"Agradeço, meu
Deus,
Em minha prece
enternecida,
As almas boas que me deste à
vida,
No campo da
afeição!...
Agradeço os amigos que me
emprestas,
Que e toleram falhas e
defeitos,
E equilibram-se os passos
imperfeitos,
Dando-me paz e luz no
coração.
Agradeço-te, oh!
Pai,
A sensação confortadora e
amena
Com que a palavra deles me
asserena,
Em meus dias de
dor...
E o silêncio que fazem para as
lutas
De que preciso para burilar-me,
Enxugando-me o pranto sem
alarme
Pela bênção do
amor.
Agradeço o socorro que me
trazem,
Mostrado desapego nobre e
raro,
Para que eu seja apoio ao
desamparo,
Esperança de
alguém!...
E a caridade com que me
estimulam
A ser trabalho, bênção,
alegria,
Aprendendo a viver, ia por
dia,
Nos domínios do
bem.
Por toda a santa
generosidade
Da estima doce e
pura
De quantos me recebem sem
censura,
Ternos amigos
meus!...
Eis-me ao sol da
oração,
Para dizer-te, oh! Pai do Infinito
Universo,
Na singela pobreza do meu
verso,
Obrigada, meu
Deus!..."
(“Antologia da Espiritualidade”, Maria Dolores/Francisco
Cândido Xavier)
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