual.
       Avancemos ao sol do amor e, se temos conosco a vocação de consertar pela violência ou de corrigir pela irritação, estejamos convencidos, com a sabedoria do povo,  de que, em qualquer lugar ou em qualquer tempo, “muito ajuda quem não atrapalha”."

(“Urgência”, Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier)

domingo, 17 de julho de 2016

"DENTRO DE NÓS"

  "Não te esqueças de que estender a caridade sem interesse e de que ensinar sem afetação, aos que sabem menos que nós, é o processo de beneficiar a nós mesmos.
       Em razão disso, não olvides o nosso dever no bem incessante.
       Recorda que a vida edificou em ti um centro de criação e inteligência que te cabe desenvolver.
*
       Viverás sob o esplendor solar, mas se não possuis bastante visão para percebê-lo, vacilarás envolvido nas sombras em que tantos se mergulham.
*
       Caminharás entre sinfonias de imponente beleza, entretanto, se não contas com ouvidos percucientes para registrá-las, clamarás no deserto da surdez.
*
       Disporás de bolsa repleta, contudo, se não saber conjugar o verbo discernir, a fortuna arrojar-te-á, talvez, em precipícios de sofrimento e desilusão.
*
       Respirarás entre preciosas bibliotecas em que jaz entesourada a luz do pensamento de todas as épocas, no entanto, se não podes penetrar o sentido da letra, cambalearás senda afora, à maneira de um sonâmbulo infeliz, nas obscuridades da noite.
*
       Foge da inércia e trabalha sempre!...
*
       Trabalha servindo aos bons para que se preservem e aos menos bons para que se reajustem, aos sábios para que se santifiquem e aos ignorantes para que se iniciem no conhecimento superior.
*
       “Fora da caridade não há salvação” pode também significar “fora do auxílio aos outros não te libertarás do eu,” inclinado à vaidade e ao orgulho, ao egoísmo e à discórdia.
*
       Consagremo-nos à plantação indiscriminada e constante do bem, desculpando e ajudando, aprendendo e redimindo, enriquecendo-nos de amor e avançando na sabedoria, e assim, criando paz e felicidade, beleza e progresso em torno de nossos passos, compreenderemos igualmente com Jesus que a vida é invariavelmente o espetáculo soberano das bênçãos do Pai Celestial, no livro a natureza, e que e preciso acender, dentro de nós, a luz imprescindível, a fim de que através da sublimação da própria individualidade, estejamos em sintonia com a vida imperecível."
(“Urgência”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

domingo, 20 de março de 2016

"ATITUDES DE URGÊNCIA"

    "Em favor da paz em ti e em torno de ti, não te esqueças das atitudes de urgência.
    Cultiva a fé em Deus para que não te falte a tranquilidade do espírito.
    Age sempre, buscando servir.
    Lembra-te de que outros farão a ti o que fizeres dos outros e com os outros.
    Espalha o bem que puderes, onde puderes e quanto puderes.
    Não cobres tributos de gratidão.
    Abstém-te de procurar defeitos no próximo, recordando que todos nós - os espíritos ainda vinculados à evolução da Terra - temos ainda o lado escuro do próprio ser por iluminar.
    Evita o ressentimento para que o ódio não se te faça veneno na vida e no coração.
    Esquece as ofensas, incondicionalmente, na certeza de que as agressões pertencem aos agressores.
    Já que nem sempre será possível viver sem adversários, não olvides o respeito que lhes é devido.
    Se erraste, apressa-te a corrigir-te.
    Na hipótese de haveres ferido a alguém, solicita desculpa a quem prejudicaste, reparando essa ou aquela falta cometida.
    Cumpre o dever a que te empenhaste.
    Não descarregues em ombros alheios as obrigações que te competem.
    Guarda fidelidade aos compromissos assumidos para que os teus companheiros se te mantenham fiéis.
    Não acredites em facilidades sem preço.
    Conserva correção nas tarefas pequenas, para que essa mesma correção não se te faça pesada nas grandes tarefas.
    Nos instantes de crise, não te suponhas a única pessoa em provação sobre a Terra para que a tua dor não se converta em perturbação.
    Trabalha sempre e sê útil, sem transitar nos labirintos do tempo perdido, ainda mesmo quando te reconheças sem a necessidade de trabalhar.
    Usa criteriosamente a vida e os bens da vida, reconhecendo que tudo pertence a Deus que, por amor, te empresta semelhantes recursos e a Quem, no momento oportuno, tudo precisarás restituir.
    Nessas diretrizes, seguiremos tranqüilos, estrada adiante, e, conquanto as imperfeições de que ainda sejamos portadores, estaremos, com a Bênção de Deus, na condição de obreiros da paz."
    ("Urgência", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier) 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

