domingo, 12 de junho de 2011

"TENDO MEDO"


“E, tendo medo, escondi na terra o teu talento.” – (Mateus,
25:25.)

"Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo
a causa do insucesso em que se infelicita.
Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.
Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizálo.
Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica,
há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para
transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade,
alegando o medo da ação.
Medo de trabalhar;
medo de servir;
medo de fazer amigos;
medo de desapontar;
medo de sofrer;
medo da incompreensão;
medo da alegria;
medo da dor.
E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o
mínimo esforço para enriquecer a existência.
Na vida, agarram-se ao medo da morte.
Na morte, confessam o medo da vida.
E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-
se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da
preguiça.
Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes
à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e
renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido
pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no
bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no
acerto de contas entre o servo e o Senhor."
("Fonte Viva", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sábado, 11 de junho de 2011

"NÓS E JESUS"

"... A ronda da fome aumenta cada vez mais, ampliando as dimensões dos seus domínios, e a miséria, soberana, governa milhões de destinos. Marejam-se os teus olhos, em justa compunção. No íntimo, indagas: "Por que o Senhor não solve a dificuldade?" Entrementes, a elucidação já foi dada: "Nem só de pão vive o homem..." Sim, são horas de balanço interior, momento de colher o resultado da semeadura. Cada um respira emocionalmente o clima da província psíquica em que situa as aspirações.
O homem alcança o destino que lhe compraz, e o ideal, nele, tem a vitalidade que o suprimento de sacrifício lhe dá, através de quem o sustenta. És parte da família que constitui o rebanho do Cristo. O Senhor prossegue o mesmo. Faze um exame racional e honesto, a fim de verificares se a mudança, por acaso,não terá sido de tua parte.
O rumo que Ele nos aponta continua indicando liberdade. As amarras foram construídas por cada qual, para a própria escravidão espiritual. Diante de tais considerações, no báratro dos tormentosos dias, convém consultar Jesus, sem cessar, E, se tiveres ouvidos capazes deescutar-discernindo, percebê-lo-ás a repetir: "Eu sou o Caminho: Vinde a mim!"
("Celeiro de Bençãos", Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

"NASCER DE NOVO"

"A debilidade moral enlaçada ao pessimismo faz-te considerar que "tudo está acabado".
Refletes, chegando à conclusão falsa de que "nada podes agora realizar". Na amargura que
aflora em tua alma turbilhonada, concluis que a " reencarnação está perdida". Anelarias por
outra oportunidade, supondo haveres fracassado, desastradamente. O malogro parece-te
irreversível e não dispões de outro recurso senão o desaire, ou, então, o desassisamento.
Refaze anotações, reconsidera a posição mental, examina melhor a problemática do
insucesso e perceberás que a experiência, normalmente é decorrência natural dos equívocos
a que nos permitimos, transformando-se em lições de que nos não podemos esquecer.
Olha em derredor: a tempestade destroçou tudo e o fantasma da desolação domina. Logo
mais, porém, muda o clima, altera-se a paisagem, a vida ressurge, Mais além a terra está
adusta pela inclemência do sol e o antigo campo, o abençoado pomar o rico jardim se
transformaram em deserto crestado, solo infeliz. Modifica-se, no entanto, a condição
climática, chuva generosa faz que tudo reverdeça e primavera ditosa restitui a beleza e a
vida em toda parte.
A lagarta adormece na terra imunda para ressurgir na alegre borboleta que plaina. A
semente sucumbe no solo a fim de dar lugar ao arvoredo que triunfa acima do chão. O ramo
de enxerto modifica a estrutura primitiva da planta ou a multiplica em plantas novas.
Assim não obstante teus sofrimentos, insucessos, podes renascer para a alegria, tens o
dever de nascer de novo, porquanto, luzindo a oportunidade, não te podes entregar a
decepções injustificáveis nem a conclusões infelizes. Cada dia é bênção nova, cada minuto
faculdade espontânea de crescimento. Ninguém há que esteja vencido senão quando
abandona a luta. indispensável travar a batalha final que sempre ocorre no campo imenso do
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próprio eu onde se refugiam inimigos soezes, que se disfarçam com as alcunhas de
desânimo, egoísmo, orgulho, presunção, remorso, soberbia, quando não assumem
expressões mais sórdidas e cruéis.
Disse Jesus: "É necessário nascer de novo". Não adies, hoje, o teu renascimento moral,
pensando já na próxima conjuntura carnal.
A reencarnação vindoura será, sem dúvida, a continuação da reencarnação em que te
encontras. Começa, agora, esse amanhã que anelas e envida todos os esforços para
triunfar. Se Maria de Magdala pensasse com desânimo e tivesse sido vencida pelo medo não
seria o exemplo da cristã decidida, que nos constitui modelo correto.
O Evangelho, assim, é precioso legado de homens e mulheres, que se tornaram heróis da fé
e da renúncia após experimentarem
todas as vicissitudes. Dize, então: "Recomeço a viver; estou nascendo de novo"."
("Celeiro de Bençãos", Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)

"EM RELAÇÃO A TI"

"Após a emoção do encontro com a Doutrina Espírita, agora, quando os deveres constituem norma de comportamento diário, na tua vida, observas, algo desencantado, a necessidade da contínua renovação de forças a fim de não desfaleceres.
Supunhas, inicialmente, que logo seriam resolvidos todos os problemas. Todavia, ei-los que retornam afligentes, complexos. Dispões, porém, de recursos valiosos que não podes desconsiderar e graças aos quais não desfalecerás.
Reflete: Quem tem fé, não se abate ante noite escura. Quem confia, não se desespera na convulsão. Quem ama, não se debate na desconfiança. Quem crê, não se tortura na incerteza. Quem espera, não se atira nos braços da aflição. Quem serve, não se agasta com a ingratidão. Quem é gentil, não aguarda entendimento.
Quem é puro, não se revolta com as calúnias. Quem perdoa, não pára na caminhada a fim de recolher excusas. Quem se renova no Cristo, não retorna à prisão do erro.
Se tens fé, persevera. Haja o que houver, prossegue impertérrito, mente dirigida ao Senhor e mãos no trabalho edificante. Não olhes para trás, nem te confies à depressão. Este é o teu momento divino de avançar. Não o malbarates inutilmente. A claridade da Crença que ora te aponta seguro roteiro. far-se-á tua lâmpada de alegria onde estejas, com quem te encontres, como te sintas. E quando a noite do túmulo se abater sobre o teu corpo cansado, ela será o Sol nascente do Dia Novo que deves, desde agora, aguardar com júbilo e por cuja razão deves insistir e perseverar."
("Celeiro de Bençãos", Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)

"Ontem..."

"...Ontem o entusiasmo te esflorava as aspirações; hoje a visão da esperança recobre-se de amargura. Atabalhoado com os resultados a que chegas, estás sem rumo e interrogas: "Que fazer?" Só há uma opção: seguir adiante, colocando o sol da alegria na penumbra das dores.
Nem tudo, porém, aconteceu, conforme te parece. Erras no conceito com que interpretas a vida, como te equivocaste nas atitudes assumidas. Ideal e ação, palavra e vida são situações mui diversas. Imperioso discernir com lucidez para acertar com segurança. Quando as concessões da juventude te exornavam o corpo, assumiste compromissos perniciosos e gastaste as energias no jogo ilusório do prazer imediato. Nos períodos de paz esqueceste da elaboração de um programa de trabalho primoroso, entregando-te ao repouso, desconcertante. Às aquisições significativas em forma de amizades, afeições, estudo, meditação, operosidade cristã, intercâmbio fraterno, preferiste outros valores... Natural que defrontes o vazio refertando o íntimo e as dificuldades tornando-se impedimentos por fora.
Expulis a nuvem da queixa e oferta-te a bênção lenificadora de um ponderado reexame das conjunturas em que malograste, recomeçando com nova disposição.
Sempre é hoje, o momento precioso de santificar as horas. Não o proteles, arrimado à cruz inútil da autocomiseração. A oportunidade perdida, mesmo quando se repete, já não são as mesmas as circunstâncias e condições..."
("Celeiro de Bençãos", Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"FOGO MENTAL"

Reunião pública de 06.10.61
1ª. Parte, cap. IV, Item 2

"Fogo íntimo!... As consciências insensibilizadas no crime só lhe sentem as chamas quando
as entranhas do espírito se lhe contorcem ao peso; todavia, basta ligeira falta cometida para
que as almas retas lhe sofram as labaredas...
Figura-se látego mortífero, em agitação permanente, conquanto retido no coração,
imobilizando o pensamento no desespero.
Agrava-nos a inferioridade, devora-nos o tempo, dilapida-nos a esperança, consome-nos as
forças.
É como se, depois de atacar alguém, viéssemos a tombar no recesso de nós mesmos,
confundidos pelas pancadas que desferimos nos outros...
O remorso é esse fogo mental, diluindo a existência em suplício invisível.
Foge, assim, de ofender, pois, embora o perdão se erija qual remédio eficaz, na Misericórdia
Divina, para as doenças que levianamente criamos, é da própria Lei que, aos ferirmos
alguém, caiamos, por nossa vez, inevitavelmente entregues aos resultados de nossos
golpes, a fim de que sejamos também feridos."
("Justiça Divina", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

"UMA BOA LIÇÃO"

"Adoecera um dos irmãos do grupo.

Reumatismo complicado e renitente.

Um amigo ensinou a aplicação de uma erva que somente se desenvolve em cavernas do subsolo.

Chico e José Xavier, tendo por acompanhante um belo cão que lhes pertencia, de nome Lorde, vão a uma grande lapa, das muitas que existem nas cercanias de Pedro Leopoldo; em caminho começam a conversar.

Falavam a respeito de certos amigos e comentavam:

- Beltrano não serve.

- Fulano é muito esquisito.

- Sicrano é imprestável.

Quando as críticas iam inflamadas, o Espírito de Dona Maria João de Deus aparece ao Chico e aconselha: Vocês não devem falar mal de ninguém. Todos necessitamos uns dos outros. Julgar pelas aparências é péssimo hábito. Sempre chega um momento na vida em que precisamos de amparo de criaturas que supomos desprezíveis.

O Médium transmitiu ao irmão quanto ouvira e calaram-se ambos.

Chegaram à caverna e José, segurando Lorde por uma corda, desceu à frente.

Depois de longa busca, encontraram a erva medicinal.

Contudo, quando se voltavam para o retorno, perderam a noção do caminho sob as grandes abóbadas de pedra.

De vela acesa, procuraram debalde a saída.

Gritaram, mas receberam o eco da própria voz.

Quando a luz se mostrava quase extinta, recordaram-se da prece.

Oraram.

Dona Maria João de Deus apareceu ao Médium e considerou:

- Temos agora a prática do ensinamento a que nos reportamos na estrada.

Vocês podem saber muita coisa, mas agora precisam do cão. Soltem o Lorde e sigam-lhe os passos. Ele sabe o caminho da volta.

Assim fizeram. E acompanhando o animal, venceram o labirinto em alguns minutos.

Lá fora, à luz do dia, entreolharam-se surpresos, meditaram na lição recebida e renderam graças a Deus."

(’Lindos Casos de Chico Xavier’’, Ramiro Gama)