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terça-feira, 25 de agosto de 2015

"ASSIM FALOU JESUS"

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"Disse o Mestre: "Buscai e achareis". Mesmo nos céus, você pode fixar a atenção na sombra da nuvem ou no brilho da estrela...
Afirmou o Senhor: "Cada árvore é conhecida pelos frutos". Alimentar-se com laranja ou intoxicar-se com pimenta é problema seu...
Proclamou o Cristo: "Orai e vigiai para não entrardes em tentação, porque o espírito, em verdade, está pronto, mas a carne é fraca". O espírito é o futuro e a vitória final mas a carne é o nosso próprio passado, repleto de compromissos e tentações...
Ensinou o Mentor Divino: "Não condeneis e não sereis condenados". Não critique o próximo, para que o próximo não critique a você...
Falou Jesus: "Quem se proponha conservar a própria vida, perdê-la-á". Quando o arado descansa, além do tempo justo, encontra a ferrugem que o desgasta...
Disse o Mestre: "Não vale para o homem ganhar o mundo inteiro, se perder sua alma". A criatura faminta de posses e riquezas materiais, sem trabalho e sem proveito, assemelha-se, de algum modo, a pulga que desejasse reter um cão para si só...
Afirmou o Senhor: "Não é o que entra pela boca que contamina o espírito”. A pessoa de juízo são come o razoável para rendimento da vida, mas os loucos ingerem substâncias desnecessárias para rendimento da morte...
Ensinou o Mentor Divino: "Andai enquanto tendes luz". O corpo é a máquina para a viagem do progresso e todo relaxamento corre por conta do maquinista...
Proclamou o Cristo: "Orai pelos que vos perseguem e caluniam". Interessar-se pelo material dos caluniadores é o mesmo que se adornar você, deliberadamente, com uma lata de lixo...
Falou Jesus: "A cada um será concedido segundo as próprias obras". Não se preocupe com os Outros, a não ser para ajudá-los; pois que a Lei de Deus não conhece Você pelo que você observa, mas simplesmente através daquilo que você Faz..."
("O Espírito da Verdade", André Luiz/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

"NA TAREFA DE AJUDAR"

 “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec. Cap. XIII – Item 11.

       "Auxilie a quem lhe procure a presença, mas não se esqueça de socorrer diretamente quem padece a distância.
-o-
       Transfira a cooperação alheia aos lares menos aquinhoados, porém, não se desobrigue de contribuir com a sua quota de ajuda pessoal.
-o-
       Distribua o que lhe sobre à mesa, tanto quanto no guarda-roupa e na bolsa; contudo, siga além, doando a quem sofre os recursos positivos de seu sentimento.
-o-
       Empreste, com justiça, o que lhe peçam; no entanto, não menospreze transformar os seus empréstimos em dádivas fraternais.
-o-
       Colabore indiscriminadamente para o bem de todos aqueles que lhe estejam próximos; todavia, esforce-se por aprimorar os métodos da sua colaboração para ajudar melhor.
-o-
       Organize a sua vida em disciplina rigorosa no dever cumprido, ainda assim, faça o tempo de persistir no trabalho de assistência aos irmãos em luta maior.
-o-
       Atenda ao estômago faminto e o corpo enfermo do companheiro em provação; entretanto, não recuse favorecê-lo com a palavra consoladora e com o livro nobre.
-o-
       Seja o intermediário entre  distribuidores generosos e corações menos felizes, porém, não deixe de convidar, aos que se beneficiam materialmente, a se beneficiarem, do ponto de vista moral, nas visitas de socorro evangélico e solidariedade humana.
-o-
       Dê o máximo de suas possibilidades no amparo aos semelhantes, mas não se satisfaça com os resultados obtidos, buscando enriquecer os seus dotes de eficiência no plantio da caridade.
-o-
       Exemplifique a beneficência, tanto quanto lhe seja possível, em todas as circunstâncias; contudo, prefira a naturalidade e a discrição para revestir as suas mínimas atitudes.
-o-
       Lembre-se que, na tarefa de ajudar, o bem maior é sempre aquele que ainda está por fazer, à espera da nossa disposição."


(André Luiz, na obra “O ESPÍRITO DA VERDADE”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – Autores diversos)

quarta-feira, 18 de março de 2015

"A PAIXÃO DE JESUS"



"O Espiritismo não nos abre o caminho da deserção do mundo.

Se é justo evitar os abusos do século, não podemos chegar ao exagero de querer viver fora dele. Usufruamos a vida que Deus nos dá, respirando o ar das demais criaturas, nossas irmãs.

Para seguir a própria consciência, podemos dispensar a virtude intocável que forja a santidade ilusória.

Não sejamos sombras vivas, nem transformemos nossos lares em túmulos enfeitados por filigranas de adoração.

Nossa fé não é campo fechado à espontaneidade.

Encarnados e desencarnados precisamos ser prudentes, mas isso não significa devamos reprimir expansões sadias e não nos abracemos uns aos outros. A abstinência do mal não impõe restrições ao bem.

Assim como a virtude jactanciosa é defeito quanto qualquer outro, a austeridade afetada é ilusão semelhante às demais.

Não façamos da vida particular uma torre de marfim para encastelar os princípios superiores, ou estrado de exibição para entronizar o ponto de vista.

A convicção espírita não é insensível ou impertinente.

A inflexibilidade, no dever, não exige frieza de coração. Fujamos ao proselitismo fanatizante, mas nem por isso cultivemos nos outros a aversão por nossa fé.

Se o papel de vítima é sempre o melhor e o mais confortável, nem por isso, a título de representá-lo, podemos forçar a nossa existência, transformando em verdugos, à força, as criaturas que nos rodeiam.

Não sejamos policiais do Evangelho, mas candidatemo-nos a servidores cristãos.

Nem caridade vaidosa que agrave a aspereza do próximo, nem secura de coração que estiole a alegria de viver.

Quem transpira gelo, dentro em breve caminhará em atmosfera glacial.

A crença aferrolhada no orgulho desencadeia desastres tão grandes quanto aqueles criados pelo materialismo.

Não sejamos companhias entediantes.

Um sorriso de bondade não compromete a ninguém.

A fé espírita reside no justo meio-termo do bem e da virtude.

Nem o silêncio perpétuo da meia-morte, que destrói a naturalidade, nem a fala medrosa da inibição a beirar o ridículo.

Nem olhos baixos de santidade artificiosa, nem anseio inexperiente de se impor a todo preço.

Nem cumplicidade no erro, na forma de vício, nem conivência com o mal, na forma de aparente elevação.

Fé espírita é libertação espiritual. Não ensina a reserva calculada que anula a comunicabilidade, constrangendo os outros, nem recomenda a rigidez de hábitos que esteriliza a vida simples. Nem tristeza sistemática, nem entusiasmo pueril.

Abstenhamo-nos da falsa ideia religiosa, suscetível de repetir os desvios de existências anteriores, nas quais vivemos em misticismo acabrunhante.

Desfaçamos os tabus da superioridade mentirosa, na certeza de que existe igualmente o orgulho de parecer humilde.

O Espiritismo nos oferece a verdadeira confiança, raciocinada e renovadora; eis por que o espírita não está condenado a atividade inexpressiva ou vegetante. Caridade é dinamismo do amor. Evangelho é alegria. Não é sistema de restringir as ideias ou tolher as manifestações, é vacinação contra o convencionalismo absorvente.

Busquemos o povo – a verdadeira paixão de Jesus –, convivendo com ele, sentindo-lhe as dores, e servindo-o sem intenções secundárias, conforme o “amai-vos uns aos outros” – a senda maior de nossa emancipação."

 (Ewerton Quadros, na obra "O Espírito da Verdade", Autores Diversos/ Francisco Cândido Xavier)

domingo, 18 de janeiro de 2015

"NA TAREFA DE AJUDAR"

Estudos e dissertações em torno de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec. Cap. XIII – Item 11.

       "Auxilie a quem lhe procure a presença, mas não se esqueça de socorrer diretamente quem padece a distância.
-o-
       Transfira a cooperação alheia aos lares menos aquinhoados, porém, não se desobrigue de contribuir com a sua quota de ajuda pessoal.
-o-
       Distribua o que lhe sobre à mesa, tanto quanto no guarda-roupa e na bolsa; contudo, siga além, doando a quem sofre os recursos positivos de seu sentimento.
-o-
       Empreste, com justiça, o que lhe peçam; no entanto, não menospreze transformar os seus empréstimos em dádivas fraternais.
-o-
       Colabore indiscriminadamente para o bem de todos aqueles que lhe estejam próximos; todavia, esforce-se por aprimorar os métodos da sua colaboração para ajudar melhor.
-o-
       Organize a sua vida em disciplina rigorosa no dever cumprido, ainda assim, faça o tempo de persistir no trabalho de assistência aos irmãos em luta maior.
-o-
       Atenda ao estômago faminto e o corpo enfermo do companheiro em provação; entretanto, não recuse favorecê-lo com a palavra consoladora e com o livro nobre.
-o-
       Seja o intermediário entre  distribuidores generosos e corações menos felizes, porém, não deixe de convidar, aos que se beneficiam materialmente, a se beneficiarem, do ponto de vista moral, nas visitas de socorro evangélico e solidariedade humana.
-o-
       Dê o máximo de suas possibilidades no amparo aos semelhantes, mas não se satisfaça com os resultados obtidos, buscando enriquecer os seus dotes de eficiência no plantio da caridade.
-o-
       Exemplifique a beneficência, tanto quanto lhe seja possível, em todas as circunstâncias; contudo, prefira a naturalidade e a discrição para revestir as suas mínimas atitudes.
-o-
       Lembre-se que, na tarefa de ajudar, o bem maior é sempre aquele que ainda está por fazer, à espera da nossa disposição."

(“O ESPÍRITO DA VERDADE”, André Luiz/Waldo Vieira)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

"ENCONTRO DE NATAL"

"Recolhes as melodias do Natal, guardando o pensamento engrinaldado pela ternura de harmoniosa canção.
Percebes que o céu te chama a partilhar os júbilos da exaltação do Senhor nas sombras do mundo.
Entretanto, misturada ao regozijo que te acalenta a esperança, carregas a névoa sutil de recôndita angústia, como se trouxesses no peito um canteiro de rosas orvalhado de lágrimas!...
É que retratas no espelho da própria emoção o infortúnio de tantos outros companheiros que foram inutilmente convidados para a consagração da alegria. Levantaste no lar a árvore da ventura doméstica, de cujos galhos pendem os frutos do carinho perfeito, entretanto, não longe, cambaleiam seguidores de Jesus, suspirando por leve proteção que os resguarde contra o frio da noite; banqueteias-te, sob guirlandas festivas, mas, a poucos passos da própria casa, mães e crianças desprotegidas, aguardando o socorro de Cristo, enlanguecem de fadiga, e necessidade; repetes hinos comovedores, tocados pela serena beleza que dimana dos astros, entretanto, nas vizinhança, cooperadores humildes do Mestre, choram cansados de penúria e aflição; abraças os entes queridos, desfrutando excesso de conforto, contudo, à pequena distância, esmorecem amigos de Jesus, implorando que Ihes dê a benção de uma prece e o consolo de uma palavra afetuosa, nas grades dos manicômios ou no leito dos hospitais...
Sim, quando refletes na glória da Manjedoura, sentes, em verdade, a presença do Cristo no coração!
Louva as doações divinas que te felicitam a existência, mas não te esqueças de que o Natal é o Céu que se reparte com a Terra, através do eterno amor que se derramou das estrelas.
Agradece o dom inefável da paz que volta, de novo, enriquecendo-te a vida, mas divide a própria felicidade, realizando, em nome do Senhor, a alegria de alguém!.."
("O Espírito da Verdade", Meimei/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

"NO RETOQUE DA PALAVRA"

Cap. XI — item 7 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec.”

