terça-feira, 12 de abril de 2016

"NA VIA PÚBLICA"

"A rua é um departamento importante da escola do mundo, 
onde cada criatura pode ensinar e aprender.
Encontrando amigos ou simples conhecidos, tome a iniciativa da saudação, usando cordialidade e carinho sem excesso.
Caminhe em seu passo natural ou dentro da movimentação que se 
faça precisa, como se deve igualmente viver: sem atropelar os outros.
Se você está num coletivo, acomode-se de maneira a  não incomodar os vizinhos.
Se você está de carro, por mais inquietação ou mais pressa, atenda às leis de trânsito e aos princípios do respeito ao próximo, imunizando-se contra males suscetíveis de lhe amargurarem por longo tempo.
Recebendo as saudações de alguém, 
responda com espontaneidade e cortesia.
Não detenha companheiros na via pública, absorvendo-lhes tempo
e atenção com assuntos adiáveis para momento oportuno.
Ante a abordagem dessa ou daquela pessoa, pratique a bondade
e a gentileza, conquanto a pressa, frequentemente, esteja em suas cogitações.
Em meio às maiores exigências de serviço, é possível falar com serenidade e compreensão, ainda mesmo por um simples minuto.
Rogando um favor, faça isso de modo digno, evitando assovios, brincadeiras de mau gosto ou frases desrespeitosas, na certeza  de que os outros estimam ser tratados com o acatamento que reclamamos para nós.
Você não precisa dedicar-se à conversação inconveniente, mas se alguém desenvolve assunto indesejável é possível escutar com tolerância e bondade, sem ferir o interlocutor.
Pessoa alguma, em são consciência, tem a obrigação de
compartilhar perturbações ou conflitos de rua.
Perante alguém que surja enfermo ou acidentado, coloquemos-nos, em pensamento, no lugar difícil desse alguém  e providenciemos o socorro possível."

("Sinal Verde", André Luiz/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

"DEVAGAR, MAS SEMPRE"

"Mas ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior,
contudo, se renova, de dia em dia." - Paulo. (lI Coríntios, 4:16).


"Observa o espírito de sequência e gradação que prevalece nos
mínimos setores da Natureza.
Nada se realiza aos saltos e, na pauta da Lei Divina, não existe
privilégio em parte alguma.
Enche-se a espiga de grão em grão.
Desenvolve-se a árvore, milímetro a milímetro.
Nasce a floresta de sementes insignificantes.
Levanta-se a construção, peça por peça.
Começa o tecido nos fios.
As mais famosas páginas foram produzidas, letra a letra.
A cidade mais rica é edificada, palmo a palmo.
As maiores fortunas de ouro e pedras foram extraídas do solo,
fragmento a fragmento.
A estrada mais longa é pavimentada, metro a metro.
O grande rio que se despeja no mar é conjunto de filetes líquidos.
Não abandones o teu grande sonho de conhecer e fazer, nos
domínios superiores da inteligência e do sentimento, mas não te
esqueças do trabalho pequenino, dia a dia.
A vida é processo renovador, em toda parte, e, segundo a palavra
sublime de Paulo, ainda que a carne se corrompa, a individualidade
imperecível se reforma, incessantemente.
Para que não nos modifiquemos, todavia, em sentido oposto à
expectativa do Alto, é indispensável saibamos perseverar com o
esforço de auto-aperfeiçoamento, em vigilância constante, na
atividade que nos ajude e enobreça.
Se algum ideal divino te habita o espírito, não olvides o servicinho
diário, para que se concretize em momento oportuno.
Há ensejo favorável à realização?
Age com regularidade, de alma voltada para a meta.
Há percalços e lutas, espinhos e pedrouços na senda?
Prossegue mesmo assim.
O tempo, implacável dominador de civilizações e homens, marcha
apenas com sessenta minutos por hora, mas nunca se detém.
Guardemos a lição e caminhemos para diante, 
com a melhoria de nós mesmos.
Devagar, mas sempre."

("Fonte Viva", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

domingo, 10 de abril de 2016

"A DESGRAÇA REAL"

"Toda a gente fala da desgraça, toda a gente já a sentiu e julga conhecer-lhe o caráter múltiplo. Venho eu dizer-vos que quase toda a gente se engana e que a desgraça real não é, absolutamente, o que os homens, isto é, os desgraçados, o supõem. Eles a vêem na miséria, no fogão sem lume, no credor que ameaça, no berço de que o anjo sorridente desapareceu, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e com o coração despedaçado, na angústia da traição, na desnudação do orgulho que desejara envolver-se em púrpura e mal oculta a sua nudez sob os andrajos da vaidade. A tudo isso e a muitas coisas mais se dá o nome de desgraça, na linguagem humana. Sim, é desgraça para os que só vêem o presente; a verdadeira desgraça, porém, está nas consequências de um fato, mais do que no próprio fato. Dizei-me se um acontecimento, considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta consequências funestas, não é, realmente, mais desgraçado do que outro que a princípio causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem. Dizei-me se a tempestade que vos arranca as árvores, mas que saneia o ar, dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes uma felicidade do que uma infelicidade.
Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as consequências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as consequências se fazem sentir. Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.
Vou revelar-vos a infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais com todas as veras de vossas almas iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procurais conseguir.
Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, pois que o vosso corpo está satisfeito! A Deus não se engana; não se foge ao destino; e as provações, credoras mais impiedosas do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreitam o repouso ilusório para vos imergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma amolentada pela indiferença e pelo egoísmo.

Que, pois, o Espiritismo vos esclareça e recoloque, para vós, sob verdadeiros prismas, a verdade e o erro, tão singularmente deformados pela vossa cegueira! Agireis então como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que lhes não pode dar glória, nem promoção! Que importa ao soldado perder na refrega armas, bagagens e uniforme, desde que saia vencedor e com glória? Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre gloriosa no reino celeste? - Delfina de Girardin. (Paris, 1861.)"
("O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec)

sábado, 9 de abril de 2016

"AMOR"

"O amor é de essência divina, porque procede de Deus e vitaliza o universo, sustentando a vida em todos os seus aspectos.
     Em tudo se encontra pulsante, como manifestação do Divino Psiquismo.
     Em todos os reinos é de fundamental significação, especialmente no ser humano, sem o qual a existência se torna destituída de sentido psicológico e deperece, desarticulando os objetivos essenciais da Vida.
     Amar é desafio que todos devem enfrentar com alegria, pois que, somente ele equaciona as dificuldades existenciais, ampliando os objetivos da inteligência e os sentimentos.
     Quem ama, conduz Deus no imo, irradiando-O em forma de bênçãos que a tudo transforma e dignifica."


(“Amor”, Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"LIDERANÇA"

"Não raro, ouvimos respeitáveis representantes das comunidades terrestres, reclamando Líderes capazes de conduzi-las à concórdia e ao progresso, sem ódio e destruição.
Justo, no entanto, não esquecer que a Terra conhece o Líder de todos os Líderes humanos, habilitados a guiar a coletividade para o Reino do Bem.
Importante refletir que Ele transportava consigo a própria grandeza sem mostrar consciência disso.
Não colheu da vida mais que o necessário à própria sustentação.
Associou-se a companheiros tão pobres e tão anônimos quanto ele o era no início da revelação de que se fazia mensageiro, a fim de realizar o apostolado que trazia.
Aconselhou o respeito aos condutores do poder humano mas nunca indicou a desordem e a crueldade para a solução dos problemas do mundo.
Conviveu com a multidão, compadecendo-se de suas aflições e necessidades.
Chamava a si os pequeninos, de modo a ouvi-los atentamente.
Amou aos enfermos, aliviando-lhes as enfermidades, com a força do amor, nascida na oração.
Amparou aos irmãos obsessos e dialogou com os desencarnados sofredores, endereçando-lhes expressões de esclarecimento e reconforto.
Alimentou os famintos, antes de ministrar-lhes a verdade.
Ensinou o perdão e a tolerância.
Não possuía ouro nem prata que lhe garantisse a influência.
Acusado sem culpa, aceitou agravos e injúrias, sem defender-se.
Executado por alguns de seus contemporâneos que se lhe faziam adversários gratuitos, portou-se com humildade e grandeza de espírito, rogando a benevolência dos Céus para os seus próprios inimigos.
Entretanto, desde que desapareceu do cenário dos homens, passou a viver mais intensamente na Terra, conquistando corações para a sua causa.
Em quase vinte séculos, famosos condutores de povos foram esquecidos.
No entanto a influência do Líder dos Líderes do mundo, sem ameaças e sem armas, cresce com os dias.

Quem estiver procurando Liderança na Terra, saiba que ele, Jesus Cristo, até hoje tem o nome de Senhor Jesus e, no limiar do terceiro milênio dos tempos novos, temo-Lo sempre por Esperança das criaturas e Luz das nações."
("Caridade", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

"DEUS TE ABENÇOE"

"O Supremo Doador de Vida assinala em todos os rumos a sua presença magnânima de amor e caridade.
       Em sua diversidade, o amor se transforma em justiça, em caridade, em sabedoria, dando e fazendo doar a plenitude divina, na divina amplitude da vida e para a vida...
       Deus te abençoe nas tuas lutas, favorecendo a paz e as experiências que te completam o entendimento.
       Deus te abençoe nas tuas reformas, porque o coração anseia, te mostrando a vida divina, naquilo que ela é.
       Deus te abençoe na subida espiritual, com a tua cruz no reajustamento das qualidades inerentes às tuas necessidades.
       Deus te abençoe nas calúnias que receberes, pois elas deverão despertar o teu coração para a luz do perdão.
       Deus te abençoe no conjunto familiar a que te ajustaste por necessidade de amor, fazendo luz nos corações, pelo exemplo do bem.
       Deus te abençoe nas tuas viagens e nos teus trabalhos, de onde poderás sorver a luz da amizade  o clima da benevolência.
       Deus te abençoe pela presença da irmã dor, porque ela tem o poder de despertar o Cristo no coração humano e os sofrimentos têm sempre a magia, o condão de exalar na alma o perfume de Deus, nas bênçãos de Jesus.
       Sendo assim, te desejamos a paz sempre, e tornamos a te falar com carinho:
       — Deus te abençoe!"


(“Páginas Esparsas 3”,  Scheilla/João Nunes Maia)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

"NA TRILHA DO RESGATE"

         "Em muitas situações, o cárcere de limitação em que nos debatemos não é senão aquele da ignorância, de que nos cabe sair pelas atividades do estudo ou pelas aulas compulsórias da experiência. E note-se que educação é impraticável sem disciplina.
        Noutros casos, achamo-nos magneticamente acorrentados a celas de prova, cumprindo austeras sentenças, lavradas ou solicitadas por nós mesmos, antes da reencarnação, perante as incriminações do foro íntimo, das quais tão só a paciência sem lindes nos pode liberar.
-o-o-
        Habitualmente, na Terra, porém, somos simultaneamente o aluno matriculado no instituto da evolução e o devedor e compromissos no tribunal. Lutamos pela aquisição de conhecimento, carregando, em contrapeso, o fardo das dívidas que nos compete ressarcir.
-o-o-
        Tolera, com serenidade, o carnicão dos males que, porventura, te assolem a vida. É por ele que esgotamos os resíduos de sombra em que o passado te embaraçou e é ainda através dele que as Leis Divinas te observam o grau de aproveitamento na escola em que te situas. Muitas vezes, semelhante setor de lições do estágio terrestre é a casa superlotada de sofrimento, a moléstia irreversível, o ostracismo social, a condição de penúria ou o processo obsessivo em que se te acrisolam os pensamentos, e, noutros lances da existência, é o parente difícil que destoa da família correta, o desastre que suprime a alegria do lar ridente e próspero, os conflitos do sentimento entranhados na alma ou o adeus de um ente amado que a provação distancia.
-o-o-
        Se trazes, em meio do aprendizado que o mundo nos oferece, uma conjuntura assim, qual ponto nevrálgico nas ramificações do destino, ama, suporta, desculpa, serve e auxilia constantemente.
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        Problemas que resolvemos por nós representam quotas de esforço pacífico, pelas quais adquirimos os benefícios do educandário em que nos aprimoramos para o futuro; entretanto, os problemas que nos pesam nos ombros, todos os dias, e que só o tempo consegue solucionar, constituem o preço de nossa libertação."


(“Caridade”, Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier)