"Filhos, não olvideis que os vossos afetos invisíveis do pretérito procuram interferir negativamente em vossos justos anseios espirituais do presente.
De todas as formas, eles buscarão se insinuar em vossos caminhos, impedindo a vossa desvinculação mental com o passado.
Pela afinidade natural que convosco estabeleceram em experiências pregressas, lograrão fácil acesso ao vosso psiquismo, articulando aos vossos ouvidos inaudíveis palavras de desalento.
Praticamente sem tréguas, insistirão convosco na descrença, armando-vos o espírito contra os companheiros que vos têm concitado à renovação.
Levantarão em vós suspeitas infundadas a respeito daqueles que podem vos influenciar para o bem.
Não raro, prepararão instrumentos para vossa queda no rol de vossas afeições mais íntimas.
Nos lábios dos que tenham alguma ascendência sobre vós, colocarão palavras que vos induzirão a reconsiderar atitudes e decisões no campo da fé.
Os irmãos consanguíneos do Mestre o tinham à conta de homem fora do seu juízo perfeito...
Quantos se fizeram cristãos nos primeiros tempos do Evangelho começavam a ser chamados ao testemunho no seio da própria família.
Os espíritos que lutam contra os propósitos de espiritualização das criaturas envidam esforços no sentido de que o seguidor de Jesus na Doutrina Espírita vincule a causa dos problemas materiais que enfrenta à sua nova opção de fé.
Por este motivo, os espíritas sempre facearão acirrada perseguição material por parte dos opositores da Terceira Revelação. Além de sustentarem lutas cármicas pessoais, defrontar-se-ão com os adversários da Causa que abraçaram.
No entanto o amparo espiritual não haverá de faltar a quem tome a decisão de renunciar às facilidades transitórias.
Filhos perseverai na Fé e triunfareis !"
("Coragem da Fé", Bezerra de Menezes/Carlos A. Baccelli)
sábado, 10 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
"Deixai vir a mim os pequeninos, pois tenho o alimento que fortifica os fracos..."
"Deixar vir a mim os pequeninos, pois tenho o alimento que fortifica os fracos. Deixai vir a mim os tímidos e os débeis, que necessitam de amparo e consolo. Deixai vir a mim os ignorantes, para que eu os ilumine. Deixai vir a mim todos os sofredores, a multidão dos aflitos e dos infelizes, e eu lhes darei o grande remédio para os males da vida, revelando-lhes o segredo da cura de suas feridas. Qual é, meus amigos, esse bálsamo poderoso, de tamanha virtude, que se aplica a todas as chagas do coração e as curas? É o amor, é a caridade! Se tiverdes esse fogo divino, o que havereis de temer? A todos os instantes de vossa vida direis: “Meu Pai, que se faça a tua vontade e não a minha! Se te apraz experimentar-me pela dor e pelas tribulações, bendito seja! Porque é para o meu bem, eu o sei, que a tua mão pesa sobre mim. Se te agrada, Senhor, apiedar-te de tua frágil criatura, dar-lhe ao coração as alegrias puras, bendito seja também! Mas faze que o amor divino não se amorteça na sua alma, e que incessantemente suba aos teus pés a sua prece de gratidão”.
Se tiverdes amor, tendes tudo o que mais se pode desejar na Terra, pois tereis a pérola sublime,que nem as mais diversas circunstâncias, nem os malefícios dos que vos odeiam e perseguem, poderão jamais arrebatar. Se tiverdes amor, tereis colocado os vossos tesouro aonde nem a traça nem a ferrugem os devoram, e vereis desaparecer insensivelmente da vossa alma tudo o que lhe possa manchar a pureza. Dia a dia sentireis que o fardo da matéria se torna mais leve. E, como um pássaro que voa nos ares e não se lembra da terra, subireis incessantemente, subireis sempre, até que a vossa alma, inebriada, se impregne da verdadeira vida, no seio do Senhor!"
("O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec)
quinta-feira, 8 de maio de 2014
"NO APRIMORAMENTO"
"No aperfeiçoamento do corpo espiritual, além do primitivismo de certas almas que jazem, longo tempo, entorpecidas após a morte física, observamos, ainda, o quadro das mentes evolvidas intelectualmente, mas submersas nas densas vibrações decorrentes de compromissos escuros.
Não permanecem no regime da inércia, em sono larval; entretanto, agitam-se nos desvarios da loucura.
Criam imagens que vivem e se movimentam na intimidade delas próprias, por tempo indeterminado, cuja duração varia com a força do impulso de suas paixões.
Carregam consigo os dramas intensos de que se fizeram autoras.
Encarnada na Terra, a inteligência vive entre as provocações da esfera carnal e as sugestões silenciosas da mente. Quanto mais intelectualizada a criatura, mais profundamente respira no plano das idéias, influenciando e sendo influenciada.
Geralmente, porém, o homem desequilibra os próprios sentimentos, inclinando-se, em maior ou menor percentagem, para o afastamento das leis com as quais se deve nortear. Atravessa os caminhos humanos, ganhando pouco e quase sempre perdendo muito, dentro de si mesmo, obscurecendo-se nas pesadas sombras dos pensamentos inquietantes que produz para o consumo de suas necessidades mentais.
Assim é que a desencarnação não lhes modifica o campo íntimo.
Encasulada no círculo vibratório das criações que lhe dizem respeito, a alma sofre naturais inibições, ante a paisagem da vida gloriosa. Não possui ainda órgão de percepção para sintonizar-se com os espetáculos deslumbrantes da imensidade, encarcerada, qual se encontra, entre as paredes estranhas das concepções obscuras e estreitas em que se agita.
Como a lâmpada vive no seio das próprias irradiações, imitindo luz que é também matéria sutil, a alma permanece no seio das criações que lhe são peculiares, prendendo-se à paisagem em que prevaleçam as forças e desejos que lhe são afins, porque o pensamento é também substância rarefeita, matéria dentro de expressões inabordáveis até agora pelas investigações terrestres.
Podendo alimentar-se, por tempo indefinível, das emanações dos próprios desejos, entidades existem que estacionam, durante muitos anos, dentro dos quadros emocionais em que se comprazem, atrasando a marcha evolutiva, até que reencarnam na recapitulação das experiências em que faliram, retomando o serviço de purificação interior para a sublimação de si mesmas.
Desse modo, somos defrontados por dolorosos fenômenos congeniais.
Suicidas recomeçam a luta física, no círculo de moléstias ingratas, e criminosos reaparecem no berço, com deploráveis mutilações e defeitos; alcoólatras regressam à existência, em companhia de pais que se sintonizam com eles e grandes delinqüentes reencetam a viagem do aprimoramento moral, na esfera de provas temíveis, quais sejam as de enfermidades indefiníveis e de aflições dificilmente remediáveis.
No extenso e abençoado viveiro de almas que é o mundo, pouco a pouco, de século a século e de milênio a milênio, usando variados corpos e diversas posições no campo das formas, nosso espírito constrói lentamente, para o próprio uso, o veículo acrisolado e divino, com que o Senhor nos reserva em plena imortalidade vitoriosa."
("Roteiro", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
Não permanecem no regime da inércia, em sono larval; entretanto, agitam-se nos desvarios da loucura.
Criam imagens que vivem e se movimentam na intimidade delas próprias, por tempo indeterminado, cuja duração varia com a força do impulso de suas paixões.
Carregam consigo os dramas intensos de que se fizeram autoras.
Encarnada na Terra, a inteligência vive entre as provocações da esfera carnal e as sugestões silenciosas da mente. Quanto mais intelectualizada a criatura, mais profundamente respira no plano das idéias, influenciando e sendo influenciada.
Geralmente, porém, o homem desequilibra os próprios sentimentos, inclinando-se, em maior ou menor percentagem, para o afastamento das leis com as quais se deve nortear. Atravessa os caminhos humanos, ganhando pouco e quase sempre perdendo muito, dentro de si mesmo, obscurecendo-se nas pesadas sombras dos pensamentos inquietantes que produz para o consumo de suas necessidades mentais.
Assim é que a desencarnação não lhes modifica o campo íntimo.
Encasulada no círculo vibratório das criações que lhe dizem respeito, a alma sofre naturais inibições, ante a paisagem da vida gloriosa. Não possui ainda órgão de percepção para sintonizar-se com os espetáculos deslumbrantes da imensidade, encarcerada, qual se encontra, entre as paredes estranhas das concepções obscuras e estreitas em que se agita.
Como a lâmpada vive no seio das próprias irradiações, imitindo luz que é também matéria sutil, a alma permanece no seio das criações que lhe são peculiares, prendendo-se à paisagem em que prevaleçam as forças e desejos que lhe são afins, porque o pensamento é também substância rarefeita, matéria dentro de expressões inabordáveis até agora pelas investigações terrestres.
Podendo alimentar-se, por tempo indefinível, das emanações dos próprios desejos, entidades existem que estacionam, durante muitos anos, dentro dos quadros emocionais em que se comprazem, atrasando a marcha evolutiva, até que reencarnam na recapitulação das experiências em que faliram, retomando o serviço de purificação interior para a sublimação de si mesmas.
Desse modo, somos defrontados por dolorosos fenômenos congeniais.
Suicidas recomeçam a luta física, no círculo de moléstias ingratas, e criminosos reaparecem no berço, com deploráveis mutilações e defeitos; alcoólatras regressam à existência, em companhia de pais que se sintonizam com eles e grandes delinqüentes reencetam a viagem do aprimoramento moral, na esfera de provas temíveis, quais sejam as de enfermidades indefiníveis e de aflições dificilmente remediáveis.
No extenso e abençoado viveiro de almas que é o mundo, pouco a pouco, de século a século e de milênio a milênio, usando variados corpos e diversas posições no campo das formas, nosso espírito constrói lentamente, para o próprio uso, o veículo acrisolado e divino, com que o Senhor nos reserva em plena imortalidade vitoriosa."
("Roteiro", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
quarta-feira, 7 de maio de 2014
"DIVINA SURPRESA"
"Alma fraterna e boa,
Se o impulso da prece te abençoa,
Quando queiras orar,
Buscando segurança no Senhor,
Faze em qualquer lugar
O teu louvor ou a tua petição!...
A terra inteira é um templo
Aberto à inspiração
Que verte das Alturas,
Mas se queres encontrar
O Mestre que procuras,
Atende, alma querida!...
Desce ao vale de lágrimas da vida,
À imensa retaguarda
Onde o consolo tarda...
Onde a dor da penúria e o pranto da viuvez,
Volve à sombra das margens do caminho
E estende o braço forte
Aos que vagam sem norte,
Na saudade do lar que se desfez!...
Escuta os que se vão
À noite, ao frio e ao vento,
Sem poderem contar o próprio sofrimento,
Famintos de carinho e compreensão...
Pára e abraça a criança
Que o desprezo consome
E a doença extermina,
Pára e ausculta a nudez, a febre e a fome
Dessa flor pequenina!
Ouve o choro do enfermo que não tem
Senão pó, lama e lágrimas por leito
E, à guisa de aposento, um canto estreito
Na terra de ninguém.
Atentamente, anota em torno os brados
De quem conhece a mágoa no apogeu,
Os tristes corações despedaçados
Que a calúnia venceu...
Vai onde exista aflição,
Oferecendo a cada sofredor
Uma bênção de amor,
E, aí, surpreenderás um divino clarão
Que, dúlcido, irradia
Paz, bondade, alegria ...
Em meio dessa luz,
Escutarás Jesus,
Enternecidamente,
A dizer-te, no fundo da alma crente:
— Alma querida, vem!...
Ouço-te a voz na prece, em qualquer parte;
Devo, entanto, esperar-te
Na seara do bem.
Chamaste-me, decerto,
Para saber que Deus ama e compreende em ti!...
Buscavas-me tão longe e aguardo-te tão perto...
Alma boa, eis-me aqui!..."
(“Antologia da Espiritualidade”, Maria Dolores/Francisco Cândido Xavier)
terça-feira, 6 de maio de 2014
"O PROBLEMA DA IGUALDADE"
"A igualdade, sem dúvida, é realidade nas raízes da
existência.
*
Todos os seres possuem direitos idênticos de acesso à
elevação, sob qualquer prisma, entretanto, é preciso considerar que os deveres
graduam as vantagens, dentro da vida.
*
No caminho da evolução, desse modo, a teoria igualitária
absoluta é invariável utopia que nenhum sistema político poderá
materializar.
*
A experiência e o esforço pessoal são as duas alavancas
da diferenciação à cuja influência decisiva não conseguiremos
fugir.
*
Mas, se é verdade que não podemos improvisar a
ancianidade do Espírito, que só o tempo confere a cada criatura, na jornada para
a maturação, o trabalho é sempre a riqueza real, suscetível de ser ampliada em
nosso destino, ao preço de nossa boa vontade.
*
Assim sendo, não te esqueças das oportunidades que a
Divina Providência te oferece cada dia, em favor do teu
crescimento.
*
Os degraus da subida de nossa alma no rumo da perfeição
destacam-se, hora a hora, através das situações e das pessoas que nos
rodeiam.
*
Não residem nas facilidades que nos acomodam o coração
com as linhas inferiores do mundo. Salientam-se nos obstáculos com que somos
defrontados.
*
Cada problema e cada aflição, cada prova mais rude e
cada luta mais árdua representam pontos vivos de ascensão que podemos
aproveitar, em favor do próprio aprimoramento.
*
Aprendamos a respeitar o próximo e auxiliá-lo, na
convicção de que amparando os nossos irmãos de caminho, auxiliaremos a nós
mesmos, de vez que adquiriremos o tesouro da experiência, que nos enriquecerá de
visão para os cimos que nos cabe alcançar.
*
Cada fonte vive em seu nível.
Cada projeção de luz caracteriza-se por determinado
potencial de radiação.
Cada flor guarda o perfume que lhe é
próprio.
Cada árvore produz segundo a espécie a que se
subordina.
Cada Espírito respira na esfera que elege para clima
ideal da própria existência.
*
Compete-nos buscar a posição de superioridade que Jesus
nos oferece, aceitando o sacrifício pelo bem que a vida nos impõe, a fim de que
nos façamos hoje desiguais da personalidade que ostentávamos ontem, perdendo os
envoltórios pesados que ainda nos imantam à zonas escuras da Terra e tentando a
sintonia com os benfeitores que nos esperam na Glória
Espiritual."
(“Trilha de Luz”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
segunda-feira, 5 de maio de 2014
"ESFORÇOS"
"Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito." (Pv. 4:18)
-o-o-o-
"O caminho percorrido pelo justo ficará iluminado pelo seu exemplo de paz, trabalho e amor.
É uma doação permanente do que vive a justiça.
-o-o-o-
Quem se esforça para ser reto é amparado pela luz do entendimento, assistido pela força da mesma justiça.
-o-o-o-
Seja ao menos razoável com os seus irmãos em caminho, que a semente do bem ficará ajustada no solo do coração de quem assimila os seus exemplos.
Não duvide da justiça divina.
-o-o-o-
Não esqueça da integridade nos seus trabalhos e na sua vida.
As virtudes vividas por você são manifestações de Deus em seu coração, e mais sintonia com o Cristo na sua vida.
-o-o-o-
A alma que é imparcial nas suas atividades com amor, durante o dia de hoje, no de amanhã, sentirá o alvorecer do dia iluminado pela própria consciência.
-o-o-o-
O justiceiro está percorrendo os roteiros do amor e da caridade.
-o-o-o-
Observe o companheiro justo, que encontrará na sua vida múltiplas virtudes desabrochando em seu coração. Respire com ele essa paz de Deus.
-o-o-o-
A vida é troca de experiência.
-o-o-o-
Oferta ao seu companheiro o bem que puder, que, no amanhã, ele fará o mesmo com os outros; a gratidão como luz chegará batendo nas portas do seu coração, querendo fazer parte da sua vida.
-o-o-o-
As veredas por onde passam os justos são abençoadas pela força divina, que sustenta a força do amor, no exercício da caridade.
Não se esqueça de percorrer por esses caminhos, onde sentirá Deus e Cristo mais visíveis."
(“Gotas de Verdade”, Carlos/João Nunes Maia)
domingo, 4 de maio de 2014
"CRÍTICAS A ESMO"
"Não faças críticas a ninguém.
Sobre a Terra todos são
vulneráveis.
Auxilia.
Sê condescendente.
Todos agem movidos pelas suas
carências.
A fragilidade é própria do ser
humano.
Habitualmente caímos naquilo que mais
condenamos.
Tem sempre uma palavra que justifique a falta
alheia.
Não reforces a opinião de ninguém contra este ou
aquele.
A rigor, ninguém erra porque se compraza no
erro.
É a ignorância que nos induz a infelizes opções e
equivocadas escolhas.
Viver é um constante
aprendizado."
(“Vigiai e orai”, Irmão José/Carlos A.
Baccelli)
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