"ESQUECE O MAL"

"A paz depende muito mais do esquecimento do mal que do propósito de corrigi-lo.
       Toda vez que buscarmos a retificação de nós mesmos, olvidando as faltas dos outros, situaremos o ensinamento silencioso da bondade, na própria exemplificação, sem alarde e sem menosprezo ao valor do próximo.
       Esquece o mal e o bem aparecerá.
       A própria natureza é uma lição viva nesse particular.
       O solo despreocupa-se dos detritos que o temporal lhe arremessa à face e produz o milagre do pão.
       O tronco robusto olvida o serrote áspero que lhe fere as entranhas e converte-se em utilidades valiosas para a vida.
       O mármore ignora os golpes contundentes do martelo e converte-se em obra prima.
       A pedra esquece a máquina que a tritura e abre o próprio seio em pepitas de ouro que constituem a garantia do trabalho e do reconforto no campo da civilização.
       A ostra ferida desapega-se da própria dor  e fabrica a pérola sublime.
       A semente desconhece a solidão da cova escura a que é projetada e transubstancia-se em folhagem, perfume, flor e fruto.
       Se desejas a vanguarda de luz, liberta-te das algemas da sombra.
       Se te propões a ajudar, não te detenhas em demandas inúteis.
       Enquanto te demoras,  na contemplação do mal, perdes tempo, adiando a cultura do bem.
       Da arte de esquecer as experiências inferiores, nasce a vitória da verdadeira ascensão espiritual.
       Avancemos ao sol do amor e, se temos conosco a vocação de consertar pela violência ou de corrigir pela irritação, estejamos convencidos, com a sabedoria do povo,  de que, em qualquer lugar ou em qualquer tempo, “muito ajuda quem não atrapalha”.
(“Urgência”, Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

"ALGUMA COISA"

          "Quando observares o incêndio lavrando na vizinhança, não é preciso te candidates ao título de herói, procurando as tarefas de integral remoção do perigo.
        Faze alguma coisa, para que o fogo se reduza ou se extinga e terás agido com a fraternidade no coração.
        Se a penúria visita a paisagem social em que respiras, não é necessário te convertas em salvador apressado.
        Traze a quem sofre alguma gota de remédio ou a côdea de pão que te sobra na mesa farta e terás cumprido o dever da solidariedade humana.
        Se o desastre feriu aqueles que te seguem de perto, não é imperioso te transformes em pessoa milagrosa.
        Coopera, de algum modo, com os teus braços amigos, para que os problemas sejam solucionados e revelar-te-ás em bom caminho.
        Se a maledicência amontoa espinheiros em torno da alheia reputação, ninguém espera sejas o advogado palavroso dos ausentes.
        Basta que faças algum silêncio ou que pronuncies uma frase caridosa e marcharás na senda de elevação.
        O Céu não reclama dos homens a santidade improvisada e nem exige que a criatura abandone hábitos seculares de um dia para outro.
        Aguarda, sim, a nossa migalha de boa vontade na redução dos variados enigmas da luta humana.
        Em verdade, grande é a dor que martiriza os corações vinculados à Terra...
        Realmente, a aflição é hoje problema generalizado, em todas as latitudes do Globo, mas, quando coração fizer alguma coisa, cada dia, pela vitória do bem, estaremos alcançando para o mundo inteiro a conquista da felicidade imortal."

(“Urgência”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sábado, 3 de janeiro de 2015

"COMPANHEIROS QUE PARTEM"

"Sofres quando os entes amados se apartam de ti, na direção de tarefas ou experiências que divergem das tuas...
Quererias viver com eles em permanente integração e por isso a separação te dói, qual se padecesses dolorosa mutilação nos tecidos da própria alma.
       Entretanto, que afeição verdadeira será menos afeição, apenas por que se veja fustigada por circunstâncias de espaço e tempo?
       A energia solar que invade o céu no Brasil não é diferente daquela que penetra o firmamento na Tailândia.
       Quando os entes queridos te digam adeus nas bifurcações do caminho, não lhes arremesses à estrada quaisquer farpas de incompreensão.
       Faze deles portadores de tua simpatia, seja onde seja.
       Quando eles possam beneficiar os outros como beneficiaram a nós e quando nos retomem o convívio, seja na Terra ou noutros mundos, que nos possam
trazer acrescidas de amor as vibrações de amor com que os abençoamos na despedida.
       Que seria do mundo se as plantas monopolizassem os próprios frutos ou se os rios fugissem de viajar, receando o vampirismo da terra seca?
       Dá teu coração, em forma de entendimento e ternura, ao companheiro que parte e envolve-o em preces de reconhecimento, clareando-lhe o caminho.
       Com dobrados motivos devemos fazer isso, se ele foi, no contato conosco, um expoente de bondade, enriquecendo-nos a existência de tranquilidade e de alegria.
Se as leis da renovação lhe determinaram a ausência, isso ocorre por impositivos que funcionam acima de nossa própria vontade a lhe chamarem adiante o dom de
cooperar e a faculdade de construir, investindo-nos na obrigação de seguir-lhe os padrões de atividade, a fim de que venhamos a progredir sempre e servir cada vez
mais.
       Aquele que nos auxiliou tanto quanto pode, é e será invariavelmente um benfeitor, diante de quem a gratidão será para nós inequívoca, e de um benfeitor
ninguém se afasta, com sentimentos de azedume e palavras de fel.
       Louvemos os entes amados que nos deixam, convertendo separação em esperança e transformando distância em razão para agradecimento maior.
       Lembremo-nos de que a fonte que nos dessedenta e ampara a segurança doméstica pode dessedentar  e amparar os nossos vizinhos pela Misericórdia de Deus."
(“Urgência”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
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quinta-feira, 13 de março de 2014

"ALGUMA COISA"

          "Quando observares o incêndio lavrando na vizinhança, não é preciso te candidates ao título de herói, procurando as tarefas de integral remoção do perigo.

        Faze alguma coisa, para que o fogo se reduza ou se extinga e terás agido com a fraternidade no coração.

        Se a penúria visita a paisagem social em que respiras, não é necessário te convertas em salvador apressado.

        Traze a quem sofre alguma gota de remédio ou a côdea de pão que te sobra na mesa farta e terás cumprido o dever da solidariedade humana.

        Se o desastre feriu aqueles que te seguem de perto, não é imperioso te transformes em pessoa milagrosa.

        Coopera, de algum modo, com os teus braços amigos, para que os problemas sejam solucionados e revelar-te-ás em bom caminho.

        Se a maledicência amontoa espinheiros em torno da alheia reputação, ninguém espera sejas o advogado palavroso dos ausentes.

        Basta que faças algum silêncio ou que pronuncies uma frase caridosa e marcharás na senda de elevação.

        O Céu não reclama dos homens a santidade improvisada e nem exige que a criatura abandone hábitos seculares de um dia para outro.

        Aguarda, sim, a nossa migalha de boa vontade na redução dos variados enigmas da luta humana.

        Em verdade, grande é a dor que martiriza os corações vinculados à Terra...

        Realmente, a aflição é hoje problema generalizado, em todas as latitudes do Globo, mas, quando coração fizer alguma coisa, cada dia, pela vitória do bem, estaremos alcançando para o mundo inteiro a conquista da felicidade imortal."

( “Urgência”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 18 de junho de 2013

"ALGUMA COISA"

"Quando observares o incêndio lavrando na vizinhança, não é preciso te candidates ao título de herói, procurando as tarefas de integral remoção do perigo.
        Faze alguma coisa, para que o fogo se reduza ou se extinga e terás agido com a fraternidade no coração.
        Se a penúria visita a paisagem social em que respiras, não é necessário te convertas em salvador apressado.
        Traze a quem sofre alguma gota de remédio ou a côdea de pão que te sobra na mesa farta e terás cumprido o dever da solidariedade humana.
        Se o desastre feriu aqueles que te seguem de perto, não é imperioso te transformes em pessoa milagrosa.
        Coopera, de algum modo, com os teus braços amigos, para que os problemas sejam solucionados e revelar-te-ás em bom caminho.
        Se a maledicência amontoa espinheiros em torno da alheia reputação, ninguém espera sejas o advogado palavroso dos ausentes.
        Basta que faças algum silêncio ou que pronuncies uma frase caridosa e marcharás na senda de elevação.
        O Céu não reclama dos homens a santidade improvisada e nem exige que a criatura abandone hábitos seculares de um dia para outro.
        Aguarda, sim, a nossa migalha de boa vontade na redução dos variados enigmas da luta humana.
        Em verdade, grande é a dor que martiriza os corações vinculados à Terra...
        Realmente, a aflição é hoje problema generalizado, em todas as latitudes do Globo, mas, quando coração fizer alguma coisa, cada dia, pela vitória do bem, estaremos alcançando para o mundo inteiro a conquista da felicidade imortal."
(“Urgência”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

"REINO DO AMOR"


"Quando transformarmos as próprias mãos em instrumentos de trabalho constante, no erguimento do progresso comum, elevando as formas de vivência nas áreas de ação a que fomos chamados...
       Quando convertermos os próprios olhos em agentes de luz, a fim de enxergarem unicamente o bem nos caminhos alheios, para que a concórdia e a segurança consigam reinar em auxílio de todos...
       Quando transubstanciarmos os nossos ouvidos em atalaias de compreensão e bondade, filtrando exclusivamente as palavras que possam servir à tranquilidade e ao engrandecimento da vida...
       Quando transformarmos o coração numa fonte de bênçãos e fizermos da própria mente um vasto campo de ideias nobres, a fim de assimilarmos as inspirações dos Planos Superiores, de maneira a melhorarmos os padrões da vida ao redor de nós...
       Quando aceitarmos a injúria por estímulo ao trabalho, o mal por via de acesso ao bem, a dor por sementeira de alegrias e a beneficência, em suas múltiplas formas, por simples dever que as Leis do Senhor nos traçam a todos, uns à frente dos outros...
       Então estaremos cooperando não só pelo estabelecimento definitivo do império espiritual da felicidade no campo humano, mas, acima de tudo, teremos atingido a sublime descoberta do Reino do Amor que Jesus anunciou estar em nós mesmos, de modo a irradiar-lhe a Humanidade e a Paz, onde estivermos, para sempre."
(“Urgência”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"APOIO MÁGICO"



"Em nos referindo aos obstáculos com que nos defrontamos na Terra, é preciso haver atravessado experiências de vastas dimensões espirituais para entender a significação de semelhante auxílio. Apoio mágico, assegurando a paz de quantos se disponham a usá-lo nos momentos difíceis. 

Crises nos surpreendem a todos. 

Algumas aparecem sob a forma de barreiras materiais facilmente transponíveis, sempre que pudermos escorar-nos numa vara de ouro. Diversas repontam no caminho, figuradas em mudanças inevitáveis de que, às vezes, conseguimos extrair enorme proveito desde que saibamos aceitá-las com paciência. 

Outras se vinculam aos problemas da enfermidade ou da desencarnação que, embora nos magoem, atraem-nos sem dificuldade a consolação dos amigos ou o socorro público. 

Existem, no entanto, as outras muitas que nos chegam de rijo sobre o coração, lembrando lâminas escondidas a nos estraçalharem os sentimentos... Os golpes das mãos que nós mesmos um dia acariciamos; as palavras acusadoras saídas de lábios, dos quais, muitas vezes, partiam para nós as fontes da luz e da bênção; os prejuízos montados na ação de companheiros que nos hajam convertido em degraus para a escalada aos postos de temporária evidência na Terra; o abandono a que nos terão relegado almas queridas a quem nos entregávamos com todo o amor e os gestos de menosprezo nascidos naqueles mesmos corações, sobre os quais levamos a efeito os nossos melhores investimentos de confiança...

Para superar essas provas que comumente nos deixam em chagas ocultas a deitarem sangue em forma de lágrimas, calemo-nos e esperemos, trabalhando e servindo, porque o silêncio construtivo nos trará o apoio mágico da humildade – da humildade em que se levantam no Universo todas as bases do próprio amor de Deus."
 
 
("Urgência", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

"HARPA VIVA"


          "Não menosprezes teu corpo a pretexto de santificação da própria alma.
          Nele recebemos na Terra, a harpa divina em cujas cordas é possível entoar-se o cântico do trabalho que a vida nos reclama para o concerto universal da harmonia.
          Recorda que, por esse instrumento sublime, ouves a ternura do coração materno, recebes a bênção do lar e amealhas, pouco a pouco, a riqueza da experiência.
          É por ele que exercitas a fraternidade que te conduzirá ao amor e te inicias na ciência que te arrojará, mais tarde, no esplendor da sabedoria.
          Muitos chamam-no prisão, como se a escola pudesse receber o estigma do cárcere.
          Nós, porém, chamemo-lo santuário em que entesouramos dons inefáveis, vaso de luz em que nos habilitamos à ascenção para a Luz Maior.
          Harpa viva em que se reflete a Infinita Inteligência, nela usamos os sentimentos e os pensamentos, através da palavra e da ação, no testemunho de amor aos semelhantes.
          O corpo físico é o campo mais elevado de trabalho que a evolução nos oferece na Terra, em nome do Criador.
          Saibamos respeitá-lo e honrá-lo com aquilo que possuamos de melhor.
          O lavrador leal à sementeira acaricia e protege a enxada que lhe propiciará a fortuna do pão.
          O violinista fiel aos próprios ideais preserva o instrumento que lhe definirá a melodia.
          Ninguém pode aprimorar a alma desestimando o veículo em que somos compelidos a cultivar, com paciência e carinho, os gérmens da própria sublimação.
          Ama o teu corpo, ainda hoje, para que amanhã possa teu espírito rejubilar-se com o serviço perfeito.
          Não te esqueças!
          Sem o tronco escuro e, por vezes, disforme que se agarra ao chão lodoso pelas raízes, a flor e o perfume, o fruto e a alegria estariam relegados a simples sonhos na angústia da natureza morta."
(“Urgência”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)