       "Seja onde for, não afirme:— Detesto esse lugar!
       Cada criatura vive na terra dos seus credores.
*
       Ouvindo a frase infeliz não grite: — “É um desaforo!”
       Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior.
*
       Atravessando a madureza, não se lamente: — “Já estou cansado.”
       Sintoma de exaustão, vontade enferma.
*
       Sentindo a mocidade, não assevere: “Preciso gozar a vida!”
       Romagem terrestre não é excursão turística.
*
       À frente do amigo endividado, não ameace: — Hoje ou nunca!”
       Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós.
*
       Ao companheiro menos categorizado, não ordene: — Faça isso!”
       Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula.
*
       Perante o doente, não exclame: “Pobre coitado!”
       Compaixão desatenta, crueldade indireta.
*
       Ao vizinho faltoso, nunca diga:  — “Dispenso-lhe a amizade.”
       Todos somos interdependentes.
*
       Sob o clima da provação, não se queixe: — “Não suporto mais!”
       O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças.
*
       No cumprimento do dever, não clame: — “Estou sozinho!”
Ninguém vive desamparado.
*
       Colhido pelo desapontamento, não reclame: — “Que azar!”
       A Lei Divina não chancela imprevistos.
*
       À face do ideal, não se lastime: — “Ninguém me ajuda.”
       No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo."
(André Luiz, na obra “O Espírito da Verdade”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – Autores diversos)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"SEJA VOLUNTÁRIO"

"Seja voluntário na evangelização infantil. Não aguarde convite para contribuir em favor da Boa Nova no coração das crianças. Auxilie a plantação do futuro.
Seja voluntário no Culto do Evangelho. Não espere a participação de todos os companheiros do lar para iniciá-lo. Se preciso, faça-o sozinho.
Seja voluntário no templo espírita. Não aguarde ser eleito diretor para cooperar. Colabore sem impor condições, em algum setor, hoje mesmo.
Seja voluntário no estudo edificante. Não espere que os outros lhe chamem a atenção. Estude por conta própria.
Seja voluntário na mediunidade. Não aguarde o desenvolvimento mediúnico, sistematicamente sentado à mesa de sessões. Procure a convivência dos Espíritos Superiores, amparando os infelizes.
Seja voluntário na assistência social. Não espere que lhe venham puxar o paletó, rogando auxílio. Busque os irmãos necessitados e ajude como puder.
Seja voluntário na propaganda libertadora. Não aguarde riqueza para divulgar os princípios da fé. Dissemine, desde já, livros e publicações doutrinárias.
Seja voluntário na imprensa espírita. Não espere de braços cruzados a cobrança da assinatura. Envie o seu concurso, ainda que modesto, dentro das suas possibilidades.
Sim, meu amigo. Não se sinta realizado.
Cultive espontaneidade nas tarefas do bem.
“A sementeira, é grande e os trabalhadores são poucos.”
Vivemos os tempos da renovação fundamental.
Atravessemos, portanto, em serviço, o limiar da Era do Espírito!
Ressoam os clarins da convocação geral para as fileiras do Espiritismo.
Há mobilização de todos.
Cada qual pode servir a seu modo.
Aliste-se enquanto você se encontra válido.
Assuma iniciativa própria.
Apresente-se em alguma frente de atividade renovadora e sirva sem descansar.
Quase sempre, espírita sem serviço é alma a caminho de tenebrosos labirintos do umbral.

Seja voluntário na Seara de Jesus, Nosso Mestre e Senhor!"
(Cairbar Schutel, na obra "O Espírito da Verdade", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

sábado, 11 de outubro de 2014

"TRANQUILIDADE"

"1. Comece o dia na luz da oração.
       O amor de Deus nunca falha.
2.  Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
       Hoje é o tempo de fazer o melhor.
3.  Trabalhe com alegria.
       O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço, é um cadáver que pensa.
4.  Faça o bem quanto possa.
       Cada criatura transita entre as próprias criações.
5.  Valorize os minutos.
       Tudo volta, com exceção da hora perdida.
6.  Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
       Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.
7.  Estime a simplicidade.
       O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.
8.  Perdõe sem condições.
       Irritar-se é o melhor processo de perder.
9. Use a gentileza, mas, de modo especial, dentro da própria casa.
       Experimente atender aos familiares como você trata as visitas.
10.  Em favor de sua paz, conserve fidelidade a si mesmo.
       Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus."


(André Luiz, na obra “O ESPÍRITO DA VERDADE”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – Autores diversos)

sábado, 29 de março de 2014

"NO RETOQUE DA PALAVRA"

Cap. XI — item 7 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec.”

       "Seja onde for, não afirme:— Detesto esse lugar!
       Cada criatura vive na terra dos seus credores.
*
       Ouvindo a frase infeliz não grite: — “É um desaforo!”
       Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior.
*
       Atravessando a madureza, não se lamente: — “Já estou cansado.”
       Sintoma de exaustão, vontade enferma.
*
       Sentindo a mocidade, não assevere: “Preciso gozar a vida!”
       Romagem terrestre não é excursão turística.
*
       À frente do amigo endividado, não ameace: — Hoje ou nunca!”
       Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós.
*
       Ao companheiro menos categorizado, não ordene: — Faça isso!”
       Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula.
*
       Perante o doente, não exclame: “Pobre coitado!”
       Compaixão desatenta, crueldade indireta.
*
       Ao vizinho faltoso, nunca diga:  — “Dispenso-lhe a amizade.”
       Todos somos interdependentes.
*
       Sob o clima da provação, não se queixe: — “Não suporto mais!”
       O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças.
*
       No cumprimento do dever, não clame: — “Estou sozinho!”
Ninguém vive desamparado.
*
       Colhido pelo desapontamento, não reclame: — “Que azar!”
       A Lei Divina não chancela imprevistos.
*
       À face do ideal, não se lastime: — “Ninguém me ajuda.”
       No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo."

(André Luiz, na obra  “O Espírito da Verdade”, Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – Autores diversos)

sábado, 7 de dezembro de 2013

"SE VOCÊ FIZER FORÇA"


 Cap. XXVII — Item 8 — “O Evangelho segundo o Espiritismo"


  "Diz você que não pode respirar o clima de luta na experiência doméstica; entretanto, se fizer força no cultivo da renúncia santificante, fará da própria casa um refúgio de amor.
        Diz você que não mais suporta o amigo desajustado, mas, se fizer força, no exercício da tolerância, é possível consiga convertê-lo amanhã em colaborador ideal.
        Diz você experimentar imenso cansaço, diante do chefe atrabiliário e inconsequente; contudo, se fizer força, sustentando a paciência, obterá nele, ainda hoje, um amigo fiel.
        Diz você que não adiante ensinar o bem; no entanto, se fizer força para exemplificar o que ensina, atingirá realizações de valor inimaginável.
        Diz você que se nota assaltado por enorme desânimo na pregação construtiva; entretanto, se fizer força na sementeira da educação, transfigurará o seu verbo em facho de luz.
        Diz você estar desistindo da caridade, ante os golpes da ingratidão, mas, se fizer força para prosseguir, ajudando sem exigência, surpreenderá na caridade a perfeita alegria.
        Diz você que está doente e nada consegue de nobre e útil; no entanto, se fizer força para superar as próprias deficiências, vencerá a enfermidade, avançando em serviço e merecimento.
        Diz você que a conversação já lhe esgotou a reserva nervosa e dispõe-se à retirada para o repouso justo; contudo, se fizer força para continuar atendendo aos ouvintes, olvidando a própria fadiga, ninguém pode prever a extensão da colheita de bênçãos que virá da sua plantação de gentileza e bondade.
        O grande bem de todos é feito nos pequenos sacrifícios de cada um.
        E se fizermos força para viver, segundo os bons conselhos que articulamos para uso dos outros, em breve tempo transformaremos a Terra em luminoso caminho para a glória real."
(André Luiz, na obra “O Espírito da Verdade”,  Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

sábado, 13 de julho de 2013

"A HISTÓRIA DE UM PÃO"

"Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residência.

