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sexta-feira, 19 de junho de 2015

"AMPARA SEMPRE"

 "Se a treva do mal procura
 Mergulhar-te na amargura,
 Não te aflijas, meu irmão!...
 Olvida o fel que te invade
 E acende a luz da bondade
 No templo do coração.

 Muitas vezes a ironia,
 Sob a cólera sombria,
 É grito de angústia e dor.
 Alma revolta na vida
 É como a terra ferida,
 Necessitada de amor.

 Ampara sempre... O Caminho
 Nem sempre será de arminho
 Que te convide a cantar.
 Terás, igualmente, um dia,
 A luta, o pranto e a agonia
 Por viver e atravessar.

 Alguém clama ou desespera?
 Silêncio! Trabalho e espera
 Na alegria calma e sã...
 Sobre a noite brilha a aurora
 E, além das sombras de agora,
 O dia volta amanhã."



("Cartas do Coração", João de Deus/ Francisco Cândido Xavier)


terça-feira, 16 de junho de 2015

"MONTANHA ACIMA"


"Não reproves a dor que te reclama
Ao trabalho do amor que aperfeiçoa,
Não te esqueças da flor humilde e boa
Que desabrocha no montão de lama.

Chora, padece e crê... Espera e ama...
E ainda mesmo na sombra que atraiçoa,
Faze do bem a fúlgida coroa
Do serviço a que o mundo te conclama.

Não recues na jornada para a frente.
Fira-te embora a lágrima pungente,
Segue, montanha acima, calmo e forte!

Para quem busca do Céu, a luz não tarda,
Mas aquele que volta à retaguarda
Recebe a estagnação, a treva e a morte."



(Arnold de Souza , na obra  "Cartas do Coração", Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

"AMPARA SEMPRE"

"Se a treva do mal procura
Mergulhar-te na amargura,
Não te aflijas, meu irmão!...
Olvida o fel que te invade
E acende a luz da bondade
No templo do coração.

Muitas vezes a ironia,
Sob a cólera sombria,
É grito de angústia e dor.
Alma revolta na vida
É como a terra ferida,
Necessitada de amor.

Ampara sempre... O Caminho
Nem sempre será de arminho
Que te convide a cantar.
Terás, igualmente, um dia,
A luta, o pranto e a agonia
Por viver e atravessar.

Alguém clama ou desespera?
Silêncio! Trabalho e espera
Na alegria calma e sã...
Sobre a noite brilha a aurora
E, além das sombras de agora,
O dia volta amanhã."



("Cartas do Coração", João de Deus/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

"DAI E DAR-SE-VOS-Á"

“Dai e dar-se-vos-á”. Jesus – Lucas, 6:98

"A idéia geralmente recolhida no ensinamento do “dai e dar-se-vos-á” é quase tão somente aquela que se reporta à caridade vulgar, às portas do Céu. Materializando algum benefício, sente-se o aprendiz na posição de credor das bênçãos divinas, candidatando-se à auréola de santidade, simplesmente porque haja cumprido algumas obrigações de solidariedade humana.

A afirmativa do Mestre, porém, expressa uma lei clara e precisa, a exteriorizar-se em efeitos tangíveis, cada dia.

Dai simpatia e dar-se-vos-á amizade.
Dai gentileza e dar-se-vos-á carinho.
Dai apreço e dar-se-vos-á respeito.
Dai secura e dar-se-vos-á dureza.
Dai espinhos e dar-se-vos-á espinheiro.
Dai estímulo ao bem e dar-se-vos-á alegria.
Dai entendimento e dar-se-vos-á confiança.
Dai esforço e dar-se-vos-á realização.
Dai cooperação e dar-se-vos-á auxílio.
Dai fraternidade e dar-se-vos-á amor.

Ninguém precisa desencarnar para encontrar a lei da retribuição.

Semelhante princípio funciona invariável em nossos passos habituais.

As horas no tempo são como as vagas no mar.
Fluxo e refluxo.
Ação e reação.

Retornará sempre a nós o que dermos de nós.

Se encontrais algo de anormal em vossa experiência comum, efetuai uma revisão das próprias atitudes.

Se alguma coisa vos contraria e desgosta, observai a vossa contribuição para o mundo e para as criaturas.

Indagamos de nós mesmos: – “que faço”, “como faço”, “por que faço”?

Recordemos que a vida está subordinada a leis que não enganaremos.

Plantai e colhereis. Dai e dar-se-vos-á."
 
("Cartas do Coração", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

domingo, 27 de maio de 2012

"Coração maternal"


"Mãe, que te recolhes no lar atendendo à Divina Vontade, não fujas à renúncia que o mundo te reclama ao coração.

Recebeste no templo familiar o sublime mandato da vida.

Muitas vezes, ergues-te cada manhã, com o suor do trabalho, e confias-te à noite, lendo a página branca das lágrimas que te manam da alma ferida.

Quase sempre, a tua voz passa desprezada, como vazio rumor, ao alarido das discussões domésticas, e as tuas mãos diligentes servem, com sacrifício, sem que ninguém lhes assinale o cansaço...

Lá fora, os homens guerreiros entre si, disputando a posse efêmera do ouro ou da fama, da evidência ou da autoridade... Além, a mocidade, em muitas ocasiões, grita festivamente, buscando o mentiroso prazer do momento rápido...

Enquanto isso, meditas e esperas, na solidão da prece com que te elevas ao Alto, regando a felicidade daqueles de quem te fizeste o gênio guardião.

Quando o santo sobe às eminências do altar, ninguém te vê nas amarguras da base, e quando o herói passa, na rua, coroado de louros, ninguém se lembra de ti, na retaguarda de aflição.

Deste tudo e tudo ofereceste; entretanto, raros se recordam de que teus olhos jazem nevoados de pranto e de que padeces angustiosa fome de compreensão e carinho.

No entanto, continuas amando e ajudando, perdoando e servindo...

Se a ingratidão te relega à sombra na Terra, o Criador de tua milagrosa abnegação vela por ti, dos Céus, através do olhar cintilante de milhões de estrelas.

Lembra-te de que Deus, a fonte de todo o amor e de toda a sabedoria, é também o Grande Anônimo e o Grande Esquecido entre as criaturas.

Tudo passa no mundo...

Ajuda e espera sempre.

Dia virá em que o Senhor, convertendo os braços da cruz de teus padecimentos em grande asas de luz, transformará sua alma em astro divino a iluminar para sempre a rota daqueles que tem propuseste socorrer."

("Cartas do Coração", Meimei/Francisco Cândido Xavier)