terça-feira, 14 de outubro de 2014

"PROCUREMOS COM ZELO"



"Procurai com zelo os melhores dons e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente." - Paulo. (I Corintios, 12:31.)

"A idéia de que ninguém deve procurar aprender e melhorar-se para ser mais útil à Revelação Divina é muito mais uma tentativa de consagração à ociosidade que um ensaio de humildade incipiente.
A vida é curso avançado de aprimoramento, através do esforço e da luta,  e se a própria pedra deve sofrer o burilamento para refletir a luz, que dizer  de nós mesmos, chamados, desde agora, a exteriorizar os recursos divinos?
Ninguém interrompa o serviço abençoado da sua educação, a pretexto de cooperar com o Céu, porque o progresso é um comboio de rodas infatigáveis que relega para trás os que se rebelam contra os imperativos da frente.
É indispensável avançar com a melhoria consequente  de tudo o que nos rodeia.
E o Evangelho não endossa qualquer atitude de expectativa displicente.
A palavra de Paulo é demasiado significativa.
Dirigindo-se aos coríntios, o apóstolo da gentil idade exorta-os a procurarem com fervor os melhores dons.
É imprescindível nos disponhamos a adquirir as qualidades mais nobres de inteligência e coração, sublimando a individualidade imperecível.
Cultura e santificação, através do trabalho e da fraternidade, constituem dever para todas as criaturas.
Auto-aperfeiçoamento é obrigação comum.
Busquemos, zelosos, a elevação de nós mesmos, assinalando a nossa presença, seja onde for, com as bênçãos do serviço a todos, e tão logo estejamos integrados no esforço digno, dentro da ação pessoal e incessante no bem,  o Alto nos descortinará mais iluminados caminhos para a ascensão."
("Fonte Viva", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

"CONDIÇÃO COMUM"


“Imediatamente, o pai do menino, clamando com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade.” — (MARCOS, 9.24)
 
"Aquele homem da multidão, em se aproximando de Jesus com o filho enfermo, constitui expressão representativa do espírito comum da humanidade terrestre.
Os círculos religiosos comentam excessivamente a fé em Deus, todavia, nos instantes da tempestade, são escassos os devotos que permanecem firmes na confiança.
Revelam-se as massas muito atentas aos cerimoniais do culto exterior, participam das edificações alusivas à crença, contudo, ante as dificuldades do escândalo, quase toda gente resvala no despenhadeiro das acusações recíprocas. Se falha um missionário, verifica-se a debandada. A comunidade dos crentes pousa os olhos nos homens falíveis, cegos às finalidades ou indiferentes às instituições. Em tal movimento de insegurança espiritual, sem paradoxo, as criaturas humanas creem e descreem, confiando hoje e desfalecendo amanhã.
Somos defrontados, ainda, pelo regime de incerteza de espíritos infantis que mal começam a conceber noções de responsabilidade.
Felizes, pois, aqueles que, à maneira do pai necessitado, se acercarem do Cristo, confessando a precariedade da posição íntima. Assim, em afirmando a crença com a boca, pedirão, ao mesmo tempo, ajuda para a sua falta de fé, atestando com lágrimas a própria miserabilidade."
("Pão Nosso", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

domingo, 12 de outubro de 2014

"LIMPEZA"

"Onde o bem se mostra por edificação do bem de todos, a limpeza comparece na base de todos os serviços.

A fim de que produza, com segurança, a gleba aguarda o concurso da enxada contra o crescimento da erva daninha.

O laboratório reclama instrumentos esterilizados para que o remédio alcance os fins a que se destina.

O lar espera faxina diária, na preservação da saúde dos moradores.

O livro verdadeiramente nobre, demanda rigorosa triagem para que se lhe evite, no texto, o prejuízo dos termos chulos.

Nas providências mais simples da vida, surpreendemos semelhante necessidade.

Alimento sadio requisita seleção de produtos.

Água, para servir, quer filtragem.

Roupa não se conserva sem a cooperação da lavadeira.

Vias públicas solicitam esgotos.

