terça-feira, 10 de novembro de 2015

"JESUS E DIFICULDADE"


“... Não se vos turbe o coração...”. JESUS (JOÃO, 14:27)

"Jesus nunca prometeu aos discípulos qualquer isenção de dificuldades, mas com freqüência reclamava-lhes o coração para a confiança.
No cenáculo, descerrando, afetuoso, o coração para os aprendizes, dentre muitas palavras de esperança e de amor, asseverou com firmeza: - “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.
Pacificava o ânimo dos companheiros timoratos, entre quatro paredes, sabendo que, em derredor, se agigantava a trama das sombras.
Lá fora, Judas era atraído aos conchavos da deserção; sacerdotes confabulavam com escribas e fariseus sobre o melhor processo de enganarem o povo, para que o povo pedisse a morte d’Ele; agentes do Sinédrio penetravam pequenos agrupamentos de rua açulando contra Ele as forças da opinião; perseguidores desencarnados excitavam o cérebro dos guardas que o deteriam no cárcere, e, quantos Lhe seguiam a atividade, regurgitando ódio gratuito, prelibavam-Lhe o suplício...
Jesus, percuciente, não desconhecia a conspiração das trevas...
Entretanto, lúcido e calmo, findo o entendimento com os irmãos de apostolado, dirige-se à oração no jardim, para, além da oração, confiar-se aos testemunhos supremos...
Não procures, assim fugir à luta que te afere o valor.
Aceita os desafios da senda, como quem se reconhece chamado a batalhar pela vitória do bem, com a obrigação permanente de extinguir o mal em nós mesmos.
E não apeles para o Senhor como advogado da fuga calculada ao dever.
Lembra o Mestre que a ninguém prometeu avenidas de sonho e horizontes azuis na Terra, mas, sim, convicto de que a tempestade das contradições humanas não poupariam nem a Ele próprio, advertiu-nos, sensatamente:
- “Não se vos turbe o coração”."

("Palavras de Vida Eterna", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

"NASCER DE NOVO"

"A debilidade moral enlaçada ao pessimismo faz-te considerar que "tudo está acabado". Refletes, chegando à conclusão falsa de que "nada podes agora realizar". Na amargura que aflora em tua alma turbilhonada, concluis que a " reencarnação está perdida". 

Anelarias por outra oportunidade, supondo haveres fracassado, desastradamente. O malogro parece-te irreversível e não dispões de outro recurso senão o desaire, ou, então, o desassisamento. Refaze anotações, reconsidera a posição mental, examina melhor a problemática do insucesso e perceberás que a experiência, normalmente é decorrência natural dos equívocos a que nos permitimos, transformando-se em lições de que nos não podemos esquecer. 

Olha em derredor: a tempestade destroçou tudo e o fantasma da desolação domina. Logo mais, porém, muda o clima, altera-se a paisagem, a vida ressurge, Mais além a terra está adusta pela inclemência do sol e o antigo campo, o abençoado pomar o rico jardim se transformaram em deserto crestado, solo infeliz. Modifica-se, no entanto, a condição climática, chuva generosa faz que tudo reverdeça e primavera ditosa restitui a beleza e a vida em toda parte. A lagarta adormece na terra imunda para ressurgir na alegre borboleta que plaina. A semente sucumbe no solo a fim de dar lugar ao arvoredo que triunfa acima do chão. O ramo de enxerto modifica a estrutura primitiva da planta ou a multiplica em plantas novas. 

Assim não obstante teus sofrimentos, insucessos, podes renascer para a alegria, tens o dever de nascer de novo, porquanto, luzindo a oportunidade, não te podes entregar a decepções injustificáveis nem a conclusões infelizes. Cada dia é bênção nova, cada minuto faculdade espontânea de crescimento. 

Ninguém há que esteja vencido senão quando abandona a luta. indispensável travar a batalha final que sempre ocorre no campo imenso do  próprio eu onde se refugiam inimigos soezes, que se disfarçam com as alcunhas de desânimo, egoísmo, orgulho, presunção, remorso, soberbia, quando não assumem expressões mais sórdidas e cruéis. 

Disse Jesus: "É necessário nascer de novo". Não adies, hoje, o teu renascimento moral, pensando já na próxima conjuntura carnal. A reencarnação vindoura será, sem dúvida, a continuação da reencarnação em que te encontras. Começa, agora, esse amanhã que anelas e envida todos os esforços para triunfar. 

Se Maria de Magdala pensasse com desânimo e tivesse sido vencida pelo medo não seria o exemplo da cristã decidida, que nos constitui modelo correto.

O Evangelho, assim, é precioso legado de homens e mulheres, que se tornaram heróis da fé e da renúncia após experimentarem todas as vicissitudes. Dize, então: "Recomeço a viver; estou nascendo de novo"."
("Celeiro de Bençãos", Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)

domingo, 8 de novembro de 2015

"MODO DE FAZER"

"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também
em Cristo Jesus”. - Paulo. (Filipenses, 2:5).


Todos fazem alguma coisa na vida humana, mas raros não voltam à carne para desfazer quanto fizeram.
Ainda mesmo a criatura ociosa, que passou o tempo entre a
inutilidade e a preguiça, é constrangida a tornar à luta, a fim de desintegrar a rede de inércia que teceu ao redor de si mesma.
Somente constrói, sem necessidade de reparação ou corrigenda,aquele que se inspira no padrão de Jesus para criar o bem.
Fazer algo em Cristo é fazer sempre o melhor para todos:
Sem expectativa de remuneração. Sem exigências. 
Sem mostrar-se. Sem exibir superioridade.
Sem tributos de reconhecimento. Sem perturbações.
Em todos os passos do Divino Mestre, vemo-lo na ação incessante,
em favor do indivíduo e da coletividade, sem prender-se.
Da carpintaria de Nazaré à cruz de Jerusalém, passa fazendo o bem,  sem outra paga além da alegria de estar executando a Vontade do Pai.
Exalta o vintém da viúva e louva a fortuna de Zaqueu, com a mesma serenidade.
Conversa amorosamente com algumas criancinhas e multiplica o pão para milhares de pessoas, sem alterar-se.
Reergue Lázaro do sepulcro e caminha para o cárcere,  com a atenção centralizada nos Desígnios Celestes.
Não te esqueças de agir para a felicidade comum, na linha infinita dos teus dias e das tuas horas. Todavia, para que a ilusão te não imponha o fel do desencanto ou da soledade, ajuda a todos, indistintamente, conservando, acima de tudo, a glória de ser útil, "de modo que haja em nós o mesmo sentimento que vive em Jesus -Cristo".


("Fonte Viva", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sábado, 7 de novembro de 2015

"SÊ BOM"

"Sê bom sempre.
       Não te exasperes com quem necessita de ti.
       Escuta, com paciência, a queixa de quem costuma se repetir de maneira enfadonha.
       Não há quem meça a angústia da alma que sofre.
       Não te insensibilizes diante de quem se humilha, expondo-te as suas fraquezas.
       Nem tomes à conta de desequilíbrio a atitude daquele que se encoraja a se te revelar.
       Quem não trará estigmas que intenta ocultar à alheia percepção?
       Milhares de criaturas que renteiam contigo choram às escondidas, e é possível que sejas uma delas.
       O que, em ti, não te escandaliza, por que haveria de te escandalizar nos outros?
       Levanta o caído e te levantarás com ele.
       A bondade não formula indagações descabidas e não pede contas a quem auxilia.
       O único juízo que jamais se equivoca em relação ao próximo é o do amor."

(“Dias melhores”, Irmão José/Carlos A. Baccelli)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

"SUA PEQUENA DÁDIVA"

       "Meu amigo, experimente acender uma lâmpada, por mais singela que seja, onde vija a escuridade e verá que, repentinamente, o ambiente se converterá num dia de claridade.
       Quando puder, ponha sob a terra passiva uma semente de flor e, onde a devastação tomara conta, você formará jardins e pomares.
       Busque colocar uma gota d’água onde impere a aridez e verá a terra revolvida, trabalhada, transformada, produzindo vida pela força da vitalidade saída de sua mão.
       Quando estiver diante de algum coração sofredor, aquele que padece a decepção, a enfermidade, a perseguição, a orfandade, o abandono de qualquer teor, destile-lhe, no imo do ser, a sua mensagem fraterna, fale-lhe que a vida é um estuário de oportunidades belas que não se deve releixar. Insufle-lhe todas as lições que já aprendeu ao longo da sua trajetória, de um para outro momento, mas fale-lhe de Deus, do amor, da vida abençoada.
       Acenda alegria nos corações lúgubres, desenvolva sensibilidade nas almas semi-endurecidas; afabilidade e atenção nas criaturas ásperas; as letras e a meditação na cabeça vazia e ponha a enxada nas mãos ociosas, e você verá, meu irmão, que dentro de muito pouco tempo, a Terra se converterá numa fulgurante Oficina do Bem, e o trabalho se transfará na ensancha de crescimento e de libertação para todos, a partir do gesto simples e da providência humilde que partiram de você."

(Joanes, na  obra "Nossas Riquezas Maiores”, Diversos Espíritos/J. Raul Teixeira)

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

"AUTO CRÍTICA"



"O milagre é invenção da gramática para efeito linguístico, pois na realidade somos arquitetos do próprio destino.
Se algum erro de cálculo existe na construção de nossas existências, o culpado somos nós mesmos.
Todos caminhamos suscetíveis de errar, todos já erramos bastante e todos ainda erraremos necessariamente para aprender a acertar; contudo, nenhum de nós deve persistir no erro, porquanto incorreríamos na abolição do raciocínio que nos constitui a maior conquista espiritual.
No reconhecimento da falibilidade que nos caracteriza, se não é lícito reprovar a ninguém, não será justo cultivar a indulgência para conosco; e se nos cabe perdoar incondicionalmente aos outros, não se deve adiar a severidade para com as próprias faltas.
Portanto, para acertar, não devemos fugir ao "conhece-te a ti mesmo", que principia na intimidade da alma, com o esforço da vigilância interior.
Esse trabalho analítico de dentro e para dentro nasce da humildade e da intenção de acertar com o bem, demonstrando para nós próprios o exato valor de nossas possibilidades em qualquer manifestação.
Autocrítica sim e sempre...
Podão da sensatez - apara os supérfluos da fantasia.
Balança do comportamento - sopesa todos os nossos atos.
Lima da verdade - dissipa a ilusão.
Metro moral - define o tamanho de nosso discernimento.
Espelho da consciência - reflete a fisionomia da alma.
Em todas as expressões pessoais, é possível errarmos para mais ou para menos.
Quem não avança na estrada do equilíbrio que somente a autocrítica delimita com segurança, resvala facilmente na impropriedade ou no excesso, perdendo a linha das proporções.
Com a autocrítica, lisonja e censura, elogio e sarcasmo deixam de ser perigos destruidores, de vez que a mente provida de semelhante luz, acolhe-se ao bom senso e à conformidade, evitando a audácia exagerada de quem tenta galgar as nuvens sem asas e o receio enfermiço de quem não dá um passo, temendo anular-se, ao mesmo tempo que amplia as correntes de cooperação e simpatia, em derredor de si mesma, por usar os recursos de que dispõe na medida certa do bem, sob a qual, a compaixão não piora o necessitado e a caridade não humilha quem sofre.
Sê fiscal de ti mesmo para que não te levantes por verdugo dos outros e, reparando os próprios atos, vive hoje a posição do juiz de ti próprio, a fim de que amanhã, não amargues a tortura do réu."
 ("Opinião Espírita", Emmanuel e André Luiz/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

"AMANDO SEMPRE"

"Plasma a obra que vieste realizar entre os homens, enquanto o apoio do tempo te favorece.
       Suporta com paciência as vicissitudes da estrada e aceita, nas circunstâncias difíceis, a justiça da vida que volta a pedir-te contas.
       Na tarefa mais obscura, apõe o selo da bondade e, na conversação mais simples, modela a palavra luminosa do entendimento.
       Abraça em cada pessoa que te cruze o caminho, alguém que te leve mais longe a mensagem de auxílio, e, em cada página, por mais pequenina, que te registre o pensamento, grava o amor puro que te verte do ser.
       Observa o relógio impassível.
       Minuto marcado é valor que não torna.
       Terás, sim, outros minutos, mas em novo dia, em novo problema, em nova situação e em nova paisagem...
       Toda criatura terrestre, embora não perceba, vive a despedir-se do mundo, pouco a pouco, despachando, cada dia, com os próprios atos, a bagagem que encontrará na estação de destino.
       Use, desse modo, as forças que Deus te empresta, na construção do bem, porque, amanhã, quando a morte chegar, compreenderás, por fim, que tudo quanto fizeste aos outros a ti mesmo fizeste."




(“Ideal Espírita”, Meimei/ Francisco Cândido Xavier)