A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-lhe os adornos.

Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, joias e relíquias, sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.

Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.

E porque na memória de semelhantes amigos ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância...

Todavia, entre estes encontrou simplesmente a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.

Barsabás entregou-se às lágrimas, de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas...

Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e, como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.

Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.

Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.

Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o ministro espiritual que velava no pórtico.

Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou, sereno:

– Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra...

– Ai de mim – soluçou o desventurado – eu jamais fiz o bem...

– Em verdade – prosseguiu o informante –, trazes contigo, em grandes sinais, o pranto e o sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojaste, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor...

E apontou-lhe acanhada estrela que brilhava à feição de pequeno disco solar.

– Há 32 anos – disse, ainda, o instrutor – deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu, em prece ao Senhor da Vida.

Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:

– Jonakim, o enjeitado?

– Sim, ele mesmo – confirmou o missionário divino.

– Segue a claridade do pão que deste, um dia, por amor, e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.

E Barsabás acompanhou o tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se às Alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.

Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho...

Era Jonakim, aos quarenta de idade.

Como se estivessem os dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar.


.................................................................................

Decorrido um ano, Jonakim, o carpinteiro, ostentava, sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.

Com a bênção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se."




(Irmão X, na obra "O Espírito da Verdade", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

"A RIGOR"

"Espírito Santo - falange dos Emissários da Providência que superintende os grandes movimentos da Humanidade na Terra e no Plano Espiritual.

Reino de Deus - estado de sublimação da alma, criado por ela própria, através de reencarnações incessantes.

Céu - esferas espirituais santificadas onde habitam Espíritos Superiores que exteriorizam, do próprio íntimo, a atmosfera de paz e felicidade.

Milagre - designação de fatos naturais cujo mecanismo familiar à Lei Divina ainda se encontra defeso ao entendimento fragmentário da criatura.

Mistério - parte ignorada das Normas Universais que, paulatinamente, é identificada e compreendida pelo espírito humano.

Sobrenatural - definição de fenômenos que ainda não se incorporam aos domínios do hábito.

Santo - atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, a execução do próprio dever.

Tentação - posição pessoal de cativeiro interior a vícios instintivos que ainda não conseguimos superar por nós mesmos.

Dia de juízo - oportunidade situada entre dois períodos de existência da alma, que se referem à sementeira de ações e à renovação da própria conduta.

Salvação - libertação e preservação do espírito contra o perigo de maiores males, no próprio caminho, a fim de que se confie à construção da própria felicidade, nos domínios do bem, elevando-se a passos mais altos de evolução.

O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos, para que se faça luz nas consciência e consolo nos corações. Assim como o Cristo não veio destruir a Lei, porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explicá-los “em termos claros e para toda a gente, quando foram ditos sob forma alegóricas”.

A rigor, a verdade pode caminhar distante da palavra com que aspiramos a traduzi-la.

Renove, pois, as expressões do seu pensamento e a vida renovar-se-lhe-á inteiramente, nas fainas de cada hora."

