terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"EM SAUDAÇÃO"

“E indo as mulheres anunciá-lo aos seus discípulOS, eis que Jesus lhes
surge ao encontro, dizendo: “Eu vos saúdo!” — Mateus, capítulo 28º, versículo 9.






"Esbatera-se no horizonte a treva noturna.
Ao clarão do amanhecer, as mulheres de Jerusalém dirigem-se ao sepulcro do
Eterno Amigo para a exaltação da saudade.
Inquietas, porém, encontram-no vazio.
Guardas atônitos comunicam-lhes que a vida triunfara da morte...
E quando as irmãs fiéis se voltam, em regozijo, para anunciar aos companheiros a grande nova, eis que Jesus lhes surge, redivivo, ao encontro, exclamando, feliz: — “Eu vos saúdo!”
Não é um fantasma que regressa.
Não é um morto entre panos do túmulo.
Não traz qualquer sinal de tristeza.
Não espalha terror e luto.
O Mestre irradia jubiloso amor e clama: —“Salve!”
No limiar deste livro, formado com a palavra viva dos amigos desencarnados,
recordamos o Benfeitor Celeste, em sua gloriosa ressurreição, e desejamos sejam essas páginas uma saudação dos vivos da Espiritualidade que bradam para os vivos da Escola Humana:
— Irmãos, aproveitai o tempo que vos é concedido na Terra para a construção
da verdadeira felicidade!.
A morte é renovação, investindo a alma na posse do bem ou do mal que cultivou em si mesma durante a existência.
Vinde à esperança, vós que chorais na sombra da provação!
Suportai a dor como bênção do Céu e avançai para a luz sem desfalecer!...
Além da cinza que o túmulo espalha sobre os sonhos da carne, a alma que amou e elevou-se renasce plena de alegria na vida eterna, qual esplendoroso sol, fulgurando além da noite.
Depois de curto estágio na Terra, estareis conosco na triunfante imortalidade!
Ajudai-vos uns aos outros.
Educai-vos, aprendendo e servindo!...
E, buscando a inspiração de Jesus para a nossa luta de cada dia, roguemos a Deus nos abençoe."
(Emmanuel, na obra "Instruções Psicofônicas", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier)

"CADA EXISTÊNCIA"

Reunião pública de 10-3-61
1ª Parte, cap. V, item 4


"É como se retivéssemos esperanças, procurando explodir, e, por essa razão, sofres a impossibilidade transitória de alcançar o ideal a que te propões.
Queres realizar os melhores sonhos, aspiras ao estudo edificante do Universo, anseias atingir as culminâncias da Ciência e da Arte, atormentas-te pela aquisição da felicidade e
choras pela integração da própria alma no amor supremo...
Entretanto, quase sempre tens ainda o coração preso à dívida, à feição do diamante engastado ao seixo.
Há problemas que solicitam toda uma existência de renúncia constante, para que o fio do
destino se alimpe e desembarace.
À vista disso, não desertes da prova que te segrega, temporariamente, na grande tribulação.
O lar pejado de sacrifícios, a família consangüínea a configurar-se por forja ardente, a viuvez expressando exílio, a obrigação qual golilha atada ao pescoço, o compromisso de forma de algema e a moléstia semelhando espinho na própria carne constituem liquidações de longo prazo ou ajuste de contas a prestações, para que a liberdade nos felicite.
Resgata, pois, sem revolta, o próprio caminho.
Enquanto há inquietação na consciência, há resto a pagar.
Agradece, assim, as dificuldades e as dores que te rodeiam.
Cada existência, no plano físico, pode ser um passo adiante, que te projete na vanguarda de
luz.
Misericórdia na Justiça Divina, consolações inefáveis, braços amigos, diretrizes renovadores e auxílio constante não te faltam, em tempo algum; contudo, está em ti mesmo aceitar, adiar, reduzir, facilitar ou agravar o preço da tua libertação."
("Justiça Divina", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

"BOA OU MÁ VONTADE DOS ESPÍRITOS PARA CONVENCEREM"

"Boa ou má vontade dos Espíritos para convencerem"

"Visitante – Os Espíritos devem ter interesse em fazer prosélitos. Por que não consentem, mais do que o fazem, nos meios para convencer certas pessoas, cuja opinião seria de uma grande influência?

A.K. – É que, aparentemente, no momento, eles não têm interesse em convencer certas pessoas, cuja importância não medem como elas mesmas o fazem. É pouco lisonjeiro, eu convenho, mas nós não comandamos suas opiniões, pois os Espíritos têm um modo de julgar as coisas que não é sempre o nosso. Eles vêem, pensam e agem segundo outros elementos; enquanto nossa visão está circunscrita pela matéria, limitada pelo círculo estreito no meio do qual nos encontramos, eles abarcam o conjunto. O tempo, que nos parece tão longo, para eles é um instante, assim como a distância, que não é senão um passo; certos detalhes, que nos parecem de uma importância extrema, para eles são pueris; em compensação, acham importantes, coisas das quais não compreendemos a importância. Para compreendê-los, é preciso se elevar pelo pensamento acima do nosso horizonte material e moral, e nos colocar em sua posição; não cabe a eles descerem até nós, mas cabe a nós nos elevarmos até eles, e é a isso que nos conduz o estudo e a observação.

Os Espíritos apreciam os observadores assíduos e conscienciosos, para os quais multiplicam as fontes de luz; o que os afasta não é a dúvida que nasce da ignorância, mas a fatuidade desses pretensos observadores que, nada tendo observado, pretendem colocá-los na berlinda e manobrá-los como a marionetes; é sobretudo o sentimento de hostilidade e de difamação que carregam consigo e que está em seu pensamento, se não está em suas palavras. Para estes, os Espíritos nada fazem e se inquietam muito pouco com aquilo que eles possam falar ou pensar, porque sua vez chegará. Por isso eu disse que o necessário não é a fé, mas a boa-fé."
("O que é o Espiritismo", Allan Kardec)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Felicidade

"922. A felicidade terrena é relativa à posição de cada um; o que basta à felicidade de um faz a infelicidade de outro. Existe, entretanto, uma medida de felicidade comum a todos os homens?

– Para a vida material, é a posse do necessário; para a vida moral, a pureza da consciência e a fé no futuro."

("O Livro dos Espíritos", Allan Kardec)

"ANTE O CÉU ESTRELADO"



"Senhor:
ante o céu estrelado,
que nos releva a tua grandeza,
deixa que nossos corações se unam
à prece das coisas simples...
Concede-nos, Pai,
a compaixão das árvores,
a espontaneidade das flores,
a fidelidade da erva tenra,
a perseverança das águas que procuram o repouso nas profundezas.
a serenidade do campo,
a brandura do vento leve,
a harmonia do outeiro,
a música do vale,
a confiança do inseto humilde,
o espírito de serviço da terra benfazeja,
para que não estejamos
recebendo, em vão, tuas dádivas,
e para que o teu amor resplandeça,
no centro de nossas vidas,
agora e sempre.
Assim Seja."
(Emmanuel, na obra "Relicário de Luz", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier)

"AMA E ESPERA"



"Emudece o teu pranto. Cala o grito
De revolta na dor que te encarcera...
Por mais negra, mais rude, mais sincera,
A mágoa estranha de teu peito aflito.
Em toda a Terra há lágrima e conflito,
Ruínas do mundo que se desespera...
Ama e sofre, trabalha e persevera
Na esperança de paz e de infinito.
Peregrino de campo atormentado,
Rompe os elos e as trevas do passado,
Fita a luz do porvir resplandecente...
Muito além do terrível sorvedouro,
Nas estradas liriais de acanto e louro,
O sol do amor refulge eternamente."

(Cruz e Souza, na obra "Relicário de Luz",
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Inspiração para começar o novo ano!

"Por maiores se façam a dor que te visite, o golpe que te fira, a tribulação que te busque ou o sofrimento que te assalte, não esmoreças na fé e prossegue fiel às próprias obrigações, porque se todo o bem te parece perdido, na face da tarefa em que te encontras, guarda a certeza de que Deus está contigo, trabalhando no outro lado."
("Alma E Coração", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)