sábado, 15 de março de 2014

"O DIA COMEÇA AO AMANHECER"

"Compadece-te da criança que segue ao teu lado.

            *

                   O dia começa ao amanhecer...

                   Pai, mãe, irmão ou amigo, ampara-lhe a vida com o teu próprio coração, se pretendes alcançar a Terra Melhor.

            *

                   Lembra-te das vozes amigas que te induziram ao bem, das mãos que te guiaram para o trabalho e para o conhecimento.

            *

                   Por que não amparar, ainda hoje, aqueles que serão, amanhã, os orientadores do mundo?

            *

                   Em pleno santuário da natureza, quantas árvores generosas são asfixiadas no berço? Quanta colheita prematuramente morta pelos vermes da crueldade?

                   A vida é também um campo divino, onde a instância é a germinação da Humanidade.

            *

                   Já meditaste nas esperanças aniquiladas ao alvorecer? Já refletiste nas flores estranguladas pelas pedras do sofrimento, ante o sublime esplendor da aurora?

                   Provavelmente dirás: “Como impedirei o sofrimento de milhares?”

                   Ninguém te pede, porém, para que te convertas num salvador apressado, carregado de ouro e poder.

                   Basta que abras o coração com a chave da bondade, em favor dos meninos de agora, para que os homens do futuro te bendigam.

            *

                   Quando a escola estiver brilhando em todas as regiões e quando cada lar de uma cidade puder acolher uma criança perdida — ninho abençoado a descerrar-se, aconchegante, para a ave estrangeira — teremos realmente alcançado, com Jesus, o trabalho fundamental da construção do Reino de Deus."

            (Meimei, na obra  “Caridade”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)

sexta-feira, 14 de março de 2014

"PAZ EM CASA"

"Em qualquer casa onde entrardes, dizei antes: “paz seja nesta casa”. (Lucas 10:5)


"Compras na terra o pão e a vestimenta, o calçado e o remédio, menos a paz.

Dar-te-á o dinheiro residência e conforto, com exceção da tranqüilidade de espírito.

Eis porque nos recomenda Jesus venhamos a dizer, antes de tudo, ao entramos numa casa: “paz seja nesta casa”.

A lição exprime vigoroso apelo à tolerância e ao entendimento.

No limiar do ninho doméstico, unge-te de compreensão e de paciência, a fim de que não penetres o clima dos teus, à feição de inimigo familiar.

Se alguém está fora do caminho desejável ou se te desgostam arranjos caseiros, mobiliza a bondade e a cooperação para que o mal se reduza.

Se problemas te preocupam ou apontamentos te humilham, cala os próprios aborrecimentos, limitando as inquietações.

Recebe a refeição por bênção divina.

Usa portas e janelas, sem estrondos brutais.

Não movas objetos, de arranco.

Foge à gritaria inconveniente.

Atende ao culto da gentileza.

Há quem diga que o lar é ponto do desabafo, o lugar em que a pessoa se desoprime. Reconhecemos que sim; entretanto, isso não é razão para que ele se torne em praça onde a criatura se animalize.

Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique.

Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz do mundo parte de nós."
 
 

("Luz no Lar", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
 

Disseste que serás para mim um guia..."




"P - (Pergunta de Allan Kardec a Verdade) — Disseste que serás para mim um guia, que me ajudará e protegerá. Compreendo essa proteção e o seu objetivo, dentro de certa ordem de coisas; mas, poderias dizer-me se essa proteção também alcança as coisas materiais da vida?

R - (Resposta de Verdade a Allan Kardec) — Nesse mundo, a vida material é muito de ter-se em conta; não te ajudar a viver seria não te amar."

("Obras Póstumas", Allan Kardec)

Ânimo




"Tenhamos o ânimo fortalecido para levarmos a bom termo todas as provações que a Terra reserva a quantos a procuram para a conquista da felicidade espiritual."

 ( “Aceitação e Vida”, Margarida/ Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 13 de março de 2014

"ALGUMA COISA"

          "Quando observares o incêndio lavrando na vizinhança, não é preciso te candidates ao título de herói, procurando as tarefas de integral remoção do perigo.

        Faze alguma coisa, para que o fogo se reduza ou se extinga e terás agido com a fraternidade no coração.

        Se a penúria visita a paisagem social em que respiras, não é necessário te convertas em salvador apressado.

        Traze a quem sofre alguma gota de remédio ou a côdea de pão que te sobra na mesa farta e terás cumprido o dever da solidariedade humana.

        Se o desastre feriu aqueles que te seguem de perto, não é imperioso te transformes em pessoa milagrosa.

        Coopera, de algum modo, com os teus braços amigos, para que os problemas sejam solucionados e revelar-te-ás em bom caminho.

        Se a maledicência amontoa espinheiros em torno da alheia reputação, ninguém espera sejas o advogado palavroso dos ausentes.

        Basta que faças algum silêncio ou que pronuncies uma frase caridosa e marcharás na senda de elevação.

        O Céu não reclama dos homens a santidade improvisada e nem exige que a criatura abandone hábitos seculares de um dia para outro.

        Aguarda, sim, a nossa migalha de boa vontade na redução dos variados enigmas da luta humana.

        Em verdade, grande é a dor que martiriza os corações vinculados à Terra...

        Realmente, a aflição é hoje problema generalizado, em todas as latitudes do Globo, mas, quando coração fizer alguma coisa, cada dia, pela vitória do bem, estaremos alcançando para o mundo inteiro a conquista da felicidade imortal."

( “Urgência”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 12 de março de 2014

"É preciso..."

"É preciso não perder de vista que estamos como dissemos, em momento de transição, e que nenhuma transição se opera sem conflito. Que não se admire, pois, em ver se agitarem as paixões em jogo, as ambições comprometidas, as pretensões frustradas, e cada um tentar recobrar o que vê lhe escapar, aferrando-se ao passado; mas pouco a pouco tudo isso se apaga, a febre se acalma, os homens passam, e as idéias novas ficam. Espíritas, elevai-vos pelo pensamento, levai vosso olhares vinte anos à frente, e o presente não vos inquietará." 
("Revista Espírita" – Março 1863)

terça-feira, 11 de março de 2014

"CURA E CARIDADE"

"Cada vez que reportamos aos serviços da cura, é justo pensar nos enfermos, que transcendem o quadro da diagnose comum.
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       Enxameiam, aflitos, por toda parte, aguardando medicação.
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       Há os que cambaleiam de fome, a esmolarem doses de alimentação adequada.
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       Há os que tremem desnudos, requisitando a vestimenta em roupa conveniente.
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       Há os que caem desalentados, a esperarem pela injeção do bom-ânimo.
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       Há os que se arrojaram nos tormentos da culpa, rogando tranquilizantes do esquecimento.
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       Há os que se conturbam nas trevas da obsessão a pedirem palavras de luz por drágeas de amor.
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       Há os que choram de saudade nos aposentos do coração, suplicando a bênção do reconforto.
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       Há os que foram mentalmente mutilados por desenganos terríveis, a suspirarem por  recursos de apoio.
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        E há, ainda, aqueles outros que se envenenaram de egoísmo e frieza, desespero e ignorância, exigindo a terapêutica incessante da desculpa incondicional.
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       Auxilia, dessa forma, os doentes, mas não desprezes os doentes da alma, que caminham na Terra aparentemente robustos, carregando enfermidades imanifestas que lhes consomem o pensamento e desfiguram a vida.
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       Todos podemos ser instrumentos do Bem, uns para com os outros.
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       Não esperes que o companheiro se acame prostrado ou febril para estender-lhe esperança e remédio.
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       Auxilia-o, hoje mesmo, sem humilhar ou ferir, de vez que a verdadeira caridade, tanto quanto possível, é tratamento indolor da necessidade humana.
       Os Emissários do Cristo curam os nossos males em divino silêncio.
       Diante dos outros, procedamos nós igualmente assim."
(“Levantar e seguir”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)