quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"OBEDIÊNCIA"

"Almejas realizar, influenciar, servir...
Afirmas-te, porém, sob restrições e dificuldades de toda sorte.
Observa, no entanto, o trem da vida em que viajas.
Carro que transporta, poltrona que guarda, prato que serve o fruto que alimenta, não surgiram sem começo. E todas essas utilidades, em se formando, para se mostrarem proveitosas, obedecem e obedeceram, na construção, na ordem, no tipo, na estrutura...
Se algo esperas edificar, não te afastes das exigências do início.
E, depois do primeiro passo, se aspiras à vitória no objetivo, segue, dia a dia, no trato da obediência."



(Emmanuel, na obra “Ideal Espírita”, Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

"LEI DIVINA"

"Alma querida, à vezes, no caminho, 
Indagas a chorar, de coração sozinho, 
Como atingir, por fim, o Lar Celeste, 
Pelas ásperas sendas do dever... 
Também eu isso mesmo interroguei à vida 
Em caminhada longa e indefinida, 
E hoje posso afirmar-te, 
De alma fortalecida, 
Que a vida me informou, em toda parte: - 
Se quiseres vencer Eleva-te, louvando as pedras da subida, 
Procurando servir, ajudar e esquecer. 

Por isso, perguntei ao coração da rosa 
Como agüentar, tão linda e cetinosa, 
Os espinhos cruéis em que a vira nascer 
E a rosa me explicou que Deus a estruturara 
Num misto de perfume, brilho e cores 
Para mostrar que as dores, 
Quando bem suportadas, 
São lâminas e pontas aguçadas, 
Lembrando espinhos produzindo flores; 
E, portanto, devia, 
Desabrochar e agradecer, 
Deixar-se decepar, entregar-se e esquecer... 

Fui ao campo e indaguei de uma enorme pedreira 
Como tolera sem que grite 
Assaltos de martelo e dinamite 
Sem jamais se ofender... 
Ela disse que a fim de oferecer aos homens 
Moradia segura, forte e alegre, 
É indispensável que se desintegre, 
E, por esta razão, lhe compete saber 
Aceitar o progresso, ajudar e esquecer. 


Fui consultar os rios, fui às fontes 
E perguntei por que motivo, 
Sendo as águas sustento do homem vivo, 
Tão-somente no chão poderiam correr... 
E todos responderam com bondade 
Que a missão do auxílio ao mundo todo, 
Precisam abraçar o anonimato e o lodo, 
Aceitando viver, em baixo nível 
Para estender na Terra o conforto possível, 
Cabendo-lhes, assim, compreender, 
Perdoar e servir, ajudar e esquecer... 


Desse modo, igualmente, alma fraterna e boa, 
Por mais que o mal nos fira e a provação nos doa, 
Qual se um punhal de fel nos arrasasse o ser, 
Não te percas do amor, na aflição que te invade... 
À lei divina da felicidade 
Será sempre servir, amparar e esquecer."

 (Maria Dolores, na obra “Tempo de Luz”, Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"ESQUEMA"

"Observa. 
Cada manhã é um novo dia. 
Renasceste. 
Saíste, mais uma vez, da nebulosa. 
Deus te renovou o pensamento no cérebro aceso. 
Retomaste a presença da luz. 
O tempo te pertence. 
Podes idear, criar, analisar. 
Despertaste junto dos outros. 
Tens o dom de servir. 
Aceita a bênção de entender e a felicidade de trabalhar. 
Reinicia a tarefa, estampando um sorriso em tuas páginas de bondade. 
Coloca otimismo e paz, esperança e alegria em tua lista de doações para hoje. 
Age agora para o bem. 
Se mágoas de ontem ainda te pesam na alma, procura esquecê-las. 
Se ofendeste a alguém, dispõe-te a sanar a falta cometida.
Se alguém te feriu, perdoa sem condições. 
Olha os quadros em torno. 
A vida te busca. 
A oficina da oportunidade te abre as portas. 
Escolhe fazer o melhor que puderes. 
Sai de ti mesmo. 
E segue adiante para amar, auxiliar, construir e compreender, porque Deus espera por ti."

(Meimei, na obra “Tempo de Luz”, Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)

domingo, 4 de outubro de 2015

"RENASCER"

"Deplorável engano esperar alguém por nova reencarnação, a fim de melhorar-se. A entrada de nossa alma na luta humana é como que o ingresso do aluno do amor e da sabedoria, em novas fases de aprimoramento na grande escola da Terra.

 * * *

 E, se vemos a árvore renascer da semente, em trabalho metódico, e se observamos o tempo ressurgir, em cada novo dia, é fácil reconhecer a nossa privilegiada posição de criaturas conscientes, no círculo das possibilidades de renascimento espiritual em qualquer ocasião.

 * * * 

Se a vontade bem dirigida é a bússola de nossa embarcação no mar das provas edificantes, podemos, em verdade, renascer, cada hora... 

* * * 

Da incerteza para a confiança. 
Do desalento para a coragem. 
Da tristeza para a alegria. 
Da fadiga para o bom ânimo.
Da sombra para a luz. 
Do mal para o bem. 
Da perturbação para o equilíbrio,
Da dor para a felicidade. 
Da discórdia para a paz. 
Da violência para a harmonia. 
Do ruído para o silêncio. 
Do ódio para o amor. 

* * * 

Renascimento de hoje, porém, indica a morte da véspera. Se não aprendemos a ceder, em silêncio, apagando os nossos impulsos de dominação individualista, quando se cala a semente na cova escura, morrendo para reviver no pão que enriquece o celeiro, será sempre difícil a nossa renovação.

 * * * 
Usando o amor e a humildade, no clima do serviço incessante, encontraremos, cada dia, mil recursos de recomeçar a nossa jornada, com bases no Infinito Bem. 

* * * 

Cada qual de nós possui o tesouro do coração, do cérebro, do verbo, dos braços... Se quisermos empregar semelhantes patrimônios, na transformação dos valores que nos cercam, convertendo a nossa fé em motivo de trabalho santificador, em todos os momentos da vida, permaneçamos convictos de que estamos no renascimento constante , a caminho da perfeição crescente, que nos outorgará o direito às mais vastas compensações da Vida Universal."
("União em Jesus", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sábado, 3 de outubro de 2015

"DESPOJAMENTO"

"O grande adversário da soberba, filha dileta do egoísmo e do orgulho, é o despojamento. 

Quando o indivíduo adquire a capacidade de libertar-se de amarras muito bem urdidas, que o aprisionam no cárcere sem paredes das paixões primevas, nos quais se demora em círculo vicioso de prazer vão, consegue auto-enfrentar-se, descobrindo os caprichos doentios do ego e todos os disfarces de que se utiliza, a fim de permanecer dominando.

Vasculhando os sentimentos profundos, percebe que muitos dos fatores que lhe justificam comportamentos enfermiços, com que se apresenta nos círculos sociais, são tramados por esse famanaz do personalismo, que pretende dominar todas as paisagens onde se encontra, dando origem ao orgulho, que é a matriz inditosa das discriminações condenáveis e das atitudes criminosas. 

Neles – no egoísmo e no orgulho – se centraliza a hediondez que conduz o indivíduo aos desvãos da arrogância de falsa superioridade, de privilégios que exige por desfrutar, de caprichos mórbidos que deseja impor. 

A humildade, por sua vez, essa conquista insuperável da evolução, dando medida do significado real do ser humano ante o Cosmo, é a combatente silenciosa e serena que vai tomando posse das diversas áreas do sentimento, por verificar a rapidez com que passa a fatuidade e como é destituída de sentido emocional e humano legítimo. 

Estabelece, de imediato, a necessidade do despojamento dos valores que não tem significado verdadeiro, porque são de constituição ilusória: títulos de nobreza, homenagens de destaque na comunidade, de honradez, de coragem, de serviço ao próximo, de beleza, de cultura, de arte, porque ao se modificarem as circunstâncias, ou passarem os homenageadores, substituídos por outros que pensam de forma diferente, podem cassá-los, ou as enfermidades, as fraquezas morais podem alterar o comportamento do elegido, que se torna reprochável ou demente, agressivo ou extravagante, esnobe ou perverso. 

Enquanto no corpo físico, o Espírito está sempre sujeito a muitas vicissitudes, devendo-se impor vigilância constante e oração freqüente, para livrar-se da própria mesquinhez em forma de paixões perturbadoras. 

O indivíduo deve despojar-se de tudo quanto lhe é supérfluo. 

Acumula coisas inúteis, na expectativa inviável de as utilizar algum dia, que nunca chega. 

Reúne objetos, aos quais atribui significado, que permanecem sem alma, quando necessita de companhia na solidão. 

Guerreia por terras e campos de que se apropria, permitindo-se desmandos terríveis para mantê-los, fomentando a miséria daqueles que os não possuem e combatendo os invasores que não dispõem de teto, enquanto ele não tem a mínima necessidade de uma parte sequer de tantos haveres... 

Guarda roupas, calçados, adereços e jóias que atulham os armários e as gavetas, com desmedida ambição, não os podendo usar, senão, a pouco e pouco, aumentando os estoques ante a contínua variação da moda. 

Coleciona automóveis, em inconcebível usura, quando somente de cada um deles se utiliza uma que outra vez. 

Sua contas bancárias, mortas em investimentos oscilantes, dariam, se aplicadas na beneficência, no humanitarismo, que gerassem empregos e dignificassem os indivíduos, para equacionar, senão minimizar os problemas da fome, das doenças endêmicas do mundo, alterando completamente a geopolítica humana ora vigente. 

A volúpia por adquirir instrumentos eletro–eletrônicos aturde, levando-o a exageros, quase sem espaço para instalá-los e bem pouco fruí-los por falta de tempo hábil para tanto... 

 Mas o orgulho que exorbita, aumenta-lhes a emoção pela posse e os leva ao campeonato da exibição social, quando se discutem as conquistas de breve duração. 

O essencial é mais importante do que o supérfluo, que nunca tem utilidade para quem o guarda. 

Na alucinação que predomina no corre-corre das compras e do luxo, torna-se difícil selecionar o que é valioso daquilo que apenas parece ser. 

Somente aprendendo a técnica do despojamento, é que surge a liberdade, e por extensão, a felicidade.

 Reparte os excessos – o que não te faz falta – com aqueles que os necessitam, enriquecendo outras vidas. 

Valoriza o tempo, simplificando a tua existência, mediante a diminuição de objetos e complexidades inúteis. 

À medida que te fores liberando das coisas que te afligem por ter e por medo de perder, irão surgindo espaços emocionais para que sejam colocadas outras aspirações que o tempo não consome, os ladrões não roubam, nem as traças roem. 

Áreas psíquicas que se encontram preenchidas por inutilidades imediatistas, cederão lugar para que se instalem reflexões plenificadoras, êxtases refazentes e paz duradoura. 

Despojando-te dos objetos exteriores, irás também desapegando-te dos vícios que te escravizam, dissociando-te das injunções penosas que o egoísmo e o orgulho te impõem e descobrindo a beleza do amor que se expande e que plenifica o coração. 

Começa, portanto, despojando-te, desde este momento, de qualquer valor que não tem real valor, e avança no rumo do despojamento espiritual das tuas vacuidades terrestres."

"("Dias Gloriosos", Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco)



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

"PERANTE A VIDA"

      "Em verdade, o sistema solar — vasto e sublime edifício, de que somos reduzido apartamento — é um império maravilhoso de luz e de vida, cuja grandeza mal começamos a perceber.
       Basta lembrar que a sede rutilante desse largo domínio cósmico, representada pelo divino astro do dia, detém o volume correspondente a um milhão e trezentas mil Terras reunidas, e basta recordar que Júpiter, o filho mais importante do Sol, é mais de mil vezes maior que o nosso Planeta.
       Mas, não é somente a massa comparada desses gigantes do Espaço, que precisamos examinar para definir, com segurança, a nossa pequenez.
       Reportemo-nos, igualmente, às distâncias, recordando que Marte, o nosso vizinho mais próximo, quando menos afastado do educandário em que estagiamos, movimenta-se a cinquenta e seis milhões de quilômetros de nós, oferecendo-nos justas reflexões quanto aos estreitos limites de nossa casa terrestre.
       Registre-se ainda que o nosso Sistema, ante a amplidão ilimitada, é insignificante domicílio na cidade imensa da Via-Láctea, na qual milhões de sóis, transportando consigo milhões de mundos, tanto quanto nos ocorre, procuram, através do movimento e do trabalho incessantes, a comunhão com a indefinível Majestade de Deus.
       Veja, Sírius, Canopus e Antares, sóis resplendentes, junto dos quais o nosso não passará de ponto obscuro, à maneira de lâmpada humilde no coro da imortalidade, constituem palácios suspensos, onde a beleza e a perfeição adquirem aspectos inabordáveis, ainda, ao nosso campo de expressão.
       Todavia, é preciso calar, de algum modo, o êxtase que nos assalta, ante a magnificência do Universo, para atender às obrigações que o mundo nos exige.
       Somos demasiadamente pequeninos para arrojar ao Cosmo o escalpelo de nossas indagações descabidas.
       Aves implumes no ninho da vida eterna, achamo-nos, ainda, muito longe das asas com que ultrapassaremos nossas justas e compreensíveis limitações.
       Por isso mesmo, embora aguardando a celeste herança que nos é destinada no curso dos milênios, busquemos construir a casa de nossos destinos sobre a Rocha do Amor, — Jesus Cristo, — o Sol Espiritual que nos acalenta e soergue para o grande futuro.
       Antes da ascensão a outras esferas, atendamos à necessidades de nossa própria moradia.
       Melhoremo-nos para que a nossa residência melhore.
       Ajudemo-nos, uns aos outros, para que a vida, em nosso plano, se faça menos dolorosa e menos inquietante..
       E, convertendo nosso mundo, pouco a pouco, no santuário vivo em que Jesus se manifeste, estejamos convictos de que a Terra, hoje escura, amanhã se transformará no espelho divino em cuja face a glória de Deus se refletirá."
(“Intervalos”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

"CARIDADE E HIGIENE"

"A higiene alinha vários preceitos de proteção à vida, como sejam:
        o asseio do corpo;
        o uso da água potável não contaminada;
        a renovação do ar no recinto doméstico;
        a faxina habitual;
        a limpeza da moradia;
        o banho diário sempre que possível;
        a roupa lavada;
        a refeição natural;
        e o saneamento do solo em que se vive.
*
        Entretanto, em auxílio à paz de que necessitamos para sermos tranquilos, somos de parecer que o perdão das ofensas, sejam elas quais forem,  é um dos ingredientes fundamentais na segurança da própria alma, porquanto, acalentar ressentimentos é o mesmo que reter substâncias tóxicas, desequilibrando o pensamento e envenenando o coração."

(“LUZ E VIDA”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)