quinta-feira, 7 de maio de 2015

"QUESTÕES A MEDITAR"

  "Você dominará sempre as palavras que não disse, entretanto, se subordinará àquelas que pronuncie.
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       Zele pela tranquilidade de sua consciência, sem descurar de sua apresentação exterior.
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       No que se refere à alimentação, é importante recordar a afirmativa dos antigos romanos: “há homens que cavam a sepultura com a própria boca.”
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       Tanto quanto possível, em qualquer obrigação a cumprir, esteja presente, pelo menos dez minutos antes, no lugar do compromisso a que você deve atender.
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       A inação entorpece qualquer faculdade.
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       O sorriso espontâneo é uma bênção atraindo outras bênçãos.
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       Servir, além do próprio dever, não é bajular e sim ganhar segurança.
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       Cada pessoa a quem você preste auxílio é mais uma chave na solução de seus problemas.
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       É natural que você faça invejosos, mas não inimigos.
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       Cada boa ação que você pratica é uma luz que você acende, em torno dos próprios passos.
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       Quem fala menos ouve melhor, e quem ouve melhor aprende mais."
(“Sinal Verde”, André Luiz/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

"A PORTA DA PALAVRA"


“Orando também juntamente por nós para que Deus nos abra a porta da palavra...” — Paulo (Colossenses, 4:3.)

       "A atualidade terrestre dispõe dos mais avançados processos de comunicação entre os homens.
       Num só dia, aviões sobrevoam nações diversas.
       O rádio e a televisão alteram o antigo poder do espaço.
       Quantos milhões de criaturas, porém, se reconhecem profundamente isoladas dentro de si, ainda mesmo quando parte integrante da multidão?
       Quantos seres humanos varam largos trechos da existência, expedindo apelos ao socorro espiritual de outros seres humanos, sem qualquer resposta que lhes asserene o campo emotivo?
       O que mais singulariza o problema é que nem sempre vale a presença material de alguém para o auxílio de que outro alguém se reconhece necessitado. Quem sofre a solidão à companhia daqueles que lhes agravam o sofrimento.
       Todos nós carecemos de alívio na hora da angústia ou de apoio em momentos difíceis, e, para isso, contamos receber daqueles que nos rodeiam a frase compreensiva e conveniente. Entanto, nesse sentido, não bastará que os nossos benfeitores nos manejem corretamente o idioma ou nos identifiquem o grau de cultura. É imperioso nos conheçam os sentimentos e problemas, os ideais e realizações.
       Meditemos, pois, na importância do verbo e roguemos a Deus nos inspire, a fim de encontrarmos a porta adequada à palavra certa e sermos úteis aos outros, tanto quanto esperamos que os outros sejam úteis a nós."


(“Entre irmãos de outras Terras”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 5 de maio de 2015

"RESPONSABILIDADE"

"Deus emprestou-te filhos
Para que os eduques.
Deus confiou-te terras
Para que as cultives.
Deus mandou-te o dinheiro
Para servir ao Bem.
Deus te envia a saúde,
A fim de que trabalhes.
Deus o fez livre, forte
E também responsável.
A vida é luz em todos
Mas o mundo é de Deus."

(Emmanuel, na obra  “Senda para Deus”, Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

"A FALSA MENDIGA"

"Zezélia pedia esmolas, havia muitos anos.
Não era tão doente que não pudesse trabalhar, produzindo algo de útil, mas não se animava a enfrentar qualquer disciplina de serviço.
— Esmola pelo amor de Deus! — clamava o dia inteiro, dirigindo-se aos transeuntes, sentada à porta de imundo telheiro.
De quando em quando, pessoas amigas, depois de lhe darem um níquel, aconselhavam:
— Zezélia, você não poderia plantar algum milho?
— Não posso... — respondia logo.
— Zezélia, quem sabe poderia você beneficiar alguns quilos de café?
— Quem sou eu, meu filho? não tenho forças...
— Não desejaria lavar roupa e ganhar algum dinheiro? — indagavam damas bondosas.
— Nem pensar nisto. Não aguento...
— Zezélia, vamos vender flores! — convidavam algumas jovens que se compadeciam dela.
— Não posso andar, minhas filhas!... — exclamava, suspirando.
— E o bordado, Zezélia? — interrogava a vizinha, prestativa — você tem as mãos livres. A agulha é uma boa companheira. Quem sabe poderá ajudar-nos? Receberá compensadora remuneração.
— Não tenho os dedos seguros — informava, teimosa — e falta-me suficiente energia... Não posso, minha senhora...
E, assim, Zezélia vivia prostrada, sem ânimo, sem alegria.
Afirmava sentir dores por toda parte do corpo. Dava notícias da tosse, da tonteira e do resfriado com longas palavras que raras pessoas dispunham de tempo para ouvir. Além das lamentações contínuas, clamava que não bebia café por falta de açúcar, que não almoçara por não dispor de alimentação.
Tanto pediu, chorou e se queixou Zezélia que, em certa manhã, foi encontrada morta e a caridade pública enterrou-lhe o corpo com muita piedade.
Todos os vizinhos e conhecidos julgaram que a alma de Zezélia fora diretamente para o Céu; entretanto, não foi assim.
Ela acordou em meio dum campo muito escuro e muito frio.
Achava-se sem ninguém e gritou, aflita, pelo socorro de Deus.
Depois de muito tempo, um anjo apareceu e disse-lhe, bondoso:
— Zezélia, que deseja você?
— Ah! — observou, muito vaidosa — já sou conhecida na Casa Celestial?
— Há muito tempo — informou o emissário, compadecido.
A velha começou a chorar e rogou em pranto:
— Tenho sofrido muito!... quero o amparo do Alto!...
— Mas, ouça! — esclareceu o mensageiro — o auxílio divino é para quem trabalha. Quem não planta, nada tem a colher. Você não cavou a terra, não cuidou de plantas, não ajudou os animais, não fiou o algodão, não teceu fios, não costurou o pano, não amparou crianças, não fez pão, não lavou roupa, não varreu a casa, não cuidou de flores, não tratou nem mesmo de sua saúde e de seu corpo... Como pretende receber as bênçãos de Cima?
A infeliz observou, então:
— Nada podia fazer... eu era mendiga...
O anjo, contudo, replicou:
— Não, Zezélia! — você não era mendiga. Você foi simplesmente preguiçosa. Quando aprender a trabalhar, chame por nós e receberá o socorro celeste.
Cerrou-se-lhe aos olhos o horizonte de luz e, às escuras, Zezélia voltou para a Terra, a fim de renovar-se."
 ("Alvorada Cristã", Neio Lúcio/ Francisco Cândido Xavier)

domingo, 3 de maio de 2015

"SINCERIDADE"

“Aliás, não é de bom aviso atacar bruscamente os preconceitos. Esse o melhor meio de não ser ouvido. Por essa razão é que os Espíritos muitas vezes falam no sentido da opinião dos que os ouvem: é para o trazer pouco a pouco à verdade. Apropriam uma linguagem às pessoas, como tu mesmo farás, se fores um orador mais ou menos hábil.”
Livro dos Médiuns, 2ª. Parte, Cap. XXVII – Item 301 (3ª ).

       "Em nome da verdade não apliques a palavra contundente sobre a fraqueza daqueles que caminham desequilibrados ao teu lado.
       A pretexto de servir à causa do Bem não derrames espinhos pela senda onde segue teu próximo, tentando, dessa forma, ser coerente com as próprias convicções.
       Falando em nome do ideal que esposas, evita a exposição petulante dos conhecimentos que um dia te conferiram; apresenta-os aos ouvintes com a simplicidade que agrada e sem a pretensão de emitires o último conceito.
       Justificando a tua maneira sadia de viver, não te faças desagradável companhia, usando, indiscriminadamente, a palavra ferinte e o argumento intolerante, a expressão deprimente e a frase impiedosa em relação àqueles que ainda não podem seguir-te os passos.
       Procurando libertar a tua alma do erro, não intentes escravizar aos teus caprichos de pensamento quantos não têm possibilidade de voar contigo na amplidão do conhecimento.
       Na observação que fazes, não te esqueças que nem todos os seres se encontram preparados para ouvir-te as repreensões, mesmo quando coroadas das melhores intenções.
       Procurando ajudar, não te detenhas, apenas, na descoberta da ferida; utiliza-te do singelo chumaço do algodão e cobre a enfermidade com medicação balsâmica.
       Não te esqueças de que a verdade, semelhante à moral penetra, lentamente, acendendo luzes na escuridão e vencendo trevas sem precipitação em gritos, generalizando-se, poderosa.
       Muitas vezes, se serve melhor à verdade, calando a palavra ofensiva e constringente que jamais edifica.
       Saber e silenciar, receber e guardar, ouvir e reter são manifestações que contribuem mais para a campanha de esclarecimento do que expor a verdade, aos gritos, junto às almas que não se encontram preparadas para a renovação.
       Sinceridade!...
       Quantas vezes em teu nome se destrói, esmaga-se, desanima-se e persegue-se, acreditando servir à honra e ao bem.
       Por isso mesmo, lavra teu campo, meu irmão, semeia a bondade e a luz e, sendo sincero para contigo mesmo, serve ao ideal do Cristo na humanidade inteira, ajudando, se cessar, a quantos caminham pelas tuas veredas.
       Não será isto, porventura, o que Jesus faz conosco?"

(“Espírito e Vida”, Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco)

sábado, 2 de maio de 2015

"NÃO REVIDES"

       "Não revides a agressão verbal que tenhas sofrido.
       Toda semente lançada à terra germinará de acordo com a espécie.
       A calúnia, após ecoar, acaba tornando ao ponto de origem.
       A consciência articula contra quem trama a queda de alguém.
       Somos punidos no que tencionamos punir os outros.
       Silencia diante da maledicência.
       Defende-te na prática sistemática do bem aos semelhantes.
       Se não te fragilizares, nada te alcançará, causando-te prejuízo.
       Conserva-te sobranceiro e todo ataque contra ti se perderá sem força.
       Mesmo amargurado não te defendas.
       O tempo é a voz da Verdade que não cala."
(“Vigiai e orai”, Irmão José/Carlos A. Baccelli)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

"DOAÇÃO MAIS IMPORTANTE"

          "Existe uma doação mais importante que as demais – a do teu tempo aos semelhantes!
          Se o que doas do que reténs vale muito para quem se encontra na prova da penúria material, para ti o que vale mais é a doação do que te esforças para ser.
          Em contato direto com os necessitados é que conheces o teu conteúdo.
          O braço que estendes na oferta que fazes, ainda, de certa maneira, fixa distância entre ti e o próximo...
          O cheque que assinas não te impõe, muitas vezes, outro sacrifício que não seja pequena diferença em teu saldo bancário.
          O que encarregas outrem de levar impede-te de ver e de sentir, para que se te operem mais profundas transformações.
          Da Caridade é preciso que possuas não apenas os olhos e as mãos, mas também o coração."  


("Senhor e Mestre", Irmão José/Carlos A. Baccelli)