sexta-feira, 11 de setembro de 2015

"EMERGÊNCIA"

"Perfeitamente discerníveis as situações em que resvalamos, imprevidentemente, para o domínio da perturbação e da sombra.
       Enumeremos algumas delas com as quais renteamos claramente, com o perigo da obsessão:
       cabeça desocupada;
       mãos improdutivas;
       palavra irreverente;
       conversa inútil;
       queixa constante;
       opinião desrespeitosa;
       tempo indisciplinado;
       atitude insincera;
       observação pessimista;
       gesto impaciente;
       conduta agressiva;
       comportamento descaridoso;
       apego demasiado;
       decisão facciosa;
       comodismo exagerado.
       Sempre que nós, os lidadores encarnados e desencarnados com serviço na renovação espiritual, nos reconhecermos em semelhantes fronteiras do processo obsessivo, proclamemos o estado de emergência no mundo íntimo e defendamo-nos contra o desequilíbrio, recorrendo à profilaxia da prece."

(Emmanuel, na obra  “Estude e Viva”, Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

"O BEM DE TUA VIDA"


"Se ninguém morre, não pense em morrer.
Se ninguém morre, não pense em matar.
Espere a desencarnação chegar,
Porque num dia isso irá acontecer.

A morte é o outro lado da moeda
Da existência terrena de verdade.
Mas, se se mostra, a dor a vida invade,
Perturba o sentimento e a razão veda.

Em torno da morte há tanto sofrer,
Agual de lágrimas que não se estanca.
E uma aguda saudade nos espanca
Sem nada que nos possa refazer.

Se ninguém morre, por que há tanta dor,
Quando chega o momento de voltar
Aos proscênios do verdadeiro lar,
Também guardado em Deus e Seu amor?

Com todo entendimento que possuimos
Sobre a vida que pulsa além da cova,
Entendemos que a vida se renova
E para a evolução todos seguimos.

Deve-se compreender tanta tormenta
De quem do mundo-além não tem ciência,
Dos que vivem na Terra a vã cadência
Da matéria que a morte só incrementa.

Mas, pra quem em Jesus guarda esperança,
Pra quem sabe que Deus não joga dados,
Morte é como os roteiros caminhados,
É a real liberdade que se alcança.

Ante os olhos de Deus há sempre vida,
Pois a morte é a mais tola ilusão,
A se converter em devastação
Se há culpa introjetada, reprimida.

Que ninguém pense em morrer ou matar,
Antes que o Criador decrete o termo
Do viver, por mais duro, por mais ermo,
Pra não sofrer mais, pra não se frustrar.

Vive o bem sem cansaço mundo afora.
Leva as bênçãos do Pai em tua estrada,.
Faz mais luz sobre a tua caminhada,
Bendizendo o coração que estertora.

O que se faz da vida é o que levamos,
Não valorizes azar, sina, sorte;
Vive aberto ao Senhor, rumo ao Seu norte,
Pois assim é que o mundo levantamos.

Vive alegre, apesar de tua luta,
Busca sempre espalhar o bem à volta.
O amor que dês ser-te-á bendita escolta,
Testemunhando o valor da labuta.

Dê mais atenção à vida na Terra,
Estuda, aprende, cresce renovado.
Garante, assim, que terás ao teu lado
O belo e o bom que tudo desemperra.

Sem morbidez, pensa que vais morrer
Um dia, por mais distante que esteja.
Amplia a paz que ora em ti já lampeja,
E a fé que não te deixa esmorecer.

Não consideres nonadas, tolices,
Quando te cheguem, qual perturbações.
Saibas do valor das tuas ações
Forjando rotas belas, estreladas.

Semeia o amor que salva e que cativa;
Deixa passar as nonadas da rota,
Muita tolice o raciocínio embota.
Somente o bem deixa-te a alma viva."

(Sebastião LasneauMensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 17/02/2003, na Sociedade Espírita Fraternidade)

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

"NO TEU INTERIOR"

     "A rigor, sombra ou luz são estados de tua própria alma.
       Alegria ou tristeza emergem do teu interior.
       Toda criatura encerra consigo um poder transformador.
       O teu sorriso é luz que acendes na face, iluminando a Vida.
       Alivia o teu coração do peso de toda mágoa.
       Experimenta sentir contigo a leveza do perdão.
       Não vibres negativamente contra os teus semelhantes.
       Nem te regozijes com o fracasso de teus desafetos.
       O coração mais endurecido não resiste a um gesto de ternura.
       Aproxima-te dos que se distanciam de ti, sem colaborares para que a distância se faça ainda maior.
       Se da parte dos outros pode haver descaso, da tua pode existir  indiferença.
       Muitos têm inimigos, porque fazem questão de tê-los."
(“Dias Melhores”, Irmão José/Carlos A. Baccelli)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

"ESQUECE O MAL"

"A paz depende muito mais do esquecimento do mal que do propósito de corrigi-lo.
       Toda vez que buscarmos a retificação de nós mesmos, olvidando as faltas dos outros, situaremos o ensinamento silencioso da bondade, na própria exemplificação, sem alarde e sem menosprezo ao valor do próximo.
       Esquece o mal e o bem aparecerá.
       A própria natureza é uma lição viva nesse particular.
       O solo despreocupa-se dos detritos que o temporal lhe arremessa à face e produz o milagre do pão.
       O tronco robusto olvida o serrote áspero que lhe fere as entranhas e converte-se em utilidades valiosas para a vida.
       O mármore ignora os golpes contundentes do martelo e converte-se em obra prima.
       A pedra esquece a máquina que a tritura e abre o próprio seio em pepitas de ouro que constituem a garantia do trabalho e do reconforto no campo da civilização.
       A ostra ferida desapega-se da própria dor  e fabrica a pérola sublime.
       A semente desconhece a solidão da cova escura a que é projetada e transubstancia-se em folhagem, perfume, flor e fruto.
       Se desejas a vanguarda de luz, liberta-te das algemas da sombra.
       Se te propões a ajudar, não te detenhas em demandas inúteis.
       Enquanto te demoras,  na contemplação do mal, perdes tempo, adiando a cultura do bem.
       Da arte de esquecer as experiências inferiores, nasce a vitória da verdadeira ascensão espiritual.
       Avancemos ao sol do amor e, se temos conosco a vocação de consertar pela violência ou de corrigir pela irritação, estejamos convencidos, com a sabedoria do povo,  de que, em qualquer lugar ou em qualquer tempo, “muito ajuda quem não atrapalha”.
(“Urgência”, Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

"AS QUATRO OPERAÇÕES"

       "O conhecimento das quatro operações fundamentais da Aritmética: adição, subtração, multiplicação  divisão, é-nos absolutamente indispensável, pois, sem essa base, impossível alcançarmos qualquer adiantamento no campo das ciências exatas.
       Semelhantemente, a evolução de nossas almas depende, também, de que saibamos somar, subtrair, multiplicar e dividir, com a diferença de que, neste caso, não se trata de operar om simples algarismos, mas com valores outros, bem mais importantes.
       Devemos, primeiramente, habilitar-nos a somar.
       Somar experiências, isto é, conhecer o porquê de tudo quanto acontece em nosso derredor e em nós mesmos; senhorear-nos das causas e efeitos de todos os fenômenos, sejam físicos, espirituais ou sociais, para que nos tornemos aptos a discernir entre o útil e necessário e o que, ao revés, seja nocivo e inconveniente a nós e a nossos semelhantes.
       A conquista desse tirocínio, é óbvio, demanda longo tempo e muito esforço; implica a vivência de uma variedade imensa de situações em que as quedas e as dilacerações dolorosas se verificarão com frequência, mas valerão a pena, porque todo esse sofrimento se transformará, depois, em auréola de glória.
       Em seguida, exercitar-nos em diminuir.
       Diminuir as necessidades grosseiras, herança de nossa passagem pela animalidade, e os apetites desordenados, próprios de nossa infância espiritual, esforçando-nos por alijar de nós a glutonaria, a sensualidade e os demais vícios a que nos tenhamos escravizado.
       Diminuir, também, o apego às posses materiais, o personalismo egoísta e a vaidade, pois tal coisas são grilhões que nos prendem a este mundo, impedindo alcemos voo a planos mais altanados.
       Diminuir, ainda, as agrestias de nosso caráter, despojando-nos da crueldade, da intolerância, do orgulho etc., reduzindo, consequentemente, as áreas de atrito e de desarmonia com nossos irmãos.
       Cumpre-nos, depois, aprender a multiplicar.
       Multiplicar o bem-estar coletivo, tornando-nos elementos prestantes no meio social a que pertencemos.
       Multiplicar as obras de amparo aos desgraçados de todos os matizes, não com o objetivo de ganhar o céu, mas como quem obedece ao imperativo do Dever.
       Multiplicar a liberdade no mundo, lutando pela igualdade dos direitos humanos, sem acepção de sexo, cor, raça ou ideologia.
       Multiplicar a alegria e a paz nos corações, pugnando pela extinção de todo e qualquer conflito, seja de indivíduo contra indivíduo, de classe contra classe ou de nação contra nação.
       Por último, a parte mais difícil do aprendizado: a arte de dividir.
       Dividir o nosso Amor para com todos, sem excluir ninguém, nem mesmo aqueles que, porventura, se considerem nossos adversários, espargindo por onde passemos boas palavras e gestos de bondade, sem esperar compreensão, nem recompensa, servindo, sempre, pelo só prazer de servir.
       Como disse o Mestre dos mestres, somente quando formos capazes dessa divisão de afeto com a família universal é que seremos dignos da companhia do Pai, cuja benignidade faz que os benefícios da chuva e dos raios solares, indispensáveis à vida na Terra, cheguem tanto aos bons como aos maus, aos justos como aos injustos. Isto porque todos nós nos ressentimos de algumas fraquezas que ainda não logramos vencer, e as diversidades de nível evolutivo, que nos distinguem em dado instante, diluir-se-ão no futuro, mercê da Lei do progresso que a todos impele para a frente e para o alto, rumo à perfeição."
(“Páginas de Espiritismo Cristão”, Rodolfo Calligaris)

domingo, 6 de setembro de 2015

"BENÇÃO DE SOL"

“Nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, nos perturbe e, por meio dela, muitos sejam contaminados”. Paulo (Hebreus, 12:15)

       "É razoável estejamos sempre cautelosos a fim de não estendermos o mal ao caminho alheio. Os outros colhem os frutos de nossas ações e oferecem-nos, de volta, as reações consequentes.
       Daí, o cuidado instintivo em não ferirmos  a própria consciência, seja policiando atitudes ou selecionando palavras, para que vivamos em paz à frente dos semelhantes, assegurando tranquilidade a nós mesmos.
       Em muitas circunstâncias, contudo, não nos imunizamos contra os agentes tóxicos da queixa. Superestimamos nossos problemas, supomos nossas dores maiores e mais complexas que as dos vizinhos e, amimalhando o próprio egoísmo, cultivamos indesejável raiz de amargura no solo do coração. Daí brotam espinheiros mentais, suscetíveis de golpear quantos renteiam conosco, na atividade cotidiana, envenenando-lhes a vida. 
       Quantas sugestões infelizes teremos coagulado no cérebro dos antes amados predispondo-nos à enfermidade ou à delinquência com as nossas frases irrefletidas! Quantos gestos lamentáveis terão vindo à luz, arrancados da sombra por nossas observações vinagrosas.
       Precatemo-nos contra semelhantes calamidades que se nos instalam nas tarefas do dia-a-dia, quase sempre sem que venhamos a perceber. Esqueçamos ofensas, discórdias, angústias e trevas, para que a raiz da amargura não encontre clima propício no campo em que atuamos.
       Todos necessitamos de felicidade e paz; entretanto, felicidade e paz solicitam amor e renovação, tanto quanto o progresso e a vida pedem trabalho harmonioso e bênção de Sol."
(“Segue-me!...”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sábado, 5 de setembro de 2015

"Quando Jesus diz a seus discípulos..."

"Ensinando-as a observar todas as coisas que vos tenho mandado; e
estai certos de que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos." - Jesus


"Quando Jesus diz a seus discípulos que devem ensinar a todas as gentes a observar os seus preceitos, recorda-lhes os seguintes pontos:
1º — Pregar e praticar. Jamais desmentir com os atos, o que se pregar com as palavras. O exemplo é o melhor dos mestres e o mais eloqüente dos pregadores.
2º — Jamais pregar o Evangelho com segundas intenções, isto é,
procurando, por meio dele, explorar o próximo. Mas que o pregador seja impulsionado apenas pelo amor aos pequeninos ignorantes da terra, e pelo sentimento do Bem.
3º — Todos os que pregam têm o dever de se fortificarem pela oração e pela vigilância, a fim de exemplificarem o que pregam por meio de uma ação construtiva.
4º — Não se iludam os pregadores sinceros; dificilmente terão amigos; lembrem-se de que são os divulgadores da Verdade, a qual nem sempre agrada aos nossos irmãos terrenos.
5º — Através dos séculos, nos dias luminosos ou no meio das trevas da ignorância, onde quer que se encontre um discípulo sincero, por mais humilde e pequenino que seja, junto a ele estará um Mensageiro de Jesus, animando, amparando, fortificando e inspirando o trabalhador de boa vontade, o discípulo fiel."
("O Evangelho dos Humildes", Eliseu Rigonatti)