sábado, 7 de junho de 2014

"EXAMINANDO A RIQUEZA"

"Valores corretamente distribuídos definem o bem comum.
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        Recursos aplicados com amor exprimem solidariedade e beneficência.
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        Suor entesourado no templo doméstico, a expressar-se em forma de higiene e sobriedade, elevação e conforto constitui aquela dignidade de viver, acessível a todos os corações que se levantam na consciência reta para o culto do bem a cada dia.
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        Para semelhantes misteres confia o Senhor aos homens variadas tarefas, nos setores da administração e da responsabilidade, seja nos fastos da vida pública ou na comunhão doce do lar.
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        Entretanto, se a propriedade a título precário, segundo as Leis Divinas, que outorgam ao espírito encarnado a condição de usofrutuário dos bens do mundo, é sempre respeitável, tornar-se imperioso considerar que toda a acumulação inútil dos recursos da Terra, sem proveito para as criaturas irmãs, demonstra avareza, a exprimir-se por perigosa enfermidade da alma.
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        Todo valor da vida é precioso, quando em circulação a benefício da própria vida, verdade cristalina que vemos na água pura a converter-se em corrente enfermiça, quando no cárcere do poço, sem utilidade para ninguém, e no sangue robusto que, na parada súbita, determina o desastre orgânico.
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        Façamos do serviço incessante o nosso maior tesouro, de  vez que as calamidades da sovinice são toleradas no mundo para corrigir com amargas desilusões aqueles que a cultivam, de vez que os ricos ociosos e avarentos e os pobres inertes e revoltados, perante a Lei, acusam peso análogo na balança da evolução.
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        Só o trabalho é fonte de riqueza imperecível e somente a educação é luz a nortear-lhe os movimentos para mais altos destinos.
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        Aprendamos a servir, aperfeiçoando-nos, e traremos conosco, no coração, e no cérebro, a paz e o amor que representam, em nossas almas, o incorruptível patrimônio de Deus."

(”NÓS”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"FORÇA DIVINA"


       "Escutaste a palavra áspera do irmão mais querido. Entretanto, porque perseveraste nas tarefas do bem, teus ouvidos registraram frases de consolo e amizade.
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       Percebeste a ingratidão, quando mais te esforçavas para ajudar. Contudo, porque prosseguiste no auxílio ao próximo, amigos juncaram-te os passos de bênçãos e flores.
-x-
       Sofreste a deserção de companheiros íntimos.
       No entanto, porque continuaste a servir, centenas de mãos estenderam-se a ti, disputando a oportunidade de amparar-te no caminho.
-x-
       Amargaste a solidão na hora mais difícil. Todavia, porque procuraste o tugúrio dos que sofrem, anotaste a lembrança de teu nome em inúmeras preces, louvando-te a presença de amor.
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       Experimentaste a punhalada de ódio. No entanto, porque acendeste a chama do perdão, afogaste, no nascedouro, mágoas e angústias.
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       Padeceste o espinho da indiferença. Contudo, porque sustentaste, nos olhos, o orvalho da ternura, transformaste as pedras do desprezo em flores de entendimento.
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       Recebeste o látego da calúnia. Entretanto, porque ergueste a tolerância por bandeira de tuas lutas, desfizeste incontáveis barreiras em corações empedernidos.
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       Não descreias nunca da força divina do amor.

       Perante aqueles que te trazem sofrimento e aflição, segue compreendendo e servindo, na certeza de que a noite tempestuosa que agora te oprime o peito combalido, amanhã cederá lugar aos horizontes nimbados de luz."

(“Decisão”, André Luiz/Antônio Baduy Filho)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

"NOTAS DE BEM VIVER"

 

"Por maiores sejam os obstáculos, procura doar o melhor de ti, na execução das tarefas que te cabem.
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Se erraste, recomeça.
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Se caíres, pensa em tua condição de criatura humana, reajusta as próprias emoções e reergue-te para caminhar adiante.
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Desânimo, em muitos casos, é a ausência de aceitação do que ainda somos, ante a pressa de ser o que outros, pelo esforço próprio nas estradas do tempo, já conseguem ser.
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Coragem é a força que nasce da nossa própria disposição de aprender e de servir.
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Não te ausentes dos próprios encargos.
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Dever cumprido é passaporte ao direito que anseias usufruir.
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Não acredites em felicidade no campo íntimo, sem o teu próprio trabalho para construí-la.
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Toda realização nobre se levanta na base da perseverança no bem.
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Compadece-te dos que, porventura, te firam e, ao recordá-lo, exerce a bondade sem ressentimento.
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Não exijas de ninguém a obrigação de seguir-te os modelos de vida e pensamento.
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Protege as crianças, tanto quanto se te faça possível, mas não te tortures, ante a escolha dos adultos que esperam de ti o respeito às experiências deles, tanto quanto reclamas o acatamento alheio para com as tuas.
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Distribui otimismo e simpatia.
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Irritação não edifica.
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Não percas tempo com lamentações inúteis, reconhecendo que há sempre alguém a quem podes beneficiar com essa ou aquela migalha de apoio e generosidade.
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Deixa algum sinal de alegria onde passes.
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Quando os problemas do cotidiano se te façam difíceis, ao invés de inconformação ou de azedume, usa a paciência.
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Sempre que necessário, empenha-te a ouvir esse ou aquele assunto, com mais atenção para que possas compreender isso ou aquilo com mais segurança.
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Lembra-te de que falando ou silenciando, sempre é possível fazer algum bem.
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Grande entendimento demonstra a criatura que vive a própria vida do melhor modo que se faça possível, concedendo aos outros o dom de viverem a vida que lhes é própria, como melhor lhes pareça."
("Atenção", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

"GUARDE CERTEZA"

"O ato de rebeldia e dureza, antes de manifestar-se em maligna agitação, transforma o templo da alma em foco de lixo vibratório.
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       A palavra precipitada e ferina, antes de ferir o ouvido alheio, entenebrece os processos mentais do seu autor, com a sombra da invigilância.
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       A queixa, embora aparentemente justa, antes de parasitar o equilíbrio do próximo, vicia as intenções mais íntimas do seu portador.
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       A posição estagnada e orgulhosa, antes de acabrunhar o interlocutor, cristaliza as possibilidades de atualização e aperfeiçoamento de quem a manifesta.
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       O hábito lamentável, superficialmente comum, antes de sugerir a trilha da frustração ao vizinho, aprisiona quem o cultiva em malhas invisíveis de lodo e sombra.
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       A repetição deliberada de um erro, antes de dilapidar a reputação do delinquente, intoxica-lhe a vontade e solapa-lhe a segurança.
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       A grande ação delituosa, antes de exteriorizar-se para o conhecimento de todos, é precedida por pequenas ações infelizes, ocultas nos propósitos escusos daquele que a perpetra.
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       O desculpismo improcedente, antes de ser vã tentativa de iludir os outros, constitui a realização efetiva da ilusão naquele que o promove.
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       Antes de agirmos, mentalizamos a ação.
       Antes de atuarmos na vida exterior, atuamos em nossa vida profunda.
       Antes de sermos bons ou maus para todos, somos bons ou maus para nós mesmos.
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       Guarde certeza dessas realidades.
       Antes de colher o sorriso da felicidade que esperamos através dos outros, é preciso vivermos o bem desinteressado  puro que fará felizes aqueles que nos farão felizes por nossa vez."
(André Luiz (Waldo Vieira), na obra “Estude e Viva”, de Emmanuel e André Luiz/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

terça-feira, 3 de junho de 2014

"ORVALHO DE INTELIGÊNCIA"

"O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar. "Pv. 21, v. 25

       "O homem inteligente não deixa as mãos desocupadas, oriente os pés e capacita o raciocínio com a força do bem, no tocante à criação das ideias que valorizam a alma. Isso tudo é trabalho digno, rumo à Luz.
       A alma que se compraz na inércia, não para de visualizar as coisas mas não produz o calor suficiente para fazer a energia mental agir. Por isso, nunca as possui, gastando o tempo somente em pensar nelas, sem dar oportunidade ao trabalho.
       Deixa cair, no teu entendimento, o orvalho dos pensamentos, a chuva das teorias, mas que seja nas horas de descanso. No momento do trabalho não percas tempo, realiza, porque ele é o testemunho dos teus pensamentos e das tuas inventivas. Quem não labora, não pode viver bem.
       Mostra, ao mundo, quem és e o que vieste fazer nele. O cartão dos teus exemplos espelha a tua identidade.
       A preguiça te iguala aos preguiçosos e o trabalho te une aos operários da vida.
       Sê inteligente onde foste chamado para servir. Usando o raciocínio, poderás produzir mais, pois, nesse clima, em vez de somente cumprires o teu dever, estarás sendo misericordioso, grato e, acima de tudo, amando a quem te deu oportunidade de participar do progresso."
(“Gotas de Luz”, Carlos/ João Nunes Maia)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

"DOENÇAS"

        "Qualquer equipamento de uso sofre os efeitos do tempo, o desgaste dos serviços, os desajustamentos, caminhando para a superação, o abandono.
        O que hoje é de relevante importância,  amanhã encontra-se ultrapassado, e assim, sucessivamente.
        O corpo humano, da mesma forma, não pode permanecer indene às injunções naturais da sua aplicação e das finalidades a que se destina.
        Elaborado pelos atos pretéritos, é resistente ou frágil, conforme o material com que foi constituído em razão dos valores pertinentes a cada ser.
        Muito justo, portanto, que enferme, se estropie, se desgaste e morra.
        Transitório, em razão da própria função, é, todavia, abençoado instrumento do progresso para o Espírito na sua marcha ascensional.
*
        Chamado à reflexão, por esta ou aquela enfermidade, mantém-te sereno.
        Vitimado por uma ou outra mutilação, aprofunda o exame dos teus valores íntimos e busca retirar da experiência as vantagens indispensáveis.
        Surpreendido pelos distúrbios da roupagem física ou da tecelagem no sistema eletrônico do psiquismo, tenta controlá-los e, mesmo lutando pela recuperação, mantém-te confiante.
*
        Não te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.
        Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da situação. E se fores atingido na área da razão, desde hoje entrega-te a Deus e confia nEle.
        A doença faz parte do processo normal da vida, como parcela integrante do fenômeno da saúde."

(“Episódios Diários”, Joanna de Ângelis/ Divaldo Pereira Franco)

domingo, 1 de junho de 2014

"RESPOSTAS DOS ESPÍRITOS A ALGUMAS PERGUNTAS SOBRE AS MANIFESTAÇÕES"



= "Revista Espírita", Janeiro de 1858 =

"P. Como os Espíritos podem agir sobre a matéria? Isso parece contrário a todas as idéias, que fazemos, da natureza dos Espíritos.
R. "Segundo vós, o Espírito não é nada, é um erro; já o dissemos, o Espírito é alguma coisa, e é por isso que ele pode agir por si mesmo; mas vosso mundo é muito grosseiro para que possa fazê-lo sem intermediário, quer dizer, sem o laço que une o Espírito à matéria."
Observações. O laço que une o Espírito à matéria, não sendo, ele mesmo, senão imaterial, pelo menos impalpável, essa resposta não resolveria a questão, se não tivéssemos exemplo de forças igualmente inapreciáveis agindo sobre a matéria: é assim que o pensamento é a causa primeira de todos os nossos movimentos voluntários; que a eletricidade tomba, eleva e transporta massas inertes. Do fato de que se conheça o motor, seria ilógico concluir que ele não existe. O Espírito pode, pois, ter alavancas que nos são desconhecidas; a Natureza nos prova, todos os dias, que sua força não se detém no testemunho dos sentidos. Nos fenômenos espíritas, a causa imediata é, sem contradição, um agente físico; mas, a causa primeira é uma inteligência que age sobre esse agente, como nosso pensamento age sobre
os nossos membros. Quando queremos bater, é nosso braço que age, não é o pensamento que bate: ele dirige o braço.

P. Entre os Espíritos que produzem efeitos materiais, os que se chamam de batedores formam uma categoria especial, ou são os mesmos que produzem os movimentos e os ruídos?
R. "O mesmo Espírito pode, certamente, produzir efeitos muito diferentes, mas há os que se ocupam, mais particularmente, de certas coisas, como, entre vós, tendes os ferreiros e os que fazem trabalhos pesados."

P. O Espírito que age sobre os corpos sólidos, seja para movê-los, seja para bater, está na própria substância do corpo, ou fora dessa substância?
R. "Um e outro; dissemos que a matéria não é um obstáculo para os Espíritos; eles penetram tudo."

P. As manifestações materiais, tais como os ruídos, o movimento dos objetos e todos esses fenômenos que, freqüentemente, se compraz provocar, são produzidos, indistintamente, por Espíritos superiores e por Espíritos inferiores?
R. "Não são senão Espíritos inferiores que se ocupam dessas coisas. Os Espíritos superiores, algumas vezes, deles se servem como tu farias com um carregador, a fim de levar a escutá-los.
Podes crer que os Espíritos, de uma ordem superior, estejam às vossas ordens para vos divertir com pasquinagens? É como se perguntásseis se, em todo mundo, os homens sábios e
sérios são os malabaristas e os bufões."
Nota. Os Espíritos que se revelam por efeitos materiais são, em geral, de ordem inferior. Eles divertem ou assustam aqueles para quem o espetáculo dos olhos tem mais atrativos do que o exercício da inteligência; são, de alguma sorte, os saltimbancos do mundo espírita. Agem, algumas vezes, espontaneamente; outras vezes, por ordem de Espíritos superiores.
Se as comunicações dos Espíritos superiores oferecem um interesse mais sério, as manifestações físicas têm, igualmente, sua utilidade para o observador; elas nos revelam forças desconhecidas na Natureza, e nos dão o meio de estudar o caráter, e, se podemos assim nos exprimir, os costumes de todas as classes da população espírita.

P. Como provar que a força oculta, que age nas manifestações espíritas, está fora do homem? Não se poderia pensar que ela reside nele mesmo, quer dizer, que age sob o impulso do seu próprio Espírito?
R. ."Quando uma coisa ocorre contra a tua vontade e teu desejo, é certo que não fostes tu quem a produziu; mas, freqüentemente, és a alavanca da qual o Espírito se serve para agir, e tua vontade lhe vem em ajuda: podes ser um instrumento mais ou menos cômodo para ele."
Nota. É, sobretudo, nas comunicações inteligentes que a intervenção de uma força estranha se torna patente. Quando essas comunicações são espontâneas e fora do nosso pensamento e do nosso controle, quando respondem a perguntas cuja solução é desconhecida dos assistentes, é preciso procurar-lhe a causa fora de nós. Isso se torna evidente para quem observe os fatos com atenção e perseverança; as nuanças de detalhes escapam ao observador superficial.

P. Todos os Espíritos estão aptos para dar manifestações inteligentes?
R. "Sim, uma vez que todos os Espíritos são inteligências; mas, como os há de todas as categorias, tal como entre vós, uns dizem coisas insignificantes ou estúpidas, os outros coisas sensatas."

P. Todos os Espíritos estão aptos a compreender as questões que se lhes coloquem?
R. "Não; os Espíritos inferiores são incapazes de compreender certas questões, o que não lhes impede de responderem bem ou mal; é ainda como entre vós."
Nota. Vê-se, por aí, o quanto é essencial colocar-se em guarda contra a crença no saber indefinido dos Espíritos. Ocorre, com eles, como com os homens; não basta interrogar ao primeiro que se encontra para ter uma resposta sensata, é preciso saber a quem se dirige.
Quem quer conhecer os costumes de um povo, deve estudá-lo desde o baixo até o ápice da escala; não ver senão uma classe, é fazer dele uma idéia falsa, se se julga o todo pela parte.
O povo dos Espíritos é como os nossos, há de tudo, do bom, do mau, do sublime, do trivial, do saber e da ignorância. Quem não o observou, como filósofo, em todos os graus não pode se gabar de conhecê-lo. As manifestações físicas nos fazem conhecer os Espíritos de baixo estágio; é a rua e a cabana. As comunicações instrutivas e sábias nos colocam em relação com os Espíritos elevados; é a elite da sociedade: o castelo, o instituto."