"Indispensável muito cuidado, exame contínuo dos problemas íntimos e acendrado zelo pelas
letras espíritas, a fim de discernir com acerto e atuar com segurança. Nem tudo que ocorre
na esfera mental significa fenômeno mediúnico. Se não deves recear em excesso o
animismo, não convém descurar cuidados. Sucessos e impressões na órbita da vida não
representam, compulsoriamente, interferência de ordem espiritual. Problemas intrincados da
personalidade surgem como expressões mediúnicas a cada instante e se exteriorizam,
produzindo lamentáveis desequilíbrios.
Distonias psíquicas exalam miasmas morbíficos que produzem imagens perturbadoras no
campo mental e se externam em descontrole. Estuda e estuda-te. Evita a frivolidade e armate
de siso, no mister relevante da mediunidade.
Cada ser vincula-se a um programa redentor, graças às causas a que se imana pelo
impositivo da reencarnação. Interferências espirituais sucedem, sim, mas, não amiúde como
pretendem a leviandade e a insensatez que se comprazem em transferir responsabilidades.
Ante os valores mediúnicos legítimos, convém não desconsiderares os expressivos recursos
da mente encarnada. Percepções, emoções, sensações fixam-se inconscientemente e
armazenam-se nos depósitos da memória aguardando oportunidade.
O cultivo de idéias desordenadas, as aspirações mal contidas desequilibram, promovendo
falsas informações. Os desbordos da imaginação geram impressões, produzem idéias que
fazem supor procederem de intercâmbio mediúnico...
Além desses, a inspiração de Entidades levianas coopera com eficiência para os exageros,
as distonias. Imperioso acautelar-te.
Prudência, em fenômenos mediúnicos, é medida salutar. Revisa opiniões, conotações,
exames e resguarda-te na discrição. Mediunidade é patrimônio inestimável, faculdade
delicada pela qual ocorrem fenômenos sutis, expressivos e vigorosos e só procedem do Alto
quando em clima de alta responsabilidade. Nesse sentido, não descuides das ocorrências
provindas de interferências anímicas, dos desejos fortemente acalentados, das impressões
indefiníveis e desconexas que ressumam, engendrando comunicações inexatas.
Acalma a mente e harmoniza o "mundo interior". Jesus, o Excelente Médium de Deus,
lecionou com incomparável sabedoria a metodologia a seguir: oração e trabalho, meditação e
serviço em incessante labor de entendimento fraterno junto aos infelizes. Nenhuma
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informação deprimente, espezinhadora, ultrajante dele se exteriorizou, mas sempre manteve
sem cessar inalterável caridade para todos, com exemplos otimistas, traduzindo a Sua
condição de Construtor e Guia da Terra."
("Celeiro de Bençãos", Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
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