sábado, 7 de dezembro de 2013
"SE VOCÊ FIZER FORÇA"
Cap. XXVII — Item 8 — “O Evangelho segundo o Espiritismo"
"Diz você que não pode respirar o clima de luta na experiência doméstica; entretanto, se fizer força no cultivo da renúncia santificante, fará da própria casa um refúgio de amor.
Diz você que não mais suporta o amigo desajustado, mas, se fizer força, no exercício da tolerância, é possível consiga convertê-lo amanhã em colaborador ideal.
Diz você experimentar imenso cansaço, diante do chefe atrabiliário e inconsequente; contudo, se fizer força, sustentando a paciência, obterá nele, ainda hoje, um amigo fiel.
Diz você que não adiante ensinar o bem; no entanto, se fizer força para exemplificar o que ensina, atingirá realizações de valor inimaginável.
Diz você que se nota assaltado por enorme desânimo na pregação construtiva; entretanto, se fizer força na sementeira da educação, transfigurará o seu verbo em facho de luz.
Diz você estar desistindo da caridade, ante os golpes da ingratidão, mas, se fizer força para prosseguir, ajudando sem exigência, surpreenderá na caridade a perfeita alegria.
Diz você que está doente e nada consegue de nobre e útil; no entanto, se fizer força para superar as próprias deficiências, vencerá a enfermidade, avançando em serviço e merecimento.
Diz você que a conversação já lhe esgotou a reserva nervosa e dispõe-se à retirada para o repouso justo; contudo, se fizer força para continuar atendendo aos ouvintes, olvidando a própria fadiga, ninguém pode prever a extensão da colheita de bênçãos que virá da sua plantação de gentileza e bondade.
O grande bem de todos é feito nos pequenos sacrifícios de cada um.
E se fizermos força para viver, segundo os bons conselhos que articulamos para uso dos outros, em breve tempo transformaremos a Terra em luminoso caminho para a glória real."
(André Luiz, na obra “O Espírito da Verdade”, Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
"PROCESSOS OBSESSIVOS"
"Afirmamos que os processos obsessivos são meticulosamente planejados e que,
na
trama dos acontecimentos humanos, sempre há a acção das mentes desencarnadas; a
que protegem e guiam a Humanidade, como aquelas que conspiram contra o bem estar
do homem. Não restam dúvidas quanto à vitória final dos construtores dos povos e
do homem integral, pela vinculação mantida com a Divindade que os inspira e, a
seu turno, os conduz.
Os outros, os que ainda se estribam na violência, recebem, igualmente, os
nobres impulsos para a perfeição, demorando-se nos propósitos inferiores,
enquanto lapidam as arestas e adquirem as experiências da razão e da intuição,
liberando-se das altas cargas das sensações e paixões animalizantes, que os
asselvajam.
Lamentável é a falta de siso dos espiritualistas e geral e de alguns
espiritistas em particular, porque, informados da sobrevivência fio Espírito ao
túmulo, bem como da sua preexistência ao berço e das naturais interferências que
consegue nas actividades humanas, não se consciencializam em definitivo,
assumindo uma atitude mental e moral que os precate, os imunize contra a
agressão desses infelizes espirituais, cuja psicosfera que produzem de par com
as emanações dos seus obsessos, gera a poluição mental que vem vitimando milhões
de incautos em trânsito pelo mundo.
Nos seus variados processos- de perseguição, utilizam-se das horas do repouso
físico aos seus desafectos do passado ou antagonistas do presente, a fim de os
surpreenderem, no parcial desdobramento pelo sono, atemorizando-os, quando não
os conseguem conduzir aos antros de sombra onde vivem, exaurindo-lhes as
resistências pela insidiosa e constante vigilância, mediante absorção
vampirizante, com que impossibilitam o repouso necessário ao equilíbrio físico e
à harmonia mental.
Aparecem-lhes com aspecto pavoroso, assumindo personificações bizarras de
demónios com figurações além das mais férteis imaginações, produzem hipnoses de
profundidade, instalam matrizes nos centros cerebrais - onde se encontram os
registros psíquicos das dívidas e erros -, que desconectam a pouco e pouco,
mediante pertinaz perseverança...
...E os pesadelos atormentam os futuros obsessos, infligindo-lhes pavores à
hora do sono. desanimando-os nos processos de paz.
Somente as acções da beneficência, a vigilância nos actos morais, a prece ungida
de fervor constituem antídotos a tais estratégias do mal, por situarem o
espírito que se enobrece em faixa vibratória superior, inacessível às suas
interferências, proporcionando uma sintonia com as mentes engrandecidas dos
Instrutores e Guardiães da criatura humana.
Enquanto não se consiga uma conscientização geral, através da educação
espiritual do ser, feita nas bases e métodos da razão, do esclarecimento e do
amor, a Terra e a sua quase totalidade de habitantes sofrerão os revezes da
própria incúria. até quando ao Senhor aprouver mudar as estruturas vigentes
através de metodologias outras que nos escapam ao entendimento."
("Calvário da Libertação", Victor Hugo/ Divaldo Franco)
trama dos acontecimentos humanos, sempre há a acção das mentes desencarnadas; a
que protegem e guiam a Humanidade, como aquelas que conspiram contra o bem estar
do homem. Não restam dúvidas quanto à vitória final dos construtores dos povos e
do homem integral, pela vinculação mantida com a Divindade que os inspira e, a
seu turno, os conduz.
Os outros, os que ainda se estribam na violência, recebem, igualmente, os
nobres impulsos para a perfeição, demorando-se nos propósitos inferiores,
enquanto lapidam as arestas e adquirem as experiências da razão e da intuição,
liberando-se das altas cargas das sensações e paixões animalizantes, que os
asselvajam.
Lamentável é a falta de siso dos espiritualistas e geral e de alguns
espiritistas em particular, porque, informados da sobrevivência fio Espírito ao
túmulo, bem como da sua preexistência ao berço e das naturais interferências que
consegue nas actividades humanas, não se consciencializam em definitivo,
assumindo uma atitude mental e moral que os precate, os imunize contra a
agressão desses infelizes espirituais, cuja psicosfera que produzem de par com
as emanações dos seus obsessos, gera a poluição mental que vem vitimando milhões
de incautos em trânsito pelo mundo.
Nos seus variados processos- de perseguição, utilizam-se das horas do repouso
físico aos seus desafectos do passado ou antagonistas do presente, a fim de os
surpreenderem, no parcial desdobramento pelo sono, atemorizando-os, quando não
os conseguem conduzir aos antros de sombra onde vivem, exaurindo-lhes as
resistências pela insidiosa e constante vigilância, mediante absorção
vampirizante, com que impossibilitam o repouso necessário ao equilíbrio físico e
à harmonia mental.
Aparecem-lhes com aspecto pavoroso, assumindo personificações bizarras de
demónios com figurações além das mais férteis imaginações, produzem hipnoses de
profundidade, instalam matrizes nos centros cerebrais - onde se encontram os
registros psíquicos das dívidas e erros -, que desconectam a pouco e pouco,
mediante pertinaz perseverança...
...E os pesadelos atormentam os futuros obsessos, infligindo-lhes pavores à
hora do sono. desanimando-os nos processos de paz.
Somente as acções da beneficência, a vigilância nos actos morais, a prece ungida
de fervor constituem antídotos a tais estratégias do mal, por situarem o
espírito que se enobrece em faixa vibratória superior, inacessível às suas
interferências, proporcionando uma sintonia com as mentes engrandecidas dos
Instrutores e Guardiães da criatura humana.
Enquanto não se consiga uma conscientização geral, através da educação
espiritual do ser, feita nas bases e métodos da razão, do esclarecimento e do
amor, a Terra e a sua quase totalidade de habitantes sofrerão os revezes da
própria incúria. até quando ao Senhor aprouver mudar as estruturas vigentes
através de metodologias outras que nos escapam ao entendimento."
("Calvário da Libertação", Victor Hugo/ Divaldo Franco)
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
"POEMA DA DISCIPLINA"
"Ao homem triste que se rebelara
Contra as imposições da disciplina
Deus permitiu que ele pudesse
Escutar, de surpresa,
As notas e lições da natureza,
No âmbito de sala pequenina.
Contrariando as queixas que lhe ouvira,
Disse-lhe a grande mesa:
Eu fui, aos ares livres da floresta,
Um palácio vibrante em júbilos de festa,
Entre ninhos e pássaros cantores!
Que música de paz!. . . Que beleza de flores!. . .
Veio, porém, um dia,
Um homem de machado. . .
Decepou-me sem dó!. . .
E depois de entregar-me à serraria,
Onde amarguei desprezo, lama e pó,
Vendeu-me para outro companheiro. . .
Era um singelo carpinteiro
Que me malhou durante muitas horas,
Para que eu seja a mesa em que te escoras!. . .
O mármore do piso
Exclamou de improviso:
Adorava meu berço em formosa montanha!. . .
A minha independência era tamanha
Que não sei descrever!. . .
Descendente de lindas pedras raras,
Formamo-nos em séculos de luta. . .
Um homem, certa vez, descobriu-nos a gruta,
Separou-me dos meus,
À força me arrastou sobre os seus próprios passos,
Conduziu-me à oficina,
Fez-me em vários pedaços. . .
Depois disso, vim eu, de revés em revés,
Até fazer-me de escravo e servir aos teus pés. . .
A lâmpada informou sem pretensão:
A fim de combater a escuridão
E doar-me em vida e luz,
Sem o menor desvio,
É necessário que me ajuste ao fio
Que me guarda e conduz!. . .
Um belo jarro à frente,
Esclareceu humildemente:
Fui um bloco de argila,
Sossegado e feliz numa gleba tranqüila!. . .
Quando fazia sol
Adorava mirar as borboletas
E sentir os perfumes
De próximo jardim. . .
E, à noite, admirava os vagalumes
Que acendiam lanterna para mim. . .
No entanto, certa feita,
Valente caçador de barro fino
Arrancou-me do lar e mudou-me o destino. . .
A calor desumano, em fúria desumana,
Que enlouquece e que arrasa,
Mumificou-me em fria porcelana
Para enfeitar-te a casa!. . .
Nisso, falou antiga porta:
Nunca pude viver como quisera,
Devo permanecer em todo o instante, à espera
De ordenações e impulsos que me dás. . .
A fim de resguardar-te os bens e garantir-te a paz,
Protegendo-te a vida,
Cabe-me obedecer e sempre obedecer
Para cumprir contigo o meu próprio dever!. . .
Houve silêncio e o homem transformado
Fitou, lá fora, o chão recentemente arado,
Depois ergueu o olhar para os astros distantes
E exclamou para os céus,
Em êxtase profundo:
Sê bendito, Senhor,
Pela escola do mundo!. . .
Tudo o que serve, apoia, aprimora e ilumina,
Tudo o que a evolução entesoura e contém,
Vejo agora na luz da disciplina!. . .
Ajuda-me a servir no infinito bem!. . .
Valoriza, Senhor, os dias meus
E por tudo que a vida me oferece
Seja no Dom da fé por benção que me aquece,
Ou na fonte do amor que me renova e ensina,
Obrigado, meu Deus!. . .
("Encontro de Paz", Maria Dolores/Francisco Cândido Xavier)
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
"NATAL DE AÇÃO"
"Quando Jesus nasceu, os valores éticos haviam sido
substituídos pelo hegemonia da força, que dominava, gerando aflições em toda
parte.
Os
direitos humanos, desprezados, permitiam que a criatura valesse menos que um
animal de carga, animais a que se viam reduzidos os que tombavam nas armadilhas
da astúcia, da delinquência e da guerra.
O
mundo era um burgo do Império Romano, que se estendia praticamente por toda a
Terra conhecida.
-x-
Jesus
chegou e modificou as estruturas do comportamento social, criando um conceito
surpreendente da vida, que deu margem ao surgimento do homem
integral.
Estabeleceu a ética do amor, fundamentada no dever e na
disciplina, demonstrando que o poder da força nada logra, senão amontoar
cadáveres e deixar rastros de destruição...
Comprovando a anterioridade do ser ao corpo e a sua
sobrevivência à morte, edificou um reino nos corações, capaz de resistir a todas
as conjunturas.
Seu
verbo, sustentado pelo combustível do exemplo, penetrava nos ouvintes como uma
luz que jamais se apagaria, traçando rotas de segurança para todo o
sempre.
Quem
O ouvisse não permaneceria indiferente: amava-O ou
detestava-O.
Arrebatou multidões que se sucederam, espraiando pelos
quadrantes do globo terrestre uma onda de esperança.
-x-
É
verdade que as circunstâncias e as ocorrências atuais são mui semelhantes
àquelas, as do Seu tempo.
Ao
lado das conquistas tecnológicas surgem os decepcionantes resultados éticos, na
vastidão da miséria moral, social e econômica que consome as
criaturas...
Todavia, nunca foi tão marcante a presença de Jesus, no
mundo, quanto agora.
-x-
Descrucificado, Ele inspira homens e Instituições à
mudança de comportamento, alterando as propostas filosóficas da sociedade, que
se deve tornar mais justa e equânime em relação aos sofredores que enxameiam em
toda parte.
Demitizado, Ele participa das lutas daqueles que O amam,
impulsionando-os à ação transformadora de urgência, em prol de um mundo
melhor.
Sua
mensagem vibra em inúmeras mensagens que proclamam a necessidade da paz, da
não-violência, do amor.
Ele
age através de incontáveis mãos que se transformam em alavancas de progresso,
não se permitindo a paralisia nem a indiferença ante a fraqueza dos e a pequenez
dos oprimidos.
-x-
Une a
tua às vozes do bem que instalam a Era da fraternidade entre os
homens.
-x-
Segue
laborando com os que arrebentam as algemas do conformismo em favor dos caídos e
dos desditosos.
Não
te permitas a inação, que é a morte da alma.
-x-
Atua
com os teus recursos, modestos que sejam, em favor do homem, esse sublime
investimento da Divindade, auxiliando-o a adquirir dignidade e valor, metas que
o Evangelho propõe a todos os de boa vontade, sobre os quais pairará a paz na
Terra e fora dela.
-x-
Comemora o Natal do Cristo, repartindo amor e esperança,
trabalho e fraternidade com as demais criaturas, confirmando, dessa forma, que
Ele já nasceu em ti, e age com a elevação que O caracterizou quando aqui esteve
no passado."
(“Viver e amar”, Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
"JESUS PARA O HOMEM"
"E achado em forma como homem, humilhou-se a
si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz." Paulo (Filipenses,
2:8)
"O Mestre desceu para servir.
Do esplendor a escuridão.
Da alvorada eterna a noite
plena.
Das estrelas a manjedoura...
Do infinito a limitação...
Da glória a carpintaria...
Da grandeza a abnegação...
Da divindade dos anjos a miséria dos
homens...
Da companhia de gênios sublimes a convivência
dos pecadores...
De governador do mundo a servo de
todos...
De credor magnânimo a
escravo...
De benfeitor a perseguido...
De salvador a desamparado...
De emissário do amor a vítima do
ódio...
De redentor dos séculos a prisioneiro das
sombras...
De celeste pastor a ovelha oprimida...De
poderoso trono a cruz do martírio...
Do verbo santificante ao angustiado
silêncio...
De advogado das criaturas a réu sem
defesa...
Dos braços dos amigos ao contacto dos
ladrões...
De doador da vida eterna a setenciado no vale
da morte...
Humilhou-se e apagou-se para que o
homem se eleve e brilhe para sempre.
Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a
fim de aprendermos o caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino?"
( Emmanuel, na obra "Antologia Mediúnica do Natal", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier)
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
"UM NATAL DIFERENTE"
"Naquele escritório era assim. Todos os anos, eles procuravam uma família que necessitasse de assistência para comemorar o Natal.
Para o dia que se aproximava, eles localizaram uma que havia sofrido várias tragédias nos dois anos anteriores. O Natal deles seria magro e triste.
Então, durante um mês, todos no escritório foram colocando as doações em dinheiro dentro de uma lata decorada.
Depois, se divertiram muito escolhendo os presentes para o pai, a mãe e os seis filhos, imaginando a expressão de felicidade deles, ao receberem os presentes.
Para os meninos, luvas para o inverno e aviões em miniatura. Para as meninas, bonecas e bichinhos de pelúcia. Para a mais velha, já adolescente, perfume e um relógio.
Evidentemente, aquela família não deveria saber quem eram os doadores e, por isso, eles combinaram que o pastor da igreja rural seria o portador dos presentes.
Na sexta-feira anterior ao Natal, a mãe da família voltou mais cedo para casa, após o trabalho. Ela recebera uma gratificação extra do seu patrão. O marido ficou feliz com a notícia.
Agora eles tinham dinheiro para comprar presentes de Natal para os filhos. Sentaram-se e juntos fizeram uma lista, procurando combinar o querer com as necessidades.
Mas, então, eles ficaram sabendo que um amigo estava prestes a ser submetido a uma cirurgia. Ele estava desempregado e não poderia pagar as despesas médicas. Mais do que isso, nem tinha o que comer em casa.
Condoídos com a situação, marido e mulher convocaram os filhos para uma reunião de família e decidiram entregar a gratificação de Natal ao amigo.
Comida e despesas médicas eram mais importantes do que brinquedos de Natal.
Algumas horas depois de tomada a decisão, o pastor foi fazer uma visita para a família.
Antes que ele tivesse tempo de explicar o motivo da visita, eles contaram que gostariam de doar o dinheiro ganho e lhe pediram que entregasse o cheque para o amigo necessitado.
O pastor ficou muito surpreso diante de tanta generosidade e concordou em entregar o cheque, com uma condição: todos eles deveriam acompanhá-lo até seu carro.
Sem entender muito bem o porquê da exigência do pastor, eles concordaram com o pedido.
Quando atravessaram o portão da casa, viram o carro do pastor abarrotado de presentes de Natal. Presentes que o pessoal daquele escritório lhes havia mandado, como expressão de amor natalino.
Que Natal esplêndido foi aquele para as duas famílias necessitadas, para o coração do pastor e para todo o pessoal do escritório!
Num dia distante, há mais de vinte séculos, o Divino Pastor nasceu entre as Suas ovelhas. Veio manso, numa noite silenciosa, somente deixando-se anunciar por um coro de mensageiros espirituais, aos corações dos homens de boa vontade.
Até hoje, Ele continua assim: falando aos homens que se dispõem a ter boa vontade para com os outros homens. Boa vontade para doar-se, para dar-se, para amar.
Este é o sentido do verdadeiro Natal: o amor de Deus para com os homens. O amor dos homens uns para com os outros, em nome do Divino Amor que se chama Jesus."
(Redação do Momento Espírita)
domingo, 1 de dezembro de 2013
"ORAÇÃO DE NATAL"
"Senhor Jesus!
Agradecemos o teu Natal repleto de esperança e de luz que nos impele a sair de nós mesmos, ao encontro de companheiros em necessidades maiores que as nossas.
Agradecemos-te o pão que nos deste para repartir e o agasalho que nos enviaste para vestir os nossos irmãos expostos à noite.
Entretanto, comparecemos diante de ti rogando-te mais ainda...
Se nos permites, nós te pedimos socorro:
- para os corações desesperados;
- para os que se imobilizam no orgulho, perguntando se existes;
- para os que se cristalizam na sovinice, dando idéia de que trazem unicamente um cifrão por dentro da própria alma;
- para os que se entregam à violência, como se não tivessem de dar contas da selvageria com que arrasam a vida dos semelhantes;
- para os que se confiam às paixões descontroladas e envenenam corações sensíveis e afetuosos, para depois atirá-los nos despenhadeiros do descrédito e do suicídio;
- para os que se transviam na vaidade e se apresentam por donos da verdade com o objetivo de esmagar ou confundir os outros;
- para os que se enquistam no egoísmo da posse e se esquecem de que muitos companheiros de humanidade adoecem de fome, depois de lhes baterem inutilmente às portas do coração;
- para os que abusam da autoridade, pisando sobre a dor dos irmãos ainda fracos e necessitados;
- e para todos nós, Senhor, que te buscamos, de alma e coração, conscientes de Nossos próprios encargos, a fim de que não nos falte a força precisa para amar-nos uns aos outros, no serviço que nos confiaste, de modo que, realizando as tarefas de Hoje, possamos encontrar no tempo um amanhã mais feliz."
("Presença de Luz", Augusto Cezar/Francisco Cândido Xavier)
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