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sábado, 28 de janeiro de 2017

EGOÌSMO

"O egoísmo, ninguém o desconhece, consiste no “excessivo amor ao próprio bem, sem atender ao dos outros”.
       É, por isso, considerado a pior chaga da Humanidade e o maior obstáculo ao reinado do Bem na face a Terra.
       Inútil, porém, apenas malsiná-lo. Mais vale que o estudemos e saibamos como transformá-lo, conduzindo-o à sublimação.
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       Dia virá em que, compreendendo melhor os postulados do vero Cristianismo, passará a interessar-se e a trabalhar para o bem-estar  universal, por saber que, não obstante as diferenças de cor, credo, raça ou nacionalidade, todos somos irmãos, porque filhos do mesmo Pai Celestial.
       Estabelecendo: “ama o teu próximo como a ti mesmo”, Deus reconhece como natural e legítimo o amor de cada criatura a si mesma, por ser esse amor a base de todo o progresso humano e o alimento indispensável ao fortalecimento de nossa individualidade.
       Não deve, todavia, estacionar aí, nas manifestações do egoísmo. À medida que formos tomando consciência de quanto é bom o Amor, devemos exercitá-lo no trato com nossos semelhantes, de sorte que, expandindo-se e purificando-se, venha a converter-se em altruísmo (amor ao próximo).
       De início, não pode o homem imaginar qual a “vantagem” de amar o próximo, parecendo-lhe que todo e qualquer sacrifício pelo bem alheio importa em diminuição do próprio bem.
       Aos poucos, porém, vai percebendo que o Amor é a Suprema  Lei Divina e que, pelos desígnios da Providência, todo o bem que fizermos aos outros volve para nós mesmos, duplicadamente, em bênçãos e alegrias.
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Amar a Deus amando o próximo, esse o cabedal que nos cumpre conquistar e a razão de ser de nossas existências.
       Vivamos, pois, por esse ideal, para que a paz e a felicidade façam morada em nossos corações!"
( “Páginas de Espiritismo Cristão”, Rodolfo Calligaris) 

sábado, 29 de outubro de 2016

"AS QUATRO OPERAÇÕES"

  "O conhecimento das quatro operações fundamentais da Aritmética: adição, subtração, multiplicação  divisão, é-nos absolutamente indispensável, pois, sem essa base, impossível alcançarmos qualquer adiantamento no campo das ciências exatas.
       Semelhantemente, a evolução de nossas almas depende, também, de que saibamos somar, subtrair, multiplicar e dividir, com a diferença de que, neste caso, não se trata de operar om simples algarismos, mas com valores outros, bem mais importantes.
       Devemos, primeiramente, habilitar-nos a somar.
       Somar experiências, isto é, conhecer o porquê de tudo quanto acontece em nosso derredor e em nós mesmos; senhorear-nos das causas e efeitos de todos os fenômenos, sejam físicos, espirituais ou sociais, para que nos tornemos aptos a discernir entre o útil e necessário e o que, ao revés, seja nocivo e inconveniente a nós e a nossos semelhantes.
       A conquista desse tirocínio, é óbvio, demanda longo tempo e muito esforço; implica a vivência de uma variedade imensa de situações em que as quedas e as dilacerações dolorosas se verificarão com frequência, mas valerão a pena, porque todo esse sofrimento se transformará, depois, em auréola de glória.
       Em seguida, exercitar-nos em diminuir.
       Diminuir as necessidades grosseiras, herança de nossa passagem pela animalidade, e os apetites desordenados, próprios de nossa infância espiritual, esforçando-nos por alijar de nós a glutonaria, a sensualidade e os demais vícios a que nos tenhamos escravizado.
       Diminuir, também, o apego às posses materiais, o personalismo egoísta e a vaidade, pois tal coisas são grilhões que nos prendem a este mundo, impedindo alcemos voo a planos mais altanados.
       Diminuir, ainda, as agrestias de nosso caráter, despojando-nos da crueldade, da intolerância, do orgulho etc., reduzindo, consequentemente, as áreas de atrito e de desarmonia com nossos irmãos.
       Cumpre-nos, depois, aprender a multiplicar.
       Multiplicar o bem-estar coletivo, tornando-nos elementos prestantes no meio social a que pertencemos.
       Multiplicar as obras de amparo aos desgraçados de todos os matizes, não com o objetivo de ganhar o céu, mas como quem obedece ao imperativo do Dever.
       Multiplicar a liberdade no mundo, lutando pela igualdade dos direitos humanos, sem acepção de sexo, cor, raça ou ideologia.
       Multiplicar a alegria e a paz nos corações, pugnando pela extinção de todo e qualquer conflito, seja de indivíduo contra indivíduo, de classe contra classe ou de nação contra nação.
       Por último, a parte mais difícil do aprendizado: a arte de dividir.
       Dividir o nosso Amor para com todos, sem excluir ninguém, nem mesmo aqueles que, porventura, se considerem nossos adversários, espargindo por onde passemos boas palavras e gestos de bondade, sem esperar compreensão, nem recompensa, servindo, sempre, pelo só prazer de servir.
       Como disse o Mestre dos mestres, somente quando formos capazes dessa divisão de afeto com a família universal é que seremos dignos da companhia do Pai, cuja benignidade faz que os benefícios da chuva e dos raios solares, indispensáveis à vida na Terra, cheguem tanto aos bons como aos maus, aos justos como aos injustos. Isto porque todos nós nos ressentimos de algumas fraquezas que ainda não logramos vencer, e as diversidades de nível evolutivo, que nos distinguem em dado instante, diluir-se-ão no futuro, mercê da Lei do progresso que a todos impele para a frente e para o alto, rumo à perfeição."

(“Páginas de Espiritismo Cristão”, Rodolfo Calligaris)

domingo, 27 de dezembro de 2015

"O ORGULHO"

"Entre todas as imperfeições humanas, a mais comum e também a mais perniciosa é, sem dúvida, o orgulho.

       Orgulhamo-nos, todos, da posição que ocupamos na paisagem social, tratando com desdém os que se demoram em planos menos elevados. Não levamos em conta que a vida é cheia de surpresas e que, amanhã ou depois, poderemos sofrer uma queda que ponha por terra toda a nossa altanaria.

-o-
       A Doutrina Espírita, dando-nos a conhecer que não vivemos uma só vez, mas um sem número de vezes, no seio de todas as raças, num e noutro sexo, nas diversas camadas sociais, conhecendo as mais diferentes vicissitudes,  a fim de adquirirmos as experiências que cada uma  dessas condições pode ensejar-nos; lembramo-nos, outrossim, que nada deste mundo nos pertence, pois tudo terá que ser deixado aqui, exceto o que se constitui patrimônio inalienável do espírito; a sabedoria e as boas qualidades morais, mostra-nos a sem razão do orgulho, sob qualquer aspecto em que o analisemos, constituindo-se, destarte, o mais eficaz remédio para combatê-lo, o que vale dizer, para tornar a Humanidade menos soberba e, consequentemente, mais feliz!"

(“Páginas de Espiritismo Cristão”, Rodolfo Calligaris)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

"AS QUATRO OPERAÇÕES"

