sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"COITADA DA FIGUEIRA"


       "Além da não ser época de figos, ela morreu por maldição! Devemos ter cuidado com a letra que mata, e buscar o espírito que vive. Jesus que era e é todo amor, carinho, fraternidade e justiça, em todos os ângulos da vida, não iria amaldiçoar uma figueira, mesmo que fosse época de frutos, quanto mais, que não o era.
        O Evangelho tem a sua palavra intrínseca, no seu sentido místico, e somente o amor é capaz de fazer interpretações verdadeiras.
        Cada criatura é, pois, uma árvore que pode ou não dar frutos, de amor, de trabalho, de compreensão, de fraternidade... Certamente que essa alma, quando não dá frutos, demonstra estar sem substância, até resolver modificar sua capacidade interna e despertar seus dons espirituais para a sua própria grandeza.
        Que o Mestre nos abençoe, para melhores entendimentos da verdade, na área do bem comum. O símbolo da figueira servir-nos-á de incentivo arregimentado na fé, que pode remover todas as nossas inferioridades, alcançando assim, os valores imperecíveis da alma.
        Cada espírito representa, nesta conversa, uma figueira, e deve estar permanentemente  carregado de frutos em todas as estações da Vida, para que o Mestre possa abençoá-los na multiplicação da própria vida.
        Que Jesus nos abençoe sempre, para compreendermos os valores imortais dos conceitos do Evangelho."
(Lancellin, na obra  “Assimilação evangélica”, de João Nunes Maia – Espíritos diversos)

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