Nas mesmas circunstâncias, diante das posições desagradáveis da alma, que, de fato, equivalem a perturbações e moléstias obscuras da mente, é necessário saibamos usar a lixívia da paciência, aclarando raciocínios e renovando emoções, definindo atitudes e policiando palavras, na certeza de que toda cura espiritual exige a limpeza do pensamento."


(Albino Teixeira, na obra “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)

sábado, 11 de outubro de 2014

"TRANQUILIDADE"

"1. Comece o dia na luz da oração.
       O amor de Deus nunca falha.
2.  Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
       Hoje é o tempo de fazer o melhor.
3.  Trabalhe com alegria.
       O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço, é um cadáver que pensa.
4.  Faça o bem quanto possa.
       Cada criatura transita entre as próprias criações.
5.  Valorize os minutos.
       Tudo volta, com exceção da hora perdida.
6.  Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
       Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.
7.  Estime a simplicidade.
       O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.
8.  Perdõe sem condições.
       Irritar-se é o melhor processo de perder.
9. Use a gentileza, mas, de modo especial, dentro da própria casa.
       Experimente atender aos familiares como você trata as visitas.
10.  Em favor de sua paz, conserve fidelidade a si mesmo.
       Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus."


(André Luiz, na obra “O ESPÍRITO DA VERDADE”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – Autores diversos)

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

"USE SEUS DIREITOS"

"Realmente, você dispõe do direito de :—
       de amealhar, em seu benefício, os frutos da experiência;
       de guardar em silêncio a lição que lhe cabe em cada circunstância;
       de reprimir os próprios gastos para atender ao culto do amor ao próximo;
       de acumular os valores morais do caminho por onde passa;
       de aperfeiçoar primeiramente o seu coração, antes de intentar o burilamento de outras almas:
       de socorrer as vidas menos felizes que a sua própria;
       de agasalhar indistintamente os desnudos do corpo e da alma;
       de espalhar a sua influência na preservação da paz e da alegria;
       de mostrar diretrizes superiores ao irmão de luta, colocando-se, antes de tudo, dentro delas;
       de libertar-se dos preconceitos injustos sem alarmar as mentes alheias;
       e de convocar aqueles, com quem convive, ao campo do trabalho edificante, sem exigir nem gritar, mas sim com a mensagem silenciosa de seu exemplo na sustentação do bem, com a certeza de que o dever respeitado e cumprido, é o caminho justo para o direito de crescer com Jesus no serviço da felicidade geral."

(André Luiz, na obra “Estude e Viva”, Emmanuel e André Luiz/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

"EDUCAÇÃO PARA A CORAGEM"