       "O conhecimento das quatro operações fundamentais da Aritmética: adição, subtração, multiplicação  divisão, é-nos absolutamente indispensável, pois, sem essa base, impossível alcançarmos qualquer adiantamento no campo das ciências exatas.
       Semelhantemente, a evolução de nossas almas depende, também, de que saibamos somar, subtrair, multiplicar e dividir, com a diferença de que, neste caso, não se trata de operar om simples algarismos, mas com valores outros, bem mais importantes.
       Devemos, primeiramente, habilitar-nos a somar.
       Somar experiências, isto é, conhecer o porquê de tudo quanto acontece em nosso derredor e em nós mesmos; senhorear-nos das causas e efeitos de todos os fenômenos, sejam físicos, espirituais ou sociais, para que nos tornemos aptos a discernir entre o útil e necessário e o que, ao revés, seja nocivo e inconveniente a nós e a nossos semelhantes.
       A conquista desse tirocínio, é óbvio, demanda longo tempo e muito esforço; implica a vivência de uma variedade imensa de situações em que as quedas e as dilacerações dolorosas se verificarão com frequência, mas valerão a pena, porque todo esse sofrimento se transformará, depois, em auréola de glória.
       Em seguida, exercitar-nos em diminuir.
       Diminuir as necessidades grosseiras, herança de nossa passagem pela animalidade, e os apetites desordenados, próprios de nossa infância espiritual, esforçando-nos por alijar de nós a glutonaria, a sensualidade e os demais vícios a que nos tenhamos escravizado.
       Diminuir, também, o apego às posses materiais, o personalismo egoísta e a vaidade, pois tal coisas são grilhões que nos prendem a este mundo, impedindo alcemos voo a planos mais altanados.
       Diminuir, ainda, as agrestias de nosso caráter, despojando-nos da crueldade, da intolerância, do orgulho etc., reduzindo, consequentemente, as áreas de atrito e de desarmonia com nossos irmãos.
       Cumpre-nos, depois, aprender a multiplicar.
       Multiplicar o bem-estar coletivo, tornando-nos elementos prestantes no meio social a que pertencemos.
       Multiplicar as obras de amparo aos desgraçados de todos os matizes, não com o objetivo de ganhar o céu, mas como quem obedece ao imperativo do Dever.
       Multiplicar a liberdade no mundo, lutando pela igualdade dos direitos humanos, sem acepção de sexo, cor, raça ou ideologia.
       Multiplicar a alegria e a paz nos corações, pugnando pela extinção de todo e qualquer conflito, seja de indivíduo contra indivíduo, de classe contra classe ou de nação contra nação.
       Por último, a parte mais difícil do aprendizado: a arte de dividir.
       Dividir o nosso Amor para com todos, sem excluir ninguém, nem mesmo aqueles que, porventura, se considerem nossos adversários, espargindo por onde passemos boas palavras e gestos de bondade, sem esperar compreensão, nem recompensa, servindo, sempre, pelo só prazer de servir.
       Como disse o Mestre dos mestres, somente quando formos capazes dessa divisão de afeto com a família universal é que seremos dignos da companhia do Pai, cuja benignidade faz que os benefícios da chuva e dos raios solares, indispensáveis à vida na Terra, cheguem tanto aos bons como aos maus, aos justos como aos injustos. Isto porque todos nós nos ressentimos de algumas fraquezas que ainda não logramos vencer, e as diversidades de nível evolutivo, que nos distinguem em dado instante, diluir-se-ão no futuro, mercê da Lei do progresso que a todos impele para a frente e para o alto, rumo à perfeição."
(“Páginas de Espiritismo Cristão”, Rodolfo Calligaris)

domingo, 23 de agosto de 2015

"A PREGUIÇA"

"A preguiça é um grave defeito da vontade, caracterizando-se pela falta de impulso para o trabalho.
       Muitos preguiçosos são francamente do “dolce far niente”. Sua filosofia é:”plantando, dá; não plantando, dão; então, não planto, não.”

       Jesus condena, com veemência, a ociosidade e a preguiça, ao mesmo tempo que exalta o espírito de trabalho, estimulando-o com reiteradas promessas de recompensa.
       Haja vista a parábola dos trabalhadores e das diversas horas do trabalho, a dos dois filhos, a das dez virgens, a dos talentos, a do servo vigilante etc.
       Não bastasse o testemunho de sua própria vida, que foi um belíssimo exemplo de trabalho, quer como humilde carpinteiro na oficina de José, quer como carinhoso médico dos enfermos e sofredores de todos os matizes, quer ainda como incansável arauto da Boa Nova, assim se expressou Ele certa vez: “Meu Pai até agora não cessa de trabalhar e eu obro também incessantemente.” (João, 5:7)

       A Doutrina Espírita, estendendo e aprofundando os ensinamentos evangélicos, adverte-nos que “cada um terá que dar contas da inutilidade voluntária de sua existência, inutilidade sempre fatal à felicidade futura”, e que, para garantir uma boa situação no mundo espiritual, “não basta que o homem não pratique o mal, cumprindo-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo o mal que haja resultado de não haver praticado o bem.”
       Saibamos, portanto, aproveitar todos os instantes de nossa vida, empregando-os em alto útil, para que, ao se findarem nossos dias à face da Terra, possamos ser incluídos entre aqueles que as vozes do Céu proclamam bem-aventurados, “porque suas obras o acompanham” (Apoc., 14:13)

(“Páginas de Espiritismo Cristão”, Rodolfo   Calligaris)