terça-feira, 6 de agosto de 2013

"CONSULTAS"

"E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?"
JOÃO, 8:5
"Várias vezes o espírito de má fé cercou o Mestre, com interrogações, aguardando determinadas respostas pelas quais o ridicularizasse. A palavra d’Ele, porém, era sempre firme, incontestável, cheia de sabor divino.
Referimo-nos ao fato para considerar que semelhantes anotações convidam o discípulo a consultar sempre a sabedoria, o gesto e o exemplo do Mestre.
Os ensinamentos e atos de Jesus constituem lições espontâneas para todas as questões da vida.
O homem costuma gastar grandes patrimônios financeiros nos inquéritos da inteligência. O parecer dos profissionais do direito custa, por vezes, o preço de angustioso sacrifício.
Jesus, porém, fornece opiniões decisivas e profundas, gratuitamente.
Basta que a alma procure a oração, o equilíbrio e a quietude. O Mestre falar-lhe-á na Boa Nova da Redenção.
Frequentemente, surgem casos inesperados, problemas de solução difícil.
Não ignora o homem o que os costumes e as tradições mandam resolver, de certo modo; no entanto, é indispensável que o aprendiz do Evangelho pergunte, no santuário do coração:
— Tu, porém, Mestre, que me dizes a isto?
E a resposta não se fará esperar como divina luz no grande silêncio."

("Caminho, Verdade e Vida", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

"Dispunha o Senhor..."

"Dispunha o Senhor de legiões de emissários esclarecidos, mantinha incalculáveis reservas ao seu dispor. Poderia enviar ao mundo iluminados filósofos para renovarem o entendimento das criaturas, médicos sábios que curassem os cegos e os loucos, condutores fiéis, dedicados a ensinar o caminho do bem.
Em verdade, desde os primórdios da organização humana mobiliza o Senhor a multidão de seus cooperadores diretos, a nosso favor, mesmo porque suas mãos divinas enfeixam o poder administrativo da Terra, mas urge reconhecer que, no momento julgado essencial para o lançamento do Reino de Deus entre os homens, veio, Ele mesmo, à nossa esfera de sombras e conflitos.
Não enviou substitutos ou representantes. Assumiu a responsabilidade de seus ensinamentos e, sozinho, suportou a incompreensão e a cruz.
Inspiremo-nos no Cristo e atendamos pessoalmente ao dever que a vida nos confere.
Perante o Supremo Senhor, todos temos serviço intransferível."
("Vinha de Luz", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

domingo, 4 de agosto de 2013

"Marcha..."




 "Marcha, pois, para frente, grandiosa falange da fé! E os pesados batalhões dos incrédulos se desvanecerão diante de ti, como as névoas da manhã aos primeiros raios de Sol."
("O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec)

"Quem quer que se eleve..."

"Quem quer que se eleve acima do nível comum está sempre em
luta com o ciúme e a inveja. Os que se sentem incapazes de
chegar à altura em que aquele se encontra esforçam-se para
rebaixá-lo, por meio da difamação, da maledicência e da
calúnia; tanto mais forte gritam, quanto menores se acham,
crendo que se engrandecem e o eclipsam pelo arruído que
promovem. Tal foi e será a História da Humanidade,
enquanto os homens não houverem compreendido a sua
natureza espiritual e alargado seu horizonte moral. Por aí
se vê que semelhante preconceito é próprio dos espíritos
acanhados e vulgares, que tomam suas personalidades
por ponto de aferição de tudo."
("A Génese", Allan Kardec)

sábado, 3 de agosto de 2013

"O maior milagre que Jesus operou..."

"O maior milagre que Jesus operou, o que verdadeiramente atesta a
sua superioridade, foi a revolução que seus ensinos produziram no mundo, mau grado  a  exigüidade dos seus meios de ação.
Com efeito, Jesus, obscuro, pobre, nascido na mais humilde condição, no seio de um povo pequenino, quase ignorado e sem preponderância política, artística ou literária, apenas durante três anos prega a sua doutrina; em todo esse curto
espaço de tempo é desatendido e perseguido pelos seus concidadãos; vê-se obrigado a fugir para não ser lapidado; é traído por um de seus apóstolos, renegado por outro, abandonado por todos no momento cm que cai nas mãos de seus inimigos. Só fazia o bem e isso não o punha ao abrigo da malevolência,
que dos próprios serviços que ele prestava tirava motivos para o acusar.
Condenado ao suplício que só aos criminosos era infligido, morre ignorado do mundo, visto que a História daquela época nada diz a seu respeito . Nada escreveu; entretanto, ajudado por alguns homens tão obscuros quanto ele, sua palavra bastou para regenerar o mundo; sua doutrina matou o paganismo onipotente e se tornou o facho da civilização. Tinha contra si tudo o que causa o
malogro das obras dos homens, razão por que dizemos que o triunfo alcançado pela sua doutrina foi o maior dos seus milagres, ao mesmo tempo que prova ser divina a sua missão. Se, em vez de princípios sociais e regeneradores, fundados sobre o futuro espiritual do homem, ele apenas houvesse legado à
posteridade alguns fatos maravilhosos, talvez hoje mal o conhecessem de nome."
("A Génese", Allan Kardec)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

"FÉ QUE TRANSFORMA"

"O cepticismo que grassa, dominador, de certo modo está presente no comportamento de muitas pessoas que se movimentam nos arraiais da fé.
       Disfarçado de “crítica construtiva”, leva inúmeras criaturas a arremeterem contra outras, destruindo com os camartelos da impiedade as construções que não compreendem.
       Nas Entidades a que se filiam, essas pessoas assumem uma postura formal, que os atos contradizem no dia-a-dia.
       Participam dos cultos religiosos com fervor, não raro, aparente, logo retornando aos comportamentos que negam a crença a que se vinculam.
       Em nome da religião prosseguem conquistando o mundo e se apresentam com uma crueldade inimaginável em relação aos que tomam como inimigos.
       É certo que, em todas as épocas, foi assim. No entanto, os esforços da cultura, da ética e da civilização poderiam haver logrado resultados mais positivos, o que, lamentavelmente, não aconteceu.
-o-
       Os que se apoiam na razão, aceitando os postulados espirituais por experiência pessoal que a lógica afirma, têm o dever de superar essa conduta ambígua.
       É certo que o homem tem o direito de discorda e o dever de laborar em favor da verdade. Todavia, não lhe é lícito brandir a espada de combatente impiedoso, seguindo ao campo, para ferir e esmagar.
       Quando o indivíduo se desarmar da prepotência e se conscientizar, realmente, dos objetivos da vida, agirá com maior correção, coerente com os objetivos que busca alcançar.
-o-
       As palavras eloquentes chamam a atenção e sensibilizam, mas os exemplos são os que conquistam e convencem.
       Por isso, a aquisição da fé espírita proporciona paz interior, enquanto liberta o homem das paixões de grei, de casta, de raça e de ideologias escravizadoras.
       Indispensável que cada um realize a avaliação periódica em torno do comportamento, para o prosseguimento correto das ações.
       Não foi por outra razão que o apóstolo Tiago afirmou: “Fé sem obras é estéril” e Allan Kardec acentuou que “a transformação moral do homem para melhor” é o atestado legítimo do seu valor e da sua fé."
(“Luz da Esperança”, Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

"PERIGOS"

"Guarda a própria alma na compreensão e na bondade para com todos, a fim de que o amor te preserve as fontes da vida.
       Muitos companheiros atravessam o campo humano, receando calamidades exteriores, amplamente desprevenidos contra os flagelos do mundo íntimo.
       Temem o fogo terrestre que a água consome e não se precatam contra o incêndio da discórdia que lhes destrói o templo doméstico.
       Apavoram-se diante de profecias inconsequentes, nada compatíveis com a misericórdia que nos preside a existência, e adormecem, desavisados, à frente dos deveres que a vida lhes confiou.
       Amedrontam-se, perante a bala mortífera que assalta o corpo frágil e perecível e entregam-se ao vírus da calúnia que lhes corrompe os tecidos sutis da alma.
       Recuam espavoridos, ante a infestação da varíola ou do tifo que a medicina combate com segurança e aceitam sem murmurar as sugestões da preguiça e da indisciplina que lhes atormentam as horas.
       Referem-se a perigos remotos que talvez jamais lhes visitem a estrada e caminham, por vezes, entre as farpas invisíveis da desarmonia e do ódio, do ressentimento e do desespero, criando com a própria atitude a taça de sofrimento e de expiação, em que sorvem, desalentados, o escuro elixir da morte.
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       Conserva o coração no entendimento, o cérebro no equilíbrio, os olhos na visão limpa do bem, o verbo na fraternidade real e as mãos no serviço incessante e não precisarás temer perigo algum, de vez que a fortaleza interior ser-te-á, em tudo a força precisa para que possas refletir, onde estiveres, a vontade sábia e compassiva de Deus."

(“Intervalos”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)