(André Luiz, na obra "O Espírito da Verdade", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

"JESUS SABE"


"Disseste "não ajudo, porque esse homem é pervertido" e de outra feita, afirmaste "não auxilio, que essa mulher errou por querer"...
Não te lembraste, porém, que Jesus, antes, lhes viu a falta e nem por isso lhes cortou o ensejo à necessária reparação.
Não percas tempo em procurar o mal, emprega atenção em socorrer-lhe as vítimas.
Diante desse ou daquele sucesso amargo, sempre mais do que nós, Jesus sabe...
Conhece o Divino Amigo onde se esconde o verme do vício, como também onde se oculta a farpa da crueldade.
Em razão disso, não te buscaria para relacionar as úlceras alheias nem para conferir os espinhos da estrada.
Se alguém prefere mergulhar na sombra, dize contigo: - Jesus sabe.
Se alguém te não escuta a palavra de amor, nota em silêncio: - Jesus sabe.
Se alguém surge enganado aos teus olhos, pensa convicto: - Jesus sabe.
Se alguém foge de cumprir o dever, observar de novo: - Jesus sabe.
Faze o bem que puderes e, entregando a justiça à harmonia da lei, entenderás, por fim, que Jesus nos chamou para fazer luzir a estrela da caridade onde a vida padeça o insulto da escuridão."

(Meimei, na obra "O Espírito de Verdade", Autores Diversos/ Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"SE TENS FÉ"


"Em Doutrina Espírita, fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver.
 Desse modo, não te restrinjas à confiança inerte, porque a existência em toda parte nos honra, a cada um, com a obrigação de servir.
 Se tens fé, não permitirás que os eventos humanos te desmantelem a fortaleza do coração.
 Transitarás no mundo, sabendo que o Divino Equilíbrio permanece vigilante e, mesmo que os homens transformem o lar terrestre em campo de lodo e sangue, não ignoras que a Infinita Bondade converterá um e outro em solo adubado para que a vida refloresça e prossiga em triunfo.
 Se tens fé não registrarás os golpes da incompreensão alheia, porquanto identificarás a ignorância por miséria extrema do espírito e educarás generosamente a boca que injuria e a mão que apedreja.
 Ainda que os mais amados te releguem à solidão, avançarás para a frente, entendendo e ajudando, na certeza de que o trabalho te envolverá o sentimento em nova luz de esperança e consolação.
 Se tens fé, não te limitarás a dizê-la simplesmente, qual se a oração sem as boas obras te outorgasse direitos e privilégios inadmissíveis na Justiça de Deus, mas, sim, caminharás realizando a vontade do Criador, que é sempre o bem para todas as criaturas.
 Se tens fé, sustentarás, sobretudo, o esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior, como sendo o mais alto serviço que podes prestar aos outros, de vez que, aperfeiçoando a nós mesmos, estaremos habilitando a consciência para refletir, com segurança, o amor e a sabedoria da Lei."
(Emmanuel, na “O Espírito da Verdade”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – Espíritos Diversos)

domingo, 8 de abril de 2012

"Não sejamos policiais do Evangelho..."




‎



"Não sejamos policiais do Evangelho, mas candidatemo-nos a
servidores cristãos.
(...)
Busquemos o povo – a verdadeira paixão de Jesus –, convivendo
com ele, sentindo-lhe as dores, e servindo-o sem intenções
secundárias, conforme o “amai-vos uns aos outros” – a senda maior
de nossa emancipação."

(Ewerton Quadros , na obra "O Espírito da Verdade", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

"Em favor de sua paz..."

"Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.
Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa
triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e vencido,
era a causa de Deus."
(André Luiz , na obra "O Espírito da Verdade", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

sábado, 7 de abril de 2012

"Quase sempre..."





‎"Quase sempre, aqueles que tomamos por afetos mais doces,
crendo abraçá-los por sustentáculos da luta, simbolizam tarefas que solicitam renúncia e apostolados a exigirem amor."
(Albino Teixeira, na obra "O Espírito da Verdade", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

"OS OUTROS"

Cap. XIII – Item 13

"Dizes trazer o deserto no coração; entretanto, pensa nos outros.
Muitos pisam teus rastros, procurando-te as mãos no grande
vazio...
Pára um pouco e perceberá a presença nas sombras da retaguarda.
Enquanto gritas a própria solidão, compreenderás que a voz
deles está morrendo na garganta, através de longos gemidos.
Volta-te e vê.
Compara os teus braços robustos com os ossos descarnados
que ainda lhe servem de suporte às mãos tristes em que os dedos
mirrados são espinhos de dor. Enxuga o teu pranto e observa os
olhos fatigados que te contemplam... Falam-te a história de esperanças
e sonhos que o tempo soterrou na areia da frustração. Referem-
se ao frio cortante do lar perdido e à agonia da ramagem nas
trevas...
Pára e compadece-te.
Deixa que respirem, ainda mesmo por um momento só, no calor
de teu hálito.
Quem poderá medir a extensão da grandeza de uma simples
semente, caída na terra que o arado martirizou?
A beleza de um minuto nos ensina, muita vez, a povoar de alegria
e de luz a existência inteira.
Diz antiga lenda que uma gota de chuva caiu sobre o oceano
que a tormenta encapelara e, aflita, perguntou:
– ”Deus de Bondade, que farei, sozinha, neste abismo estarrecedor?”
O Pai não lhe respondeu, mas, tempos depois, a gota singela
era retirada do mar, convertida numa pérola para adornar a coroa
de um rei.
Dá também algo de ti aos que bracejam no torvelinho do sofrimento,
e, mesmo que possas ofertar apenas um pingo de amor
aos que padecem, tua dádiva será filtrada pelas correntes da angústia
humana e subirá, cristalina e luminescente, na direção dos céus,
para enfeitar a glória de Deus."

(Meimei, na obra "O Espírito da Verdade", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

"DEUS TE ABENÇOE"





Cap. X – Item 16


"Logo após fundar o Lar “Anália Franco”, na cidade de S. Manuel,
no estado de S. Paulo, viu-se D. Clélia Rocha em sérias dificuldades
para mantê-lo.
Tentando angariar fundos de socorro, a abnegada senhora conduzia
crianças, aqui e ali, em singelas atividades artísticas. Acordava
almas. Comovia corações. E sustentava o laborioso período
inicial da obra.
Desembarcando, certa noite, em pequena cidade, foi alvo de
injusta manifestação antiespírita. Apupos. Gritaria. Condenações.
D. Clélia, com o auxílio de pessoas bondosas, protege as crianças.
Em meio à confusão, vê que um moço robusto se aproxima
e, marcando-lhe a cabeça, atira-lhe uma pedra.
O golpe é violento. O sangue escorre. Mas a operosa servidora
do bem procede como quem desconhece o agressor.
Medica-se depois.
Há espíritas devotados que surgem. D. Clélia demora-se por
mais de uma semana, orando e servindo.
Acabava de atender a um doente em casa particular, quando
entra senhora aflitíssima. É mãe. Tem o filho acamado com meningite
e pede-lhe auxílio espiritual.
D. Clélia não vacila. Corre ao encontro do enfermo, e surpreendida,
encontra nele o jovem que a ferira.
Febre alta. Inconsciência. A missionária desdobra-se em desvelo.
Passes. Vigílias. Orações. Enfermagem carinhosa.
Ao fim de seis dias, o doente está salvo. Reconhece-a envergonhado
e, quando a sós, beija-lhe respeitosamente as mãos e
pergunta:
– A senhora me perdoa?
Ela, contudo, disse apenas, com brandura:
– Deus te abençoe, meu filho.
Mas o exemplo não ficou sem fruto, porque o moço recuperado
fez-se valoroso militante da Doutrina Espírita e, ainda hoje,
onde se encontra é denodado batalhador do Evangelho."


(Hilário Silva, na obra "O Espírito da Verdade", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

"Para extinguir a chaga da ignorância..."

"Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria;
para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar
o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o
verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o
charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente
é o Evangelho de Jesus no coração humano.
Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que
o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando
a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e
pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo
e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno
da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: “Fora do
Cristo não há solução.”"
(Bezerra de Menezes, na obra "O Espírito da Verdade", 

Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)