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terça-feira, 21 de julho de 2015

"FRACASSO PELA DÚVIDA"

        "Em inúmeras construções da vida, a dúvida se afigura como uma atitude sadia, objetivando compreender, mediante a penetração nas suas causas, os fenômenos que defronta.
        A investigação científica não pode prescindir da dúvida sobre os seus resultados, até o momento em que os fatos demonstram a própria robustez.
        No campo filosófico, as várias correntes de estudos partem da dúvida para novos conceitos de mais amplas informações.
        A dúvida sistemática, injustificável, no entanto, reflete desequilíbrio da razão com o comprometimento da emoção.
        No que se refere às atividades espirituais, nenhuma demonstração de laboratório ou formulação de lógica jamais atestou a destruição da vida inteligente através da morte. Pelo contrário, todos os acontecimentos são uma clara afirmação da sobrevivência do espírito ao corpo, assim como sobre a sua preexistência a ele.
        De certo modo, pessoas inconstantes em todas as suas realizações, sempre fogem dos deveres assumidos, exculpando-se com a dúvida, que não é dirimida por falta de persistência na busca e vivência da ideia espiritual que abandonam.
-x-
        O paciente que duvida da própria recuperação, torpedeia com a mente pessimista os fatores que propiciam a saúde e, embora sob tratamento, piora de situação.
-x-
        O lutador que duvida do êxito na batalha encetada, perde, por antecipação, grande número de combates.
-x-
        O agricultor que duvida das bênçãos que pode recolher do solo, descuida-se e é mal sucedido na plantação.
-x-
        O empresário que duvida dos resultados do empreendimento em programação, desmotiva-se de cedo e, porque não persiste, é dominado pelo desastre.
-x-
        A dúvida resulta, às vezes, da acomodação ao que já se sabe, armando-se um esquema contrário, embora inconsciente, contra as ideias novas, os fatos recentes.
-x-
        No que tange, porém, à vida espiritual e à interferência dos desencarnados nas atividades humanas, todas as informações procedem da história dos tempos, hoje atualizadas pela Doutrina Espírita, lídima herdeira do pensamento do Cristo, que o apresenta límpido e destituído de quaisquer místicas, enxertias e deturpações de que padeceu através do tempo...
-x-
        Examina com independência de opinião o que se te apresenta e busca as fontes do Espiritismo, a fim de discernires com acerto, em torno das questões da fé e do comportamento.
-x-
        As leis de Deus são perfeitas.
        A Sua providência é misericordiosa.
        Ninguém que se encontre esquecido ou em orfandade espiritual.
-x-
        Libera-te dos mesquinhos conflitos da dúvida mórbida e atormentante, abrindo-te à crença racional que te fará descortinar os horizontes infinitos a serem conquistados.
-x-
        Grande sofrimento é o gerado pela descrença.
-x-
        Por fim, recorda-te da advertência de Jesus a Tomé, quando redivivo surgiu no Cenáculo e afirmou ao discípulo duvidoso: — “Bem-aventurados aqueles que não viram e creram...”

(“Viver e Amar”, Joanna de Ângelis/ Divaldo Pereira Franco)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

"NÃO TE DETENHAS"


        "A calúnia afetou o teu comportamento, desanimando-te, porque lhe deste ouvido.
*
        A maledicência causou-te danos porque lhe permitiste consideração.
*
        A perturbação alcançou os teus ideais, porque fizeste uma pausa para conceder-lhe cidadania.
*
        O ódio te macerou, porque o agasalhaste no amor-próprio ferido.
*
        A disputa desgostou-te o trabalho, porque te permitiste engalfinhar na peleja imprópria.
*
        A dúvida se estabeleceu em teus painéis mentais, porque paraste na ação, perdendo tempo de alto valor.
*
        Os acusadores estão sempre em faixa inferior de vibração.
        Concedeste-lhes atenção demasiada, esperando que a opinião geral fosse a teu favor e descuraste de auscultar a opinião de Deus.
*
        Se trabalhas no bem e te acusam; se és generoso e te denominam estroina; se és humilde e te chamam  parvo; se és disciplinado
e te apontam como rigoroso; se és cumpridor dos deveres e te execram por isso; se insistes na prece e na ação evangélica, e te
menosprezam, esta é a opinião dos ociosos e dos fiscais da vida alheia, no entanto, não é o conceito que de ti faz o Pai de Misericórdia.
*
        Não te detenhas.
        Não te deixes afligir pelas opiniões desencontradas que te chegam, gerando sombra ou tumulto.
*
        Acata as sugestões que conclamam à ordem, que inspiram a paz e fomentam o progresso, sem extravagância nem acusação.
        Sempre houve e haverá aqueles que produzem e aqueloutros que apenas opinam, acusam e perseguem.
        Todos passam, mas a obra dos realizadores  permanece, desafiadora, tempos a fora, felicitando as vidas em nome do Bem."
(“Viver e Amar”, Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

"NATAL DE AÇÃO"

"Quando Jesus nasceu, os valores éticos haviam sido substituídos pelo hegemonia da força, que dominava, gerando aflições em toda parte.
       Os direitos humanos, desprezados, permitiam que a criatura valesse menos que um animal de carga, animais a que se viam reduzidos os que tombavam nas armadilhas da astúcia, da delinquência e da guerra.
       O mundo era um burgo do Império Romano, que se estendia praticamente por toda a Terra conhecida.
-x-
       Jesus chegou e modificou as estruturas do comportamento social, criando um conceito surpreendente da vida, que deu margem ao surgimento do homem integral.
       Estabeleceu a ética do amor, fundamentada no dever e na disciplina, demonstrando que o poder da força nada logra, senão amontoar cadáveres e deixar rastros de destruição...
       Comprovando a anterioridade do ser ao corpo e a sua sobrevivência à morte, edificou um reino nos corações, capaz de resistir a todas as conjunturas.
       Seu verbo, sustentado pelo combustível do exemplo, penetrava nos ouvintes como uma luz que jamais se apagaria, traçando rotas de segurança para todo o sempre.
       Quem O ouvisse não permaneceria indiferente: amava-O ou detestava-O.
       Arrebatou multidões que se sucederam, espraiando pelos quadrantes do globo terrestre uma onda de esperança.
-x-
       É verdade que as circunstâncias e as ocorrências atuais são mui semelhantes àquelas, as do Seu tempo.
       Ao lado das conquistas tecnológicas surgem os decepcionantes resultados éticos, na vastidão da miséria moral, social e econômica que consome as criaturas...
       Todavia, nunca foi tão marcante a presença de Jesus, no mundo, quanto agora.
-x-
       Descrucificado, Ele inspira homens e Instituições à mudança de comportamento, alterando as propostas filosóficas da sociedade, que se deve tornar mais justa e equânime em relação aos sofredores que enxameiam em toda parte.
       Demitizado, Ele participa das lutas daqueles que O amam, impulsionando-os à ação transformadora de urgência, em prol de um mundo melhor.
       Sua mensagem vibra em inúmeras mensagens que proclamam a necessidade da paz, da não-violência, do amor.
       Ele age através de incontáveis mãos que se transformam em alavancas de progresso, não se permitindo a paralisia nem a indiferença ante a fraqueza dos e a pequenez dos oprimidos.
-x-
       Une a tua às vozes do bem que instalam a Era da fraternidade entre os homens.
-x-
       Segue laborando com os que arrebentam as algemas do conformismo em favor dos caídos e dos desditosos.
       Não te permitas a inação, que é a morte da alma.
-x-
       Atua com os teus recursos, modestos que sejam, em favor do homem, esse sublime investimento da Divindade, auxiliando-o a adquirir dignidade e valor, metas que o Evangelho propõe a todos os de boa vontade, sobre os quais pairará a paz na Terra e fora dela.
-x-
       Comemora o Natal do Cristo, repartindo amor e esperança, trabalho e fraternidade com as demais criaturas, confirmando, dessa forma, que Ele já nasceu em ti, e age com a elevação que O caracterizou quando aqui esteve no passado."

(“Viver e amar”, Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

"FRACASSO PELA DÚVIDA"


        "Em inúmeras construções da vida, a dúvida se afigura como uma atitude sadia, objetivando compreender, mediante a penetração nas suas causas, os fenômenos que defronta.
        A investigação científica não pode prescindir da dúvida sobre os seus resultados, até o momento em que os fatos demonstram a própria robustez.
        No campo filosófico, as várias correntes de estudos partem da dúvida para novos conceitos de mais amplas informações.
        A dúvida sistemática, injustificável, no entanto, reflete desequilíbrio da razão com o comprometimento da emoção.
        No que se refere às atividades espirituais, nenhuma demonstração de laboratório ou formulação de lógica jamais atestou a destruição da vida inteligente através da morte. Pelo contrário, todos os acontecimentos são uma clara afirmação da sobrevivência do espírito ao corpo, assim como sobre a sua preexistência a ele.
        De certo modo, pessoas inconstantes em todas as suas realizações, sempre fogem dos deveres assumidos, exculpando-se com a dúvida, que não é dirimida por falta de persistência na busca e vivência da ideia espiritual que abandonam.
-x-
        O paciente que duvida da própria recuperação, torpedeia com a mente pessimista os fatores que propiciam a saúde e, embora sob tratamento, piora de situação.
-x-
        O lutador que duvida do êxito na batalha encetada, perde, por antecipação, grande número de combates.
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        O agricultor que duvida das bênçãos que pode recolher do solo, descuida-se e é mal sucedido na plantação.
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        O empresário que duvida dos resultados do empreendimento em programação, desmotiva-se de cedo e, porque não persiste, é dominado pelo desastre.
-x-
        A dúvida resulta, às vezes, da acomodação ao que já se sabe, armando-se um esquema contrário, embora inconsciente, contra as ideias novas, os fatos recentes.
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        No que tange, porém, à vida espiritual e à interferência dos desencarnados nas atividades humanas, todas as informações procedem da história dos tempos, hoje atualizadas pela Doutrina Espírita, lídima herdeira do pensamento do Cristo, que o apresenta límpido e destituído de quaisquer místicas, enxertias e deturpações de que padeceu através do tempo...
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        Examina com independência de opinião o que se te apresenta e busca as fontes do Espiritismo, a fim de discernires com acerto, em torno das questões da fé e do comportamento.
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        As leis de Deus são perfeitas.
        A Sua providência é misericordiosa.
        Ninguém que se encontre esquecido ou em orfandade espiritual.
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        Libera-te dos mesquinhos conflitos da dúvida mórbida e atormentante, abrindo-te à crença racional que te fará descortinar os horizontes infinitos a serem conquistados.
-x-
        Grande sofrimento é o gerado pela descrença.
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        Por fim, recorda-te da advertência de Jesus a Tomé, quando redivivo surgiu no Cenáculo e afirmou ao discípulo duvidoso: — “Bem-aventurados aqueles que não viram e creram...”
(“Viver e Amar”, Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

"NÃO TE DETENHAS"

        "A calúnia afetou o teu comportamento, desanimando-te, porque lhe deste ouvido.
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        A maledicência causou-te danos porque lhe permitiste consideração.
*
        A perturbação alcançou os teus ideais, porque fizeste uma pausa para conceder-lhe cidadania.
*
        O ódio te macerou, porque o agasalhaste no amor-próprio ferido.
*
        A disputa desgostou-te o trabalho, porque te permitiste engalfinhar na peleja imprópria.
*
        A dúvida se estabeleceu em teus painéis mentais, porque paraste na ação, perdendo tempo de alto valor.
*
        Os acusadores estão sempre em faixa inferior de vibração.
        Concedeste-lhes atenção demasiada, esperando que a opinião geral fosse a teu favor e descuraste de auscultar a opinião de Deus.
*
        Se trabalhas no bem e te acusam; se és generoso e te denominam estroina; se és humilde e te chamam  parvo; se és disciplinado
e te apontam como rigoroso; se és cumpridor dos deveres e te execram por isso; se insistes na prece e na ação evangélica, e te
menosprezam, esta é a opinião dos ociosos e dos fiscais da vida alheia, no entanto, não é o conceito que de ti faz o Pai de Misericórdia.
*
        Não te detenhas.
        Não te deixes afligir pelas opiniões desencontradas que te chegam, gerando sombra ou tumulto.
*
        Acata as sugestões que conclamam à ordem, que inspiram a paz e fomentam o progresso, sem extravagância nem acusação.
        Sempre houve e haverá aqueles que produzem e aqueloutros que apenas opinam, acusam e perseguem.
        Todos passam, mas a obra dos realizadores  permanece, desafiadora, tempos a fora, felicitando as vidas em nome do Bem."
(“Viver e Amar”, Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)

segunda-feira, 7 de março de 2011

"O REVERSO"

"Cada verso do sermão da montanha é um hino completo de exaltação a quem se entrega a Deus e nEle confia.
*
        A emotividade de Jesus desatou o poema das bem-aventuranças, endereçando aos tempos do futuro as regras de ouro para a aquisição da felicidade perfeita.
        A síntese extraordinária chegou aos ouvidos da Humanidade como sendo o mais completo discurso de esperança de que se tem notícia.
        Toda uma eloquente dissertação, representativa das mais amplas aspirações humanas, ali se encontra exarada.
        Todos quantos passaram sob o judô da discriminação arbitrária, sofrendo as chuvas de sarcasmos e desaires, encontram na poesia lírica do Mestre o coroamento das suas lutas, se souberem conduzir os fardos das provações que lhes pesam sobre os sentimentos.
*
        Bem-aventurados são os mansos e os pacíficos, que atravessam o campo de batalha sem revidar aos golpes da violência.
*
        Bem-aventurados os pobres de espírito, que sabem reconhecer a condição redentora em que se encontram e não disputam as vãs posições do jogo perigoso da alucinação terrena.
*
        Bem-aventurados os que se humilham por amor e submissão às leis, sem permitir-se a indignidade nem a vulgarização moral às circunstâncias em que se encontram.
*
        Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, não se rebelando ante as condições ignominiosas que lhes são impostas no trânsito carnal.
*
        Bem-aventurados os simples que se contentam com o ar, a paz e o pão da vida, sem os caprichos das ilusões passageiras que ocultam a realidade e não mudam o panorama íntimo.
*
        Bem-aventurados os puros de intenções, que não têm maldades, nem desconfianças, e caminham com entrega total a Deus, fiéis para sempre.
        São bem-aventurados os que choram sem reclamação, os que sofrem sem rebeldia...
*
Cada verso é um símbolo da vitória do bem no sofrimento e do triunfo da luz na treva da ignorância.
        Assim o disse Jesus.
*
        Há, porém, o reverso, o que ficou subentendido e não foi enunciado.
        O reverso é a aflição demorada que carpirão os orgulhosos e os prepotentes ao darem-se conta da realidade, passada a rápida aventura do corpo físico;
        o desencanto e a amargura que assaltarão aqueles que se utilizaram das leis, do poder e das circunstâncias para uso pessoal, enquanto as necessidades e a sujeição os observam ansiosas, carentes;
        indescritíveis serão o despertar das consciências e o compreender da razão, por parte daqueles que viviam na fartura, saturados pelo prazer e insatisfeitos diante dos excessos...
*
        O Senhor jamais condenava, não se atribuindo qualidades de juiz, das vidas, embora sendo o Educador e Magistrado por excelência, mantendo sempre uma posição de superior bondade, na qual se encontram a sabedoria e a misericórdia.
        No entanto, aqueles que não estão catalogados no sermão da montanha, são o reverso doloroso da carta magna que Ele endereçou à Humanidade.
*
        Observa com cuidado de que lado te situas ante a canção das bem-aventuranças; se estás no verso de luz e paz ou no reverso de sombra e dor."
(“Viver e Amar”, Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)