"A coragem é a intrepidez que se desenvolve no ser humano, a fim de poder realizar os
enfrentamentos com decisão e altruísmo, mantendo a firmeza de espírito em qualquer circunstância, entre
outras definições.
Resultado de uma boa orientação espiritual, a coragem dignifica e eleva o espírito, trabalhando as
suas necessidades e"desenvolvendo os atributos que necessitam de expansão.
Difere da impetuosidade que caracteriza a predominância do instinto, demonstrando a grandeza dos
sentimentos que não temem, que não recuam diante da dificuldade.
Essa característica é a marca primorosa dos heróis em todos os campos do comportamento humano,
não apenas daqueles que se fizeram combatentes conhecidos pelas batalhas travadas contra os invasores
da pátria, do lar, do seu campo de ação... Mas também, e principalmente, dos que descobriram terras, que
inventaram os instrumentos propiciadores do crescimento da sociedade, que perseveraram nos
laboratórios e no silêncio das suas oficinas, buscando soluções para os problemas que dificultavam a
marcha do progresso humano.
Não foram poucos os portadores da coragem, da paciência e do esforço, que souberam esperar o
momento hábil para a realização dos empreendimentos enobrecedores, e que inscreveram os seus nomes
nos anais da História.
A coragem é uma virtude no conceito aristotélico, que a igualava a outras conquistas logradas pelos
valores éticos.
O ser de coragem arrosta as conseqüências das suas decisões sem temor da injúria e da perfídia dos
outros, confiando nas possibilidades de que dispõe para atingir a meta que estabelece.
A coragem deve ser desenvolvida no lar, desde os primeiros fenômenos reativos da personalidade
infantil, a fim de selecionar dentre os impulsos do primarismo os sentimentos de afirmação, orientando ~s
de elevação ético-moral, de forma a constituírem uma couraça protetora em torno da existência.
O medo, muitas vezes, propele o indivíduo para determinadas atitudes que podem confundir-se com
a coragem, quando são apenas mecanismos de defesa da vida e impulsos destrutivos.
A coragem alia a razão à emoção e trabalha sem precipitação nem alarde, produzindo fenômenos de
alegria e de paz.
Em face do processo da evolução, o espírito transfere de uma para outra reencarnação as marcas das
ocorrências que foram enfrentadas, assinalando-o com culpa, medo e necessidade de fuga, diante de
qualquer iminente perigo, real ou imaginário.
A educação para a coragem fortalece as fibras mais íntimas do ser, estimulando à superação, etapa a
etapa, dessas heranças perturbadoras.
O desenvolvimento da auto confiança e da determinação em relação aos compromissos para com a
existência, facultam a manifestação da coragem, que se fortalece aos estímulos interiores da oração e da
confiança irrestrita em Deus.
Pelo caminho existencial sempre surgirão ameaças e desafios, que constituem oportunidade de
crescimento moral e emocional, devendo ser enfrentados com naturalidade e decisão.
A coragem nasce de um específico sentimento de amor àquilo em que se crê, que se deseja e pelo
qual se luta.
Mediante a presença do amor a coragem faz-se mais decisiva e, portanto, com melhores
possibilidades de alcançar o triunfo na luta a que se entrega.
É muito comum na educação do lar, cuidar-se da prudência, da humildade, da submissão, poupando-se
constrangimentos e decepções, amarguras e dissabores. Embora seja uma conduta correta, não se pode
prescindir da coragem para manter-se prudente, quando as circunstâncias favorecerem reações
precipitadas. Da mesma forma, a humildade necessita da coragem para preservar-se digna, fugindo da
situação do medo que submete o indivíduo àquilo que detesta, exclusivamente porque não deseja
experienciar incômodos nem mal-estares.
A coragem supera essas situações complexas, que impõem decisão firme e ação contínua.
O medo paralisa, impede o crescimento moral e intelectual, arruinando as possibilidades de elevação
que surgem no processo da evolução. Embora decorra de um sentimento humano cauto, deve ser
circunscrito numa fronteira em que a prudência recomenda equilíbrio, recuo, recomposição de forças,
evitando a afoiteza irresponsável.
Tudo aquilo quanto é desconhecido gera um certo sentimento de medo, de precaução, por gerar
incerteza e produzir desconfiança.
O excesso, porém, de cuidados, em face das ocorrências não esperadas, daquilo que se constitui
novidade e desconhecimento, pode favorecer a estagnação e dar lugar a transtornos de conduta.
Na educação doméstica para a coragem, torna-se necessário desenvolver as aspirações da beleza, da
verdade, da conquista moral, de forma que as intempéries, as vicissitudes que se apresentem sejam
devidamente enfrentadas com decisão e disposição para vencê-las.
Quem receia voar além dos limites não consegue alcançar os próprios limites, definhando e
amofinando-se diante do maravilhoso projeto viver.
A coragem necessita, no ninho doméstico, do combustível dos exemplos que devem ser dados pelos
pais diligentes e trabalhadores, que não se queixam, nem se entregam a lamentações, sabendo referir-se
aos acontecimentos negativos com naturalidade, como pertencentes ao processo de realizações.
Nenhuma ascensão pode ser conseguida sem a vitória sobre os percalços da trajetória.
Os acumes são difíceis de alcançados, mas quando conquistados premiam com a visão deslumbrante
da paisagem em volta.
A existência humana pode ser considerada como uma aventura evolutiva. Enfrentá-la com altivez e
coragem é conseguir-se o triunfo em toda a sua generosidade e significação.
Cada situação vencida retribui com momentos encorajadores e mais belos, dando significados
estimulantes para novas lutas.
Somente com a coragem se pode combater o mal e suas expressões inferiores, que se encontram
ínsitos nos sentimentos torpes, que defluem do egoísmo, da presunção e da equivocada visão em torno
dos valores nobres que se não têm.
É indispensável coragem para auto-analisar-se, para descobrir as anfractuosidades morais, as
imperfeições em predomínio, as mesquinhezes do caráter e da conduta.
Foi a coragem que deu oportunidade aos artistas, aos estetas, aos santos, aos cientistas, aos heróis de
todo tipo, aos conquistadores, aos pensadores éticos e aos lutadores nobres, de realizarem os seus sonhos,
de construírem as suas aspirações, tornando-as realidade no mundo objetivo...
Jesus-Cristo, com muita justiça, denominado o Herói da cruz, viveu corajosamente, arrostando todas
as conseqüências do Seu ministério, sem submeter-se aos dominadores de mentira, aos poderosos de
coisa nenhuma, demonstrando que o amor é a força mais grandiosa que existe no Universo, porque
nascida em Deus, sustenta a Criação.
Seu exemplo de coragem permanece como estímulo e lição viva para todas as criaturas que desejam
a iluminação e o encontro com Ele."
("Constelação Familiar", Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"PARÁBOLA DA FIGUEIRA QUE SECOU"


"Quando saíam de Betânia, ele teve fome; e, vendo ao longe uma figueira, para ela encaminhou-se, a ver se acharia alguma coisa; tendo-se, porém, aproximado, só achou folhas, visto não ser tempo de figos. Então, disse Jesus à figueira: Que ninguém coma de ti fruto algum, o que seus discípulos ouviram. — No dia seguinte, ao passarem pela figueira, viram que secara até à raiz. — Pedro, lembrando-se do que dissera Jesus, disse: Mestre, olha como secou a figueira que tu amaldiçoaste. — Jesus, tomando a palavra, lhes disse: Tende fé em Deus. — Digo-vos, em verdade, que aquele que disser a esta montanha: Tira-te daí e lança-te ao mar, mas sem hesitar no seu coração, crente, ao contrário, firmemente, de que tudo o que houver dito acontecerá, verá que, com efeito, acontece. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 12 a 14 e 20 a 23.)
A figueira que secou é o símbolo dos que apenas aparentam propensão para o bem, mas que, em realidade, nada de bom produzem; dos oradores que mais brilho têm do que solidez, cujas palavras trazem superficial verniz, de sorte que agradam aos ouvidos, sem que, entretanto, revelem, quando perscrutadas, algo de substancial para os corações. É de perguntar-se que proveito tiraram delas os que as escutaram.
Simboliza também todos aqueles que, tendo meios de ser úteis, não o são; todas as utopias, todos os sistemas ocos, todas as doutrinas carentes de base sólida. O que as mais das vezes falta é a verdadeira fé, a fé produtiva, a fé que abala as fibras do coração, a fé, numa palavra, que transporta montanhas. São árvores cobertas de folhas porém, baldas de frutos. Por isso é que Jesus as condena à esterilidade, porquanto dia virá em que se acharão secas até à raiz. Quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas que nenhum bem para a Humanidade houverem produzido, cairão reduzidas a nada; que todos os homens deliberadamente inúteis, por não terem posto em ação os recursos que traziam consigo, serão tratados como a figueira que secou.
Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos; suprem, nestes últimos, a falta de órgãos materiais pelos quais transmitam suas instruções. Daí vem o serem dotados de faculdades para esse efeito. Nos tempos atuais, de renovação social, cabe-lhes uma missão especialíssima; são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos; multiplicam-se em número, para que abunde o alimento; há-os por toda a parte, em todos os países em todas as classes da sociedade, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que em nenhum ponto faltem e a fim de ficar demonstrado aos homens que todos são chamados. Se porém, eles desviam do objetivo providencial a preciosa faculdade que lhes foi concedida, se a empregam em coisas fúteis ou prejudiciais, se a põem a serviço dos interesses mundanos, se em vez de frutos sazonados dão maus frutos se se recusam a utilizá-la em benefício dos outros, se nenhum proveito tiram dela para si mesmos, melhorando-se, são quais a figueira estéril. Deus lhes retirará um dom que se tornou inútil neles: a semente que não sabem fazer que frutifique, e consentirá que se tornem presas dos Espíritos maus."
("O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec)