quinta-feira, 19 de abril de 2012

"ESPERA SERVINDO"

"Na hora em que a vida te exija renovação, não admitas a rebeldia
entre as sugestões que ofertem conselho.


Espera servindo.


Os mensageiros da Vida Maior, que se te fizeram tutores e
avalistas nos recursos que despendes, jamais te abandonaram. Por vezes, a fim de te recuperarem as forças, de modo a que não desperdices oportunidade e trabalho, são compelidos a providências em teu benefício, nem sempre agradáveis no imediatismo da experiência terrestre.


Em muitos episódios do caminho a percorrer nos campos do
tempo, permitem que a enfermidade te incomode por dias determinados, para que atravesses incólume certas fases da estrada, inçadas de tentação susceptíveis de te arrojarem a processos obsessivos; impõem-te contratempos em viagem, premunindo-te contra desastre iminente; não te favorecem a obtenção das posses que ambicionas, defendendo-te contra abusos prováveis que te fariam perder valiosos ensejos de sublimação e progresso; não te suprimem os problemas domésticos de maneira a que observes com segurança onde os pontos a corrigir nas dificuldades caseiras; não te forram contra o grande prejuízo para que não tombes sob perdas fatais; não te concedem este  ou aquele entretenimento para que te afastes, a tempo, de riscos que, de imediato, não vês; não te retiram das obrigações consideradas de sacrifício para te livrarem do perigo de queda em assuntos de delinqüência, e, muitas vezes, te separam deste ou daquele apoio afetivo, a fim de que os pesados tributos da paixão não te estraguem a vida.


Nos dias nublados de mudança e desencanto, recorda que o
auxílio da Vida Superior está chegando às tuas áreas de atividade e expectativa.


Não respondas ao Céu com o barulho da aflição.
Ruído e desequilíbrio impedem o amparo do amor e a mensagem
da paz.


Espera servindo.


Na luz da esperança e pelas bênçãos do teu próprio serviço, Deus
te socorrerá."


("Instrumentos do Tempo", Emmanuel/Francisco Cândido
Xavier)

"CONFIANÇA"



"Se a sombra dos dias tristes perturbar a subida,
volte seu pensamento para Deus, que está dentro de cada um de nós.
A vitória nos chega por meio das lutas que travamos dentro de nós mesmos.
Se as quedas magoam o corpo, servem para libertar o coração.
E, depois de vencer,
espalharemos o amor em redor de todos nós,
porque pelo amor conseguimos vencer a nós mesmos."


("Minutos de Sabedoria", C.Torres Pastorinho)

"Senhor!...
Não nos entregues ao suposto bem que se converta em mal, nem
nos permita menosprezar o suposto mal que nos conduza ao bem. E sejam
quais forem as provas a que formos chamados, ajuda-nos a reconhecer que a
tua sabedoria misericordiosa reina sobre nós e que acima da nossas
tribulações e obstáculos, dificuldades e lágrimas, estamos todos reunidos em
teu coração, incessantemente sustentados em teu amor para sempre."
("Instrumentos do tempo", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

"11. QUE ESPÍRITOS?"

"Um fato interessante, dizem, é que somente se fala com Espíritos de pessoas conhecidas e pergunta-se por que só eles se manifestam. Essa afirmativa é um erro proveniente, como muitos outros, de uma observação superficial. Entre os Espíritos que se comunicam espontaneamente há para nós muito mais desconhecidos do que ilustres. Eles se designam por um nome qualquer e, muitas vezes, por um nome figurado ou característico. Quanto aos que se evocam, a menos que não seja um parente ou um amigo, é bastante natural evocar os que são conhecidos. O nome das pessoas ilustres impressiona mais, é por isso que são mais notados.


Considera-se estranho também que Espíritos de homens ilustres venham familiarmente ao nosso chamado e se ocupem, por vezes, de coisas insignificantes em comparação com as que realizaram durante a sua vida. Não há nada de espantoso para aqueles que sabem que o poder ou a consideração que esses homens desfrutaram na Terra não lhes dá nenhuma supremacia no mundo espiritual; os Espíritos confirmam nisso as palavras do Evangelho: “Os grandes serão rebaixados e os pequenos, elevados ”, o que se deve entender como a categoria que cada um de nós virá a ocupar. Assim aquele que foi o primeiro na Terra pode ser um dos últimos no mundo espiritual; aquele diante do qual curvávamos a cabeça numa vida pode vir entre nós agora como o mais humilde operário, porque, ao deixar a vida, deixou toda a sua grandeza, e o mais poderoso monarca talvez possa estar abaixo do último de seus soldados."
("O Livro dos Espíritos", Allan Kardec)

terça-feira, 17 de abril de 2012

"NA AUSÊNCIA DO AMOR"



“Mas aquele que aborrece a seu irmão está em trevas e anda em trevas e não sabe para onde deva ir, porque as trevas lhe cegaram os olhos.”
João (I João, 2:11)




"Se não sabes cultivar a verdadeira fraternidade, serás atacado fatalmente
pelo pessimismo, tanto quanto a terra seca sofrerá o acúmulo de pó.
Tudo incomoda àquele que se recolhe à intransigência.
Os companheiros que fogem às tarefas do amor são profundamente tristes
pelo fel de intolerância com que se alimentam.
Convidados ao esforço de equipe, asseveram que os homens respiram em
bancarrota moral.
Trazidos ao culto da fé, supõem reconhecer, em toda parte, a maldade e a
desilusão.
Chamados à caridade, consideram nos irmãos de sofrimento inimigos
prováveis, afastando-se irritadiços.
Impelidos a essa ou àquela manifestação de contentamento, recuam,
desencantados, crendo surpreender maldade e lama nas menores exteriorizações de
beleza festiva.
Caminham no mundo entre a amargura e a desconfiança.
Não há carinho que lhes baste. Vampirizam criaturas por onde estagiam, chorando, reclamando, lamentando...
Não possuem rumo certo. Declaram-se expulsos da sociedade e da família.
É que, incapazes do amor ao próximo, jornadeiam pela Terra, sob o pesado
nevoeiro do egoísmo que nos detém tão somente no círculo estreito de nossas necessidades, sem qualquer expressão de respeito para com as necessidades alheias.
Afirmam-se incompreendidos, porque não desejam compreender.
Ausentes do amor, ressecam a máquina da vida, perdendo a visão espiritual.
Impermeáveis ao bem, fazem-se representantes do mal.
Se o pessimismo começa a abeirar-se de teu espírito, recolhe-te
à oração e pede ao Senhor te multiplique as forças na resistência, ante o assalto das trevas.
Aprendamos a viver com todos, tolerando para que sejamos tolerados,
ajudando para que sejamos ajudados, e o amor nos fará viver, prestimosos e
otimistas, no clima luminoso em que a luta e o trabalho são bênçãos de esperança."
("Fonte Viva", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

"RICAMENTE"

“A palavra do Cristo habite em vós, ricamente...”
Paulo (Colossenses, 3:16)


"Dizes confiar no poder do Cristo, mas, se o dia aparece em cores contrárias à tua expectativa, demonstras deplorável indigência de fé na inconformação.


Afirmas cultivar o amor que o Mestre nos legou, entretanto, se o companheiro exterioriza pontos de vista diferentes dos teus, mostras enorme pobreza
de compreensão, confiando-te ao desagrado e à censura.


Declaras aceitar o Evangelho em sua simplicidade e pureza, contudo, se o Senhor te pede algum sacrifício perfeitamente compatível com as tuas
possibilidades, exibes incontestável carência de cooperação, lançando reptos e solicitando reparações.


Asseveras procurar a Vontade do Celeste Benfeitor, no entanto, se os teus caprichos não se encontram satisfeitos, mostras lastimável miséria de paciência e esperança, arrojando teus melhores pensamentos ao lamaçal do desencanto.


Acenderemos, porém, a luz, permanecendo nas trevas.


Daremos testemunho de obediência, exaltando a revolta?


Ensinaremos a serenidade, inclinandonos
à desesperação?


Proclamaremos a glória do amor, cultivando o ódio?


A palavra do Cristo não nos convida a marchar na fraqueza ou na lamentação, como se fôssemos tutelados da ignorância.


Segundo a conceituação iluminada de Paulo, Boa Nova deve irradiarse de nossa vida, habitando a nossa alma, ricamente."


("Fonte Viva", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

"Segundo a ideia ..."

"Segundo a idéia muito falsa de que não se pode alterar a sua
própria natureza, o homem se julga dispensado de fazer esforços para
se corrigir dos defeitos nos quais se satisfaz de bom grado, ou que
lhe exigiriam muita perseverança para serem eliminados. É desse
modo, por exemplo, que aquele que é inclinado à cólera quase sempre
se desculpa por seu temperamento. Antes de se considerar
culpado, atribui a falta ao seu organismo, acusando assim a Deus de
seus próprios defeitos. É ainda uma conseqüência do orgulho que se
encontra ligado a todas as suas imperfeições."
("O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec)