quinta-feira, 10 de abril de 2014

"SENTENCIADOS"

"Com relação à pena de morte, sabendo-se que a morte não existe, no sentido de extinção da personalidade, não nos será lícito apoiá-la, de vez que estaríamos aplaudindo na comunidade uma atitude que reprovamos no indivíduo.
       Em suma, nunca sanaremos um mal com outro mal.
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       Considerando-se, porém, a lei da evolução que nos preside os destinos, ante a Divina Justiça, é importante observar que temos na Terra milhões de sentenciados, como sejam:
       os espíritos selvagens estão intimados a perderem, através de longas provações, a brutalidade a que ainda se apegam;
       os analfabetos se encontram na obrigação de caminharem para as fontes de instrução;
       os maus jazem indicados para longas incursões no sofrimento, a fim de aprenderem a ser bons;
       os ingênuos se revelam fadados a muitos desenganos com o objetivo de adquirirem experiência;
       os rebeldes reconhecer-se-ão encabrestados na fieira de obstáculos e frustrações consecutivos, de modo a alcançarem a luz da reflexão e da disciplina;
       os ociosos, cronificados na inércia, estão marcados para imersões nos nevoeiros da penúria, a fim de compreenderem a felicidade e o privilégio do trabalho.
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       Atendendo-se aos princípios de causa e efeito que nos regem e sem anotarmos os problemas de lugar e tempo, dever e condição, até atingirmos a Espiritualidade Superior, todos nós estamos sentenciados a tarefas determinadas que o exame correto de nossas tendências nos demonstram, quais são."
(“Espera Servindo”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

"SEGUINDO ADIANTE"

"Por mais se te fale de calamidades e crises, não permitas que o desânimo te alugue o coração para os comícios da rebeldia.
Investir os valores do tempo em palavras de pessimismo é o mesmo que injetar venenoso entorpecente no espírito de quem ouve.
Somos todos na Terra criaturas em crescimento espiritual, dentro da perenidade da vida.
De quantas experiências precisou o homem para alcançar determinadas realizações do progresso exterior?
Quantas esperanças frustradas e quantas existências desfeitas para que a indústria seja hoje o grande facilitário do trabalho, para que a mente humana aprenda a raciocinar?
Efetivamente, observas pelos olhos da imprensa escrita e radiotelevisada as imensas lutas que se desenrolam de povo a povo.
Dramatizam-se delitos, patenteia-se o recrudescimento da crueldade que transparece do comportamento das criaturas, especialmente daquelas a quem o abuso dos tóxicos desfigurou o pensamento.
Multiplicam-se os processos da delinquência, vaticinam-se desastres, mas raros são aqueles que anotam o progresso constante das ciências psicológicas, curando a loucura e salvando vidas, o trabalho indescritível dos que combatem o emprego inadequado dos alucinógenos, o esforço gigantesco de quantos se empenham a cercear a violência e a presença da Divina Sabedoria, conservando a Terra por nave prodigiosa, evoluindo em rumo certo.
Haja o que houver, trabalha na edificação do bem e segue adiante.
Reflete na semente, vencendo os obstáculos do solo para desabrochar com a finalidade de servir.
Medita na árvore podada, melhorando a produção que lhe é própria.
Dor, na maioria das vezes, é o tributo que se paga ao aperfeiçoamento espiritual.
Problema é desafio indispensável ao aprimoramento do raciocínio.
Dificuldade mede eficiência.
Ofensa avalia compreensão.
A própria morte é nova forma de vida.
Por mais te requisitem a presença na retaguarda, presta à retaguarda o auxílio que se te faça possível, mas segue para a frente.
Não descreias do bem.
O mal é sempre desequilíbrio e todo desequilíbrio reclama reajuste.
Ainda mesmo te encontres em tamanho labirinto e que a vida te pareça extensa noite, recorda que as estrelas reinam sobre as trevas e que, por mais espessas se mostrem as sombras noturnas, determinam as Leis de Deus que amanhã seja novo dia."

("Inspiração", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