domingo, 7 de setembro de 2014

"MÚSICA"


"Deixa que o teu coração voe, além do horizonte, nas asas da música sublime  que verte do Céu a Terra, a fim de conduzir-nos da Terra ao Céu...
 Ouvem-lhe os poemas de eterna beleza, em cuja exaltação da harmonia tudo é  gloriosa ascensão.
 Nesse arrebatamento às Esferas do Sem Fim, o silêncio será criação excelsa em  tua alma, a lágrima ser-te-á soberana alegria e a dor será teu cântico.
 Escuta e segue na flama do pensamento que transpõe a rota dos mundos,  associando tuas preces de jubilosa esperança às cintilações das estrelas!...
 Não te detenhas.
 Cede à cariciosa influência da melodia que te impele à distância da sombra,  para que a luz te purifique, pois a música que te eleva a emoção e te descerra a grandeza da vida significa, entre os homens, a mensagem permanente de Deus."
 (“Trilha De Luz”  Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sábado, 6 de setembro de 2014

"OS MÉDIUNS JULGADOS - DESAFIO PROPOSTO NA AMÉRICA"



= "Revista Espírita", Janeiro de 1858 =

"Os antagonistas da Doutrina Espírita se apossaram, zelosamente, de um artigo publicado pelobScientific american, do dia 11 de julho último, sob o título: Os Médiuns julgados. Vários jornais franceses reproduziram-no como um argumento sem réplica; nós mesmos o reproduzimos, fazendo seguir de algumas observações, que lhe mostrarão o valor.

"Há algum tempo, uma oferta de quinhentos dólares (2,500 francos) foi feita, por intermédio do Boston Courier, a toda pessoa que, na presença e em satisfação de um certo número de professores, da Universidade de Cambridge, reproduzisse alguns desses fenômenos misteriosos que os espiritualistas dizem, comumente, terem sido produzidos por intermédio
de agentes chamados médiuns.


"O desafio foi aceito pelo doutor Gardner, e por várias pessoas que se vangloriavam de estar em comunicação com os Espíritos. Os concorrentes se reuniram nos edifícios Albion, em Boston, na última semana de junho, dispostos a fazerem a prova da sua força sobrenatural.
Entre eles, notavam-se as jovens Fox, que se tornaram tão célebres pela sua superioridade nesse gênero. A comissão, encarregada de examinar as pretensões dos aspirantes ao prêmio, se compunha dos professores Pierce, Agassiz, Gould e Horsford, de Cambridge, todos os quatro sábios muito distintos. As experiências espiritualistas duraram vários dias; jamais os médiuns encontraram mais bela ocasião de colocarem em evidência seu talento ou sua inspiração; mas, como os sacerdotes de Baal, ao tempo de Elias, invocaram em vão suas  divindades, assim como o prova a passagem seguinte, do relatório da comissão:

"A comissão declara que o doutor Gardner não tendo se saído bem em lhe apresentar um agente, ou médium, que revelasse a palavra confiada aos Espíritos em um quarto vizinho; que lesse a palavra inglesa escrita no interior de um livro ou sobre uma folha de papel dobrada; que respondesse uma questão que só as inteligências superiores podem responder; que fizesse ressoar um piano sem tocá-lo, ou avançar uma mesa, em um pé, sem o impulso das mãos; mostrando-se impotente para dar, à comissão, testemunho de um fenômeno que se pudesse, mesmo usando uma interpretação larga e benevolente, considerar como o
equivalente das provas propostas; de um fenômeno exigindo, para sua produção, a intervenção de um Espírito, supondo ou implicando, pelo menos, essa intervenção; de um fenômeno desconhecido, até hoje, à ciência, e cuja causa não fosse, imediatamente, assinalável para a comissão, palpável para ela, não tem nenhum título para exigir, do
Courríer, de Boston, a entrega da soma proposta de 2,500 francos."

A experiência, feita nos Estados Unidos, a propósito dos médiuns, lembra aquela que se fez, há uma dezena de anos, para ou contra os sonâmbulos lúcidos, quer dizer, magnetizados. A Academia de ciência recebeu a missão de conceder um prêmio de 2,500 francos ao sujet
magnético que lesse de olhos fechados. Todos os sonâmbulos fazem, voluntariamente, esse exercício, em seus salões ou em público; lêem em livros fechados e decifram uma carta inteira, sentando-se em cima de onde a colocam, bem dobrada e fechada, ou sobre seu ventre; mas, diante da Academia não pôde nada ler de todo e o prêmio não foi ganho."

Essa experiência prova, uma vez mais, da parte de nossos antagonistas, sua ignorância absoluta dos princípios sobre os quais repousam os fenômenos espíritas. Entre eles, há uma idéia fixa de que esses fenômenos devem obedecer à vontade, e se produzirem com a
precisão de uma máquina. Esquecem, totalmente, ou, dizendo melhor, não sabem que a causa desses fenômenos é inteiramente moral, que as inteligências que lhes são os primeiros agentes, não estão ao capricho de quem quer que seja, nem mais de médiuns do que de outras pessoas. Os Espíritos agem quando lhes apraz, e diante de quem lhes apraz;
freqüentemente, é quando menos se espera que a manifestação ocorre com maior energia, e quando é solicitada, ela não ocorre. Os Espíritos têm condições de ser que nos são desconhecidas; o que está fora da matéria não pode estar submetido ao cadinho da matéria.
É, pois, equivocar-se, julgá-los do nosso ponto de vista. Se crêem útil se revelarem por sinais particulares, o fazem; mas, isso jamais à nossa vontade, nem para satisfazer uma vã curiosidade. É preciso, por outro lado, considerar uma causa bem conhecida que afasta os
Espíritos: sua antipatia por certas pessoas, principalmente por aquelas que, através de perguntas sobre coisas conhecidas, querem pôr a sua perspicácia em prova. Quando uma coisa existe, diz-se, eles devem sabê-la; ora, é precisamente porque a coisa nos é conhecida, ou tendes os meios de verificá-la por vós mesmos, que eles não se dão ao trabalho de
responder; essa suspeição os irrita e deles não se obtém nada de satisfatório; ela afasta, sempre, os Espíritos sérios que não falam, voluntariamente, senão às pessoas que a eles se dirigem com confiança e sem dissimulação. Disso não temos, todos os dias, exemplos entre
nós? Homens superiores, e que têm consciência de seu valor, se alegrariam em responder a todas as tolas perguntas que tenderiam a lhes submeter a um exame, como escolares? Que  diriam se se lhes dissessem: "Mas, se não respondeis, é porque não sabeis?" Eles vos
voltariam as costas: é o que fazem os Espíritos.

Se assim é, direis, de qual meio dispomos para nos convencer? No próprio interesse da Doutrina dos Espíritos, não devem desejar fazer prosélitos? Responderemos que é ter bastante orgulho em crer-se alguém indispensável ao sucesso de uma causa; ora, os Espíritos não amam os orgulhosos. Eles convencem aqueles que o desejam; quanto aos que crêem na sua importância pessoal, provam o pouco caso que deles fazem, não os escutando. Eis, de resto, sua resposta a duas perguntas sobre esse assunto:

Podem pedir-se, aos Espíritos, sinais materiais como prova da sua existência e da sua força?
Resp. "Pode-se, sem dúvida, provocar certas manifestações, mas nem todo o mundo está apto para isso, e, freqüentemente, o que perguntais não o obtendes; eles não estão ao capricho dos homens."


Mas quando uma pessoa pede esses sinais para se convencer, não haveria utilidade em satisfazê-la, uma vez que seria um adepto a mais? Resp. "Os Espíritos não fazem senão aquilo que querem, e o que lhes é permitido. Falando-vos e respondendo as vossas perguntas, atestam a sua presença: isso deve bastar ao homem sério que procura a verdade
na palavra."

Escribas e fariseus disseram  a Jesus: Mestre, muito gostaríamos que nos fizésseis ver algum prodígio. Jesus respondeu: "Esta raça má e adúltera pede um prodígio, e não se lhe dará outro senão aquele de Jonas (São Mateus)."

Acrescentaremos, ainda, que é conhecer bem pouco a natureza e a causa das manifestações para crer estimulá-las com um prêmio qualquer. Os Espíritos desprezam a cupidez, do mesmo modo que o orgulho e o egoísmo. E só essa condição pode ser, para eles, um motivo
para se absterem de se comunicarem. Sabei, pois, que obtereis cem vezes mais de um médium desinteressado do que daquele que é movido pela atração do ganho, e que um  milhão não faria ocorrer o que não deve ser. Se nós nos espantamos com uma coisa, é que se tenha procurado médiuns capazes de se submeterem a uma prova que tinha por aposta uma soma de dinheiro."

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

"PRODÍGIOS DA FÉ"

"Esquecer agravos.
       Apagar injúrias.
       Desprender-se das posses materiais em benefício dos outros.
       Reconhecer as próprias fraquezas.
       Praticar a humildade.
       Abençoar os que nos firam.
       Amar os adversários.
       Orar pelos que nos perseguem e caluniam.
       Converter dores em bênçãos.
       Aceitar as provações da vida com paciência e bom ânimo.
       Transformar os golpes do mal em oportunidades para fazer o bem.
       Servir ao próximo em qualquer circunstância.
       Jamais duvidar da presença de Deus.
       Semelhantes atitudes são prodígios da fé; busquemos sustentá-las com todo o nosso coração, recordando as palavras do Mestre a cada enfermo que Seu Divino Amor levantava e restaurava nos caminhos do mundo: “a tua fé te curou”.

 (Albino Teixeira, na obra “Caminho Espírita”, Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

"FILHOS DE DEUS"

Na vossa paciência, possui as nossas almas.” – Jesus (Lucas, 21:19)

       "Afinal de contas, ter paciência não será sorrir para as maldades humanas, nem coonestar suas atividades indignas sobre a face do mundo.
       Concordar alguém com todos os males da senda terrestre, a pretexto de revelar essa virtude, seria um contrassenso absurdo. Ter paciência, então, será resistir aos impulsos inferiores que nos cerquem na estrada evolutiva, conduzindo todo o bem que nos seja possível aos seres e coisas que se achem diante de nós, como a representação desses mesmos impulsos.
       Jesus foi o modelo da paciência suprema e resistiu à nossa inferioridade, amando-nos. Não se nivelou com as nossas fraquezas, mas valeu-se de todas as ocasiões para nos melhorar e conduzir ao bem. Sua misericórdia tomou os nossos pecados e transformou cada um em profunda lição para a reforma de nós mesmos. Não aplaudiu as nossas misérias, nem sorriu para os nossos erros, mas compreendeu-nos as deficiências e amparou-nos. Embora tudo isso, resistiu-nos sempre, dentro de seu amor, até a cruz do martírio.
       A paciência do Cristo é um livro aberto para todos os corações inclinados ao bem e à verdade.
       Somente pela sincera resistência ao mal, com a disposição fiel de transformá-lo no bem, conseguireis possuir as vossas almas. Ao contrário disso, ainda que vos sintais autônomos e fortes, vós mesmos é que sereis possuídos por tendências indignas ou sentimentos inferiores.
       Portanto, justo é que busqueis saber, hoje mesmo,  se já possuís os vossos corações ou se estais ocupados pelas forças estranhas ao vosso título de filho de Deus."
(“Segue-me!”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier) 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

"POSSÍVEL E IMPOSSÍVEL"

"Acalma-te e serve.

Não fizeste o Sol que te ilumina.

Não fabricaste o ar que respiras.

Não criaste o solo em que te apóias.

Não teceste a vestimenta das flores que te rodeiam.

Não pares de trabalhar.

A vida te pede o bem que se te faça possível.

O impossível virá de Deus."
 
 

 ("Recados do Além", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

"ROTEIRO DA DESOBSESSÃO"

"1. Ao acordar, diga a si mesmo: Deus me concede mais um  dia de
experiências e aprendizado. É  fazendo que se aprende. Vou
aproveitá-­lo. Deus me ajuda. (Repita isso várias vezes, procurando manter essas palavras na memória. Repita­-as durante o dia.
2. Compreenda que a obsessão é um estado de sintonia da sua mente
com  mentes desequilibradas. Corte essa sintonia ligando-­se a
pensamentos bons  e alegres. Repila as idéias  más. Compreenda
que você nasceu para ser bom e normal. As más idéias e os maus 
pendores existem para você vencê­-los, nunca para se entregar.
3. Mude sua maneira de encarar os semelhantes. Na essência, somos  todos iguais. Se ele está irritado, não entre na irritação dele. Ajude­-o a se reequilibrar, tratando-­o com bondade. A irritação é sintonia de obsessão. Não se deixe envolver  pela obsessão do outro. Não o considere agressivo. Certamente ele está sendo agredido e reage erradamente contra os outros. Ajude­-o que será também ajudado.
4. Vigie os seus sentimentos, pensamentos e palavras  nas relações com os outros. O que damos, recebemos de volta.
5. Não se considere vítima. Você pode estar  sendo algoz  sem 
perceber. Pense nisso constantemente, para melhorar as relações 
com os outros. Viver é permutar. Examine o que você troca com os 
outros.
6. Ao sentir­-se abatido, não entre na fossa. É difícil sair dela.
 Lembre­-se de que você está vivo, forte, com saúde e dê graças a Deus por isso. Seus males são passageiros, mas se você os alimentar eles durarão. É você que sustenta os seus males. Cuidado com isso.
7. Freqüente a instituição espírita com que se sintonize. Não fique pulando de uma para outra. Quem não tem constância nada
consegue.
8. Se você ouve vozes, não lhes dê atenção. Responda simplesmente: Não tenho tempo a perder. Tratem de se melhorar  enquanto é tempo. Vocês estão a caminho do abismo. Cuidem­-se. E peça aos Espíritos Bons, em pensamento, por esses obsessores.
9. Se você sente toques de dedos ou descargas elétricas, repila esses espíritos brincalhões da mesma maneira e ore mentalmente por  eles. Não lhes  dê atenção nem se assuste com esses  efeitos  físicos. Leia diariamente, de manhã ou à noite, ao deitar­-se, um trecho de “ O Evangelho Segundo o Espiritismo” e medite sobre
o que leu. Abra o livro ao acaso e não pense que a lição é só para você. Geralmente é só para os obsessores, mas você também deve aproveitá-­la. No caso de visões a técnica é a mesma. Nunca se amedronte. É  isso que eles querem, pois com isso se divertem.
Esses pobres espíritos nada podem fazer além disso, a menos que
você queira brincar  com eles, o que lhe custará seu aumento da
obsessão. Corte as ligações que eles querem estabelecer  com 
você, usando o poder  da sua vontade. Se fingirem  ser um seu
parente ou amigo falecido, não se deixe levar por isso. Os amigos e parentes  se comunicam em sessões regulares, não querem 
perturbar.
10. Leia o livro de Allan Kardec “ Iniciação Espírita”, mas de Kardec  não outros de autores diversos, que fazem confusões. Trate de estudar a Doutrina nas demais obras de Kardec.
11. Não se deixe atrair por macumbas e as diversas formas de mistura de religiões  africanas com as nossas crendices nacionais. Não pense que alguém  lhe pode tirar  a obsessão com  as mãos. Os  passes têm por  finalidade a transmissão de fluidos, de energias  vitais e espirituais para fortificar  a sua resistência. Não confie em  passes de gesticulação excessiva e outras fantasias. O passe é simplesmente a imposição das mãos, ensinada por  Jesus e praticada por Ele. É  uma doação humilde e não uma encenação, dança ou ginástica.
 Não carregue amuletos nem patuás ou colares 
milagrosos. Tudo isso não passa de superstições provindas de
religiões das selvas. Você não é selvagem, é uma criatura civilizada capaz de raciocinar e só admitir a fé racional. Estude o Espiritismo e não se deixe levar  por  tolices. Dedique-­se ao estudo, mas não queira saltar de aprendiz a mestre, pois o mestrado em espiritismo só se realiza no plano espiritual. Na Terra somos todos aprendizes, com maior ou menor grau de conhecimento e experiência."

("Obsessão, Passe e Doutrinação", José Herculano Pires)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"FAZER PARA SER"

"Acordaste para as realidades da Vida Imperecível e, provavelmente, anseias partilhar as iniciativas que se relacionam com as grandes realizações.
*
       E porque não possa isso se te oferecer, de imediato, recolhes-te, habitualmente, à omissão, marginalizando os melhores ideais.
*
       Entretanto, vale refletir no valor do tempo e na importância da iniciação, tocando mãos à obra.
*
       Nem sempre disporás de assembleias atenciosas ou de palavra experiente a fim de veicular os princípios que abraças, no entanto, sempre possuis no recinto doméstico ou no grupo de trabalho alguns corações para os quais a tua compreensão estimulante e consoladora se te fará uma bênção.
*
       Não obterás a fundação instantânea de um hospital a que se abriguem numerosos enfermos, mas, sem dificuldade, consegues ser a visita reconfortante para algum doente esquecido.
*
       Não instituirás de improviso o apostolado da tristeza, promovendo círculos de ação curativa, contudo, é provável contes com alguém no campo afetivo, em dificuldades da alma, pedindo-te a tolerância e paciência para que se lhe recuperem a segurança e o equilíbrio.
*
       Não estabelecerás de repente esta ou aquela obra assistencial com que alivies o sofrimento de quantos te procuram em condições de necessidade, todavia, nada te impede de repartir o próprio pão com aqueles que esmorecem na carência de recursos materiais.
*
       Lembra-te da semente que se conforma com o próprio esforço no tempo  e se transforma na árvore carregada de frutos; da fonte que exemplifica humildade e se transfigura na represa de força; no fio simples que se esquece em disciplina para servir e se converte em mensageiro da luz.
*
       Para que te incorpores à construção do bem de todos, estuda e raciocina, de vez que não avançarás sem discernimento, mas não te confies à expectação inoperante suscetível de arrojar-te à inutilidade.
*
       Fazer o melhor ao nosso alcance, a fim de sermos capazes de realizar o melhor em favor dos outros.
*
       No levantamento do Reino de Deus, a começar de nós próprios, o Senhor não nos pede o impossível, mas é natural que espere de nós o melhor que possamos fazer."

(Emmanuel,  na obra “Mentores e Seareiros”, Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier)