terça-feira, 18 de junho de 2013

"ALGUMA COISA"

"Quando observares o incêndio lavrando na vizinhança, não é preciso te candidates ao título de herói, procurando as tarefas de integral remoção do perigo.
        Faze alguma coisa, para que o fogo se reduza ou se extinga e terás agido com a fraternidade no coração.
        Se a penúria visita a paisagem social em que respiras, não é necessário te convertas em salvador apressado.
        Traze a quem sofre alguma gota de remédio ou a côdea de pão que te sobra na mesa farta e terás cumprido o dever da solidariedade humana.
        Se o desastre feriu aqueles que te seguem de perto, não é imperioso te transformes em pessoa milagrosa.
        Coopera, de algum modo, com os teus braços amigos, para que os problemas sejam solucionados e revelar-te-ás em bom caminho.
        Se a maledicência amontoa espinheiros em torno da alheia reputação, ninguém espera sejas o advogado palavroso dos ausentes.
        Basta que faças algum silêncio ou que pronuncies uma frase caridosa e marcharás na senda de elevação.
        O Céu não reclama dos homens a santidade improvisada e nem exige que a criatura abandone hábitos seculares de um dia para outro.
        Aguarda, sim, a nossa migalha de boa vontade na redução dos variados enigmas da luta humana.
        Em verdade, grande é a dor que martiriza os corações vinculados à Terra...
        Realmente, a aflição é hoje problema generalizado, em todas as latitudes do Globo, mas, quando coração fizer alguma coisa, cada dia, pela vitória do bem, estaremos alcançando para o mundo inteiro a conquista da felicidade imortal."
(“Urgência”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

"RECLAMAÇÕES E QUEIXAS"

"Lenta, mas, sistematicamente, vai-se arraigando na personalidade do homem o hábito infeliz da queixa e da reclamação.
          Insubordinado, em razão da predominância dos próprios instintos agressivos, o indivíduo sempre encontra motivos para apresentar-se insatisfeito.
          Saúde ou doença, trabalho ou desemprego, alegria ou tristeza, calor ou frio, servem-lhe sempre de pretexto para queixar-se,  para reclamar.
          Instala-se, esse vício, fixando-se no comportamento, que se torna azedo e desagradável, ao tempo em que fomenta distonias íntimas, neuroses, abrindo campo para que se originem diversas enfermidades.
          O queixoso padece de hipertrofia da esperança e do otimismo.
          Atrai a desdita e sintoniza com a amargura, passando a sofrer aquilo de que aparenta desejar libertar-se.
          Para quem deseja encontrar, nunca faltam motivos de queixas e reclamações.
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          Estabelece, no teu cotidiano, o compromisso de solucionar dificuldades, ao invés de gera-las, ou complica-las quando se te apresentem.
          Silencia o queixoso, propondo-lhe fazer o melhor que lhe esteja ao alcance em detrimento do tempo perdido em reclamações.
          O azedume responde pela ideia malsã de tudo ver de forma negativa, engendrando mecanismos de falso martirológio.
          O queixoso, normalmente, gosta da indolência e se compraz no pessimismo.
          Põe sol e beleza nas tuas paisagens, passando de uma para outra área de ação sem o fardo do mau humor, efeito de algo desagradável que por acaso tenha-te acontecido na anterior.
          Quem sabe confiar e trabalha, sempre alcança a meta que busca."
(“Episódios diários”, Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)

domingo, 16 de junho de 2013

"APROVEITAMENTO"

"Guarda a vereda do juízo e conserva os caminhos dos seus santos." Pv. 2:8
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"Guarda as sendas dos sábios e não percas as veredas dos justos, porque são ricos de experiências em todas as direções da luz.
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Aproveita os exemplos de dignidade e jamais ficarás desamparado. Quem procura a estrada de Deus não erra o caminho do céu.
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O tempo é feito de explosões de movimentos na força da evolução.
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Ninguém pisa em espinhos por falta de avisos. Deus tem um campo avançado em todos os lugares para a orientação das criaturas. A liberdade que as almas possuem é que as distrai da boa caminhada.
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Aproveita os momentos que alguém te dedica na instrução e abraça oportunidades de te educares, que o lucro será todo teu. Se deixares para o amanhã o que puderes fazer hoje, estarás adiando a própria felicidade.
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Procura lembrar das boas orientações dos teus pais e utiliza esses exemplos na linguagem de cada dia e verás o quanto é bom praticar o bem. O desperdiçar vive sempre na carência.
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Conserva a tua mente na harmonia com a caridade, pois ela não somente salva, como nos prepara para aprendermos de forma mais adequada. O aproveitamento é tônica divina em todas as ocasiões.
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Quem sabe escolher o que fazer, vive em paz com a consciência. Foge das facilidades, essas estradas largas da perdição. Lembra que o esforço próprio é caminho estreito, mas de segurança comprovada.
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O proveito da vida depende da vida que levas e o exemplo que dás é decorrente do exemplo que escolhes. Se ainda as tuas ideias estão mescladas de dúvidas acerca do teu roteiro, consulta Jesus, o Juízo maior da Terra e, se o teu coração está sujeito às ilusões, procura o caminho do reino em que Ele mora."

(“Gotas de Fé”,  Carlos/João Nunes Maia)

sábado, 15 de junho de 2013

"RECLAMAR MENOS"

"Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles: porque esta é a lei e os profetas”. Jesus (Mateus, 7:12)


       "Para extinguir a cultura do ódio nas áreas do mundo, imaginemos como seria melhor a vida na Terra se todos cumpríssemos fielmente o compromisso de reclamar menos.
       Quantas vezes nos maltratamos, reciprocamente, tão-só por exigir que se realize, de certa forma, aquilo que os outros só conseguem fazer de outra maneira! De atritos mínimos, então partimos para atitudes extremas. Nessas circunstâncias costumamos recusar atenção e cortesia até mesmo àqueles a quem mais devemos consideração e amor; implantamos a animosidade onde a harmonia reinava antes; instalamos o pessimismo com a formulação de queixas desnecessárias ou criamos obstáculos onde as grandes realizações poderiam ter sido tão fáceis. Tudo porque não desistimos de reclamar — na maioria das ocasiões — por simples bagatelas.
       De modo geral, as reivindicações e desinteligências repontam, mais frequentemente, entre aqueles que a Sabedoria Divina reuniu com os mais altos objetivos na edificação do bem, seja no círculo doméstico, seja no grupo de serviço ou de ideal. Por isso, mesmos os conflitos e reprovações aparecem quase sempre no mundo, nas faixas de ação a que somos levados para ajudar e compreender. Censuras entre esposo e esposa, pais e filhos, irmãos e amigos. De pequenas brechas se desenvolvem os desastres morais que comprometem a vida comunitária: desentendimentos, rixas, perturbações e acusações.
       Dediquemos à solução do problema as nossas melhores forças, buscando esquecer-nos, de modo a sermos mais úteis aos que nos cercam, e estejamos convencidos de que a segurança e o êxito de quaisquer receitas de progresso e elevação solicitam de nós a justa fidelidade ao programa que a vida estabelece em toda parte, a favor de nós todos: reclamar menos e servir mais."
(“Segue-me!...”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
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sexta-feira, 14 de junho de 2013

"REINÍCIO"


       "Se te afastaste da seara do bem, é importante que te lembres:
       por mais ásperos te hajam sido os contratempos e os desenganos;
       por maiores que sejam os erros e as provações nos quais te precipitaste, nada te impede voltar ao trabalho do recomeço.
       Basta de dirijas para a porta do bem ao próximo e a Caridade te receberá de braços abertos."


(“Espera servindo”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

"CONCESSÔES DO SENHOR"

"O Senhor:
        Concede-nos as bênçãos da luz para que afastemos as angústias da treva.
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        Permite-nos as alegrias do amor a fim de que cessemos os conflitos do ódio.
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        Ensina-nos Suas Leis para que destruamos a ignorância.
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        Envolve-nos em dádivas do bem para que saibamos extinguir o mal.
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        Dá-nos prosperidade, avaliando-nos o espírito de serviço.
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        Auxilia-nos carinhosamente a fim de que auxiliemos os outros.
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        Confere-nos o máximo de energias em nosso benefício próprio para que algo façamos pelos
semelhantes.
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        Proporciona-nos o discernimento, observando se já sabemos auxiliar com amor.
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        Renova-nos os laços afetivos, verificando-nos o equilíbrio no plano dos sentimentos.
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        Felicita-nos com revelações queridas, pesando o quilate de nossa renovação necessária.
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        Mostra-nos paisagens do passado, estabelecendo a harmonia do presente.
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        Abre-nos o jardim das afeições, ajuizando de nosso comportamento no Amor Universal.
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        Cede-nos o júbilo da aproximação de alguns laços preciosos, analisando se já vivemos na
fraternal aproximação com todos.
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        Empresta-nos tempo para fixarmos as experiências proveitosas.
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        Enche-nos de bênçãos a fim de que saibamos abençoar.
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        Dota-nos com soberanas consolações, verificando se sabemos estendê-las aos outros.
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        Cerca-nos de benfeitores para que aprendamos a ciência de agradecer.
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        Concede-nos guias amorosos a fim de que orientemos retamente o próximo.
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        Dá-nos direitos para descobrirmos nossos deveres.
        Oferece-nos o roteiro do Evangelho para que nos elevemos aos montes da Eterna Luz!..."


(Nina Aroeira, na obra “UNIÃO EM JESUS”, de Francisco Cândido Xavier – Autores Diversos)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

"SABER VIVER"

"O Céu e o Inferno" – 1ª Parte – Cap. VII – Item 29

          "Toda Lei Divina revela serena imparcialidade. Fuga à irresponsabilidade não diminui o quadro de nossas obrigações.
          =Não adianta paralisares o teu relógio, porque as horas seguirão sempre, independentemente dele e de ti...
          =Toda transformação moral há de ser profunda. Mudanças aparentes não modificam o espírito para melhor.
          =O corte dos cabelos ou o uso do chapéu não te renovam os pensamentos no íntimo da cabeça...
          =Todo corpo há de ser governado pelo espírito. A rigor, a carne só é fraca quando reflete o ânimo indeciso.
          =Os sapatos aparentemente te conduzem os pés porque os teus pés os conduzem...
          =Todo empréstimo terrestre é passageiro. Imperioso desapegarmo-nos da matéria, desoprimindo o espírito.
          =Apenas dinheiro no bolso não te outorga a tranquilidade da consciência...
          =Toda pessoa para ser verdadeiramente feliz reclama trabalho. Mas somente o trabalho que serve ao bem de todos é alimento da Criação.
          =Algumas vezes encontramos irmãos nossos que se dizem cansados de trabalhar e acabam hospedados pela polícia.
          =Toda criatura tanto precisa de conhecimento quanto de bondade.
          =Nem só estudo e nem só benevolência libertam integralmente a alma.
          =Os óculos não te corrigem os defeitos da vontade e nem a vontade te corrige os defeitos da visão...
          =Todo coração necessita de amor. Urge discernir como se ama e como se é amado.
          =Os parasitos, decerto, agarram-se às próprias vítimas atendendo a impulsos de benquerer...
          =Toda existência tem objetivos específicos. A ação construtiva que surge para ser feita agora não deve ser adiada.
          =A tua carteira de identidade só vale para a presente encarnação...
          O Espiritismo ensinar-te-á como viver proveitosamente, em plenitude de alegria e de paz, ante o determinismo da evolução.
          Viver por viver todos vivem.
          O essencial é saber viver."
(André Luiz, na obra “Opinião Espírita”, Emmanuel e André Luiz/ Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)
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