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domingo, 12 de agosto de 2012
"ENCOLORIZAS-TE?"
"Irrupção aturdente que, à semelhança de lavas vulcânicas, procede do teu âmago, a cólera converte-se em substância fatal.
Aos poucos, se não te reeducas, essas lavas, em se derramando de ti sobre ti mesmo, conseguem, pouco a pouco, corroer a tua expressão de equilíbrio em processo de construção vagarosa em tua alma.
Por que te encolerizas pelas avenidas ou pelos guetos terrestres?
Encolerizas-te, por certo, ao veres-te contestado por alguém que supões te seja inferior. Quem é essa pessoa para opor-se a mim?
Encolerizas-te, possivelmente, quando, atalhado por alguém que sabes te seja superior em qualquer ângulo dos caminhos. Por que essa pessoa destrata-me ou me desmerece desse modo?
Encolerizas-te quando não consegues alcançar os objetivos que traçaste, positivos ou negativos. Por que tudo sai errado comigo?
Encolerizas-te se a condução que esperas não vem ou vem com a lotação completa e não pára para levar-te. Ora, estou há tanto tempo esperando e ela passa direto...
Encolerizas-te ante a administração mal desenvolvida; perante a política que não te atende; diante de pessoas que não te aceitam. Encolerizas-te pelo tempo ruim no fim de semana; pela visita indesejada que te impede fazer outro programa; pelo balconista desatento que te atende mal.
Doença soez, morbo desagregador, a cólera se nutre na vala fétida do orgulho, fazendo-te admitir que és ou que deves ser alguém intocável, embora saibas estar num orbe de provações e de expiações, desde as mais simples às mais inabordáveis, por sua gravidade.
Detém-te para meditar, porque te estarás matando, engendrando suicídio infeliz por desfalcar as tuas energias vitais, deixando-te espiritualmente depauperado.
Cada vez que te encolerizas, te assemelhas a uma pessoa em processo de loucura, incontrolável, indomável, vexaminosa.
Cada vez que te encolerizas, ao te recompores já não te assentarás, psiquicamente, onde estavas antes da alucinação. Ao te acalmares estarás mais desgastado, e, aos poucos, de crise em crise, perturbar-te-ás de morte. Um infarto, um acidente vascular, uma apoplexia, muitas vezes têm raízes nos acessos coléricos que não corrigiste a tempo.
Renova-te. Faze esforço por te reeducares. Somente o tempo nobremente aproveitado conseguirá conferir-te galardão de emancipação espiritual, com o exercício da calma, da indulgência, do perdão, a fim de que sejas feliz."
(“Revelações da Luz”, Camilo/J. Raul Teixeira)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
"TENS ORADO?"
"Sem qualquer margem de dúvida, a oração representa formosa ponte levadiça que o espírito humano distende dos continentes da Terra aos campos de harmonia da Superior Imortalidade.
A oração é a chave que destrava as portas dos Céus, permitindo o acesso imprescindível às arcas de bênçãos do Senhor.
Através da oração é que o coração terreno, assinalado por angústias, por frustrações e dores, logra contato com o Coração dos Céus, saciando as próprias necessidades.
Tens orado, realmente, ou tens ajuntado palavras ou entoado louvaminhas dirigidas ao Mundo Maior?
Tens orado ou tens-te limitado a encenações teatrais que, se sensibilizam os que te ouvem, não conseguem repercutir nas telas do Invisível?
Muitas vezes deparamos situações em que os humanos asseveram estar orando e nada conseguindo com suas preces. Vale a pena uma pausa avaliadora, a fim de verificares se o que vai chamado de oração não passa de compulsão verbal, sem reflexão, sem suavidade, sem que esteja confirmada pela prece da vivência digna e fiel às eternas Leis de Deus.
Se tens orado, de fato, nada lamentes. Aguarda o tempo, enquanto realizas o melhor em tua trajetória.
Se tens orado, verdadeiramente, encontras-te em profunda comunhão com as Fontes do Grande Bem que, sob o impulso do Criador, far-te-ão fruir lucidez e alegria, saúde e novas energias, a fim de que cumpras os teus deveres e te alcandores para os estuários da paz e do amor."
( “Revelações da Luz”, Camilo/ J. Raul Teixeira)
"SACRIFICAS-TE?"
"Por certo supões que os Poderes Celestes olvidaram-te, na marcha áspera em que te encontras.
Certamente, imaginas quer os teus sofrimentos, tuas lutas, teus suores são os mais ácidos achados pelas humanas rotas.
Não se faz necessário grande esforço para demonstrar que te encontras equivocado, se pensas dessa forma.
Nunca te esqueças de que Deus não adormece e Suas Leis, perfeitas em todos os níveis consideradas, e, por isso, estás exatamente onde deve estar, com quem precisas estar e como desejas ficar, tendo em vista que os teus esforços por fazer o melhor e ser feliz, estão atrelados aos fatores causais que detonaste em tempos mais ou menos distantes.
Por que te sentes aturdido, como se uma grande desolação estivesse a minar as tuas estruturas íntimas? Sentes-te sacrificado na cruz de pesados deveres, dos quais não consegues te afugentar.
Medita, então, sobre o teu caso.
Partindo do princípio de que o Criador é a Absoluta Perfeição, o que te ocorre, embora tenhas tu mesmo motivado, ocorre sob o olhar desse Criador, pela mesma razão porque te respeitou a liberdade de ação, traçando os rumos de tua evolução, mais ou menos lenta.
Diante dos teus olhos e perante a tua sensibilidade desfilam:
esposos, cobradores incorrigíveis, a te exigirem cada dia mais sacrifícios, como se vivessem para perturbarem-te;
filhos cruéis, desatenciosos, que, apesar do melhor que lhe deste, especializam-se em fustigar a tua alma cotidianamente;
irmãos consangüíneos que, por razões várias, foram postos sob os teus cuidados, e, ante a necessidade de orientá-los, mantê-los, amá-los ou suportá-los, apesar de inúmeras vezes somente receberes ingratidão, desconsideração e exigências;
amigos das linhas sociais, tanto quanto colegas de profissão, operando nas mesmas oficinas, passam a pesar sobre os teus ombros em processos de inumana competição, como se fossem inimigos encarniçados disputando, violentamente, os palmos do espaço social e profissional onde se acham;
renúncias, quase sempre, a muitas coisas que gostarias de fazer, de usufruir, a fim de remanejares os recursos em benefício dos que te rodeiam como dependentes dos teus afetos e dedicações, sem que isso redunde na melhoria deles, que agem como se tu não fizesses mais do que a tua obrigação…
Medita, pois, medita.
Sacrificas-te?
Sim, sem dúvida.
Mas, retornando as concepções da perfeição divina, compreenderás que estás desenvolvendo a muita gente aquilo que deves, desde tempos pretéritos, a muita gente.
Porque te embrenhaste pelos matagais da irreflexão e dos desatinos, no passado, deves, agora, apoiar-te ao bordão da coragem, da confiança da Providência Maior para que te quites com a Lei, retomando os passos da renovação.
Assim, não te agastes com os sacrifícios que tenhas que fazer.
Unge-te com os ensinos de Jesus Cristo.
Ajusta-te à oração contrita e balsamizante.
Reveste-te de paciência para com os que te impõem duros testemunhos.
Trabalha, disposto a ressarcir e crescer, na convicção de que o final desses embates pode já estar próximo.
Não te esqueças de que sacrificar significa fazer sagrado, como indicam as bases latinas. Transforma, então, tuas lutas, dificuldades e lágrimas, em sagrada oferenda à Vida, a tua vida, para que, logo mais, te libertes da tua dúvida e te enriqueças com os legítimos valores da fé e do trabalho regenerador."
("Revelações da Luz", Camilo/ J. Raul Teixeira)
quinta-feira, 7 de julho de 2011
"SENTES-TE FRÁGIL"
"Nada obstante os teus trabalhos e esforços, relativamente à compreensão de ti próprio, sentes, volta e meia, uma grande frustração por perceberes a tua fragilidade perante os mais diversos fenômenos da existência.
Sabes que, do fundo d’alma, anelas por ser nobre, por servir, por avançar para Deus com alegria. Contudo, ao mesmo tempo, dás-te conta de uma timidez que soterra teus impulsos de falar bem alto sobre as tuas crenças, desejos, realizações.
Revives, pelas evocações históricas, a saga dos enobrecidos homens e mulheres que construíram as sociedades do mundo, vezes sem conta empunhando bandeiras de estoicismo, dispostos a darem as própriasvidas por seus ideais. Porém, anotas, contristado, que te falta essa força interior para que, pelo menos, deles de acerques.
O que se passa? Sentes-te frágil? Imaginas-te um grande incapaz, debatendo-te como mariposas ao redor dos focos luzentes?
Importa que não mergulhes nas valas de depressões desastrosas. Vale que te aconselhes com as meditações sobre como e quando tudo começou. Ou, por outro, desde quando te deste conta dessa situação contigo.
Se desejas modificações em tua vida, no sentido do progresso espiritual, busca em Jesus Cristo a orientação e o reforço indispensáveis.
É necessário que percebas qual o nível dos teus conflitos de fragilidade. Inicia um esforço pelo autoconhecimento. Não te negues à dedicação nos campos do bem, realizando o que já sejas apto, sem querer competir com veteranos experientes, sem te deteres na insipiência dos iniciantes.
És, no mundo terrestre, uma criatura antiga, e os teus sentimentos de fragilidade se vinculam às omissões propositais ou às carências resultantes do teu pretérito.
Se relaxaste ou se ignoraste, por vários motivos, isso não será o mais importante hoje. O mais importante é que confies no Senhor, fazendo a tua parte para que logres o fortalecimento íntimo, o enrijecimento da vontade do bem, certo de que os Mensageiros do Cristo, estão e estarão a serviço do teu avanço para a luz.
Reergue-te dessa frustração. Age para que te fortifiques. Coopera, onde estejas, com a ajuda dos teus pensares, dos teus falares, treinando para as ações que falarão da tua assimilação feliz de tudo que é salutar e corajoso, governando os impulsos, esforçando-te por romper as tuas barreiras geradoras ou insufladoras dos temores..
Assim, aos poucos, de frágil far-te-ás forte, iluminado pelas claridades de Deus, impulsionando-te ao continuado crescimento, sem medos, sem fragilidades, com firmeza."
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