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sábado, 18 de fevereiro de 2017

"FACES DO DINHEIRO"

"O dinheiro assume em nossa experiência variados aspectos.
Temo-lo em diversas modalidades, auxiliando ou prejudicando, iluminando ou denegrindo...
Encontramos o dinheiro-alegria que se transforma em alimento na boca das crianças desamparadas...
Dinheiro-tranqüilidade que consegue pacificar o coração desditoso do homem de bem, cujas mãos chagadas no dever cumprido não podem atender às exigências do lar...
Dinheiro-fraternidade que acende o estímulo de viver nos corações amarfanhados pelo infortúnio...
Dinheiro-luz que incentiva o estudo nobre, a fim de que o próximo se liberte das teias da ignorância...
Dinheiro-progresso que distribui as bênçãos do trabalho com milhares de pessoas, conjugadas no serviço da indústria e da educação...
Dinheiro-caridade que nutre as energias das mães sofredoras e protege o corpo engelhado de velhinhos sem esperança...
Mas vemos igualmente o dinheiro-usura, criando indiferença e crueldade naqueles que o entesouram...
Dinheiro-sofrimento, gerando amargura e tédio naqueles que o amontoam, à custa das lágrimas de seus irmãos...
Dinheiro-treva, envolvendo em nevoeiro de perturbações e de mágoas todos aqueles que o acumulam, ao preço da alheia infelicidade...
Dinheiro-remorso, estabelecendo aflição e pesar nas almas desprevenidas que o amealham nos espinheiros do crime...
Dinheiro-angústia, trazendo tempestade de pranto naqueles que o entravam, em deplorável cegueira, perante a necessidade dos semelhantes...
Dinheiro!... Dinheiro!...
Sim, é possível guardar o dinheiro que conduz ao Céu, entretanto, quase todas as criaturas não sabem construir com ele senão o inferno a que se arrojam, no dia em que a morte lhes abre o caminho da grande transição.
Roguemos ao Senhor nos auxilie a compreender os bens da vida e a movimentá-los, segundo os ditames do Seu Amor."

("Comandos do Amor", Olívia/Francisco Cândido Xavier)

sábado, 15 de agosto de 2015

"LUTA"

"Meus amigos.
          Agradeçamos na luta o clima renovador.
          Nela possuímos o celeiro da experiência, onde o espírito é capaz de amealhar os tesouros incorruptíveis da sabedoria e do amor.
*
          A luta é alimento, pão da alma, força de crescimento do ser para a vida maior.
*
          Sem que a vida e as morte estabeleçam conflito na Terra, a imortalidade não se divinizaria para os homens.
*
          É necessário que a claridade combata a sombra, que a alegria sobrepuje o sofrimento, que a esperança fustigue a descrença, a fim de que possamos selecionar os valores que nos habilitem à vitória espiritual a que nos destinamos.
*
          No mundo terrestre — bendita escola multimilenária do nosso aperfeiçoamento espiritual — tudo é exercício, experimentação e trabalho intenso.
*
          Do atrito nasce a luz, quanto o equilíbrio nasce do esforço de adaptação.
*
          É imperioso que nos resignemos a perder quanto signifique roupagem servida e inútil para que nosso espírito avance, no turno da transformação para as luzes mais altas.
*
          Sem que a semente abandone o envoltório, não há germinação para a sementeira; sem o calor asfixiante o vaso nobre deixaria de existir; e, sem o cinzel que martiriza a pedra selvagem, a obra-prima da escultura jamais seria arrancada à matéria bruta para o nosso ideal de beleza.
*
          Somos, porém, mais que a semente, mais que o vaso, mais que a estátua...
          Somos filhos de Deus, em desenvolvimento, que podemos acelerar, aceitando as injunções da luta, ou que podemos atrasar, com a nossa preferência pelo repouso ou pela inércia.
*
          Abracemos os nossos deveres, ainda que pesados, porque somente da cruz que é nossa, do testemunho que nos fala de perto e do Calvário que nos pertence é que surgirá para a nossa vida a eterna ressurreição."
(Aires de Oliveira,  na obra “Comandos do Amor”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

"EVANGELHO E VIDA"

"No mundo de hoje, há boa vida e há vida boa.
Boa vida é bem-estar.
Vida boa é estar bem.

Por isso, temos criaturas de boa vida e criaturas de vida boa. As primeiras servem a si mesmas.
As segundas respiram no auxílio incessante aos outros.

A boa vida tem rastros de sombra. A vida boa apresenta marcas de luz.

A desordem favorece a boa vida. A ordem garante a vida boa.

Palavra enfeitada costuma escorar boa vida. Bom exemplo assegura vida boa.

Preguiça mora na boa vida. Trabalho brilha na vida boa.

Ignorância escurece a boa vida. Educação ilumina a vida boa.

Egoísmo alimenta a boa vida. Caridade enriquece a vida boa.

Indisciplina é objetivo da boa vida. Disciplina é roteiro da vida boa.

Vejamos as lições do Evangelho:
-Madalena, obsidiada, perdera-se nos encantos da boa vida, mas encontrou em nosso Divino Mestre a necessária orientação para vida boa.

-Zaqueu, afortunado, apegara-se em demasia às posses efêmeras da boa vida, entretanto, ao contato de Nosso Senhor, aprendeu como situar os próprios bens na direção da vida boa.

-Judas, o discípulo invigilante, procurando a boa vida, entregou-se à deserção, e sentindo extrema dificuldade para voltar à vida boa, foi colhido pela loucura.

-Simão Pedro, o apóstolo receoso tentando conservar a boa vida, instintivamente, negou o Divino Amigo por três vezes numa só noite, entretanto, regressando, prudente, à vida boa, abraçou o sacrifício pela própria ascensão, desde o dia de Pentecostes.

-Pilatos, o juiz dúbio, interessado em desfrutar boa vida, lavou as mãos quanto ao destino do Excelso Benfeitor, adquirindo o arrependimento e o remorso que o distanciaram da vida boa.

-Todos os que crucificaram Jesus pretendiam guardar-se nas ilusões da boa vida, no entanto, o Senhor preferiu morrer na cruz da extrema renúncia para ensinar-nos o caminho da vida boa.

Como é fácil observar, nas estradas terrestres, há muita gente de boa vida e pouca gente de vida boa, porque a boa vida obscurece a alma e a vida boa mantém a consciência acordada para o desempenho das próprias obrigações.

Estejamos alertas quanto à posição que escolhemos, porquanto, pelo tipo de nossa experiência diária, sabemos com segurança em que espécie de vida seguimos nós."


("Comandos do Amor", Scheilla/Francisco Cândido Xavier)

sábado, 31 de agosto de 2013

"LUTA"

"Meus amigos.
          Agradeçamos na luta o clima renovador.
          Nela possuímos o celeiro da experiência, onde o espírito é capaz de amealhar os tesouros incorruptíveis da sabedoria e do amor.
*
          A luta é alimento, pão da alma, força de crescimento do ser para a vida maior.
*
          Sem que a vida e as morte estabeleçam conflito na Terra, a imortalidade não se divinizaria para os homens.
*
          É necessário que a claridade combata a sombra, que a alegria sobrepuje o sofrimento, que a esperança fustigue a descrença, a fim de que possamos selecionar os valores que nos habilitem à vitória espiritual a que nos destinamos.
*
          No mundo terrestre — bendita escola multimilenária do nosso aperfeiçoamento espiritual — tudo é exercício, experimentação e trabalho intenso.
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          Do atrito nasce a luz, quanto o equilíbrio nasce do esforço de adaptação.
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          É imperioso que nos resignemos a perder quanto signifique roupagem servida e inútil para que nosso espírito avance, no turno da transformação para as luzes mais altas.
*
          Sem que a semente abandone o envoltório, não há germinação para a sementeira; sem o calor asfixiante o vaso nobre deixaria de existir; e, sem o cinzel que martiriza a pedra selvagem, a obra-prima da escultura jamais seria arrancada à matéria bruta para o nosso ideal de beleza.
*
          Somos, porém, mais que a semente, mais que o vaso, mais que a estátua...
          Somos filhos de Deus, em desenvolvimento, que podemos acelerar, aceitando as injunções da luta, ou que podemos atrasar, com a nossa preferência pelo repouso ou pela inércia.
*
          Abracemos os nossos deveres, ainda que pesados, porque somente da cruz que é nossa, do testemunho que nos fala de perto e do Calvário que nos pertence é que surgirá para a nossa vida a eterna ressurreição."
(Aires de Oliveira, na obra “Comandos do Amor”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos)