"Qualquer equipamento de uso sofre os efeitos do tempo, o
desgaste dos serviços, os desajustamentos, caminhando para a superação, o
abandono.
O
que hoje é de relevante importância, amanhã encontra-se
ultrapassado, e assim, sucessivamente.
O
corpo humano, da mesma forma, não pode permanecer indene às injunções naturais
da sua aplicação e das finalidades a que se destina.
Elaborado pelos atos pretéritos, é resistente ou frágil,
conforme o material com que foi constituído em razão dos valores pertinentes a
cada ser.
Muito justo, portanto, que enferme, se estropie, se
desgaste e morra.
Transitório, em razão da própria função, é, todavia,
abençoado instrumento do progresso para o Espírito na sua marcha
ascensional.
*
Chamado à reflexão, por esta ou aquela enfermidade,
mantém-te sereno.
Vitimado por uma ou outra mutilação, aprofunda o exame
dos teus valores íntimos e busca retirar da experiência as vantagens
indispensáveis.
Surpreendido pelos distúrbios da roupagem física ou da
tecelagem no sistema eletrônico do psiquismo, tenta controlá-los e, mesmo
lutando pela recuperação, mantém-te confiante.
*
Não
te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.
Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da
situação. E se fores atingido na área da razão, desde hoje entrega-te a Deus e
confia nEle.
A
doença faz parte do processo normal da vida, como parcela integrante do fenômeno
da saúde."
(“Episódios Diários”, Joanna de Ângelis/ Divaldo Pereira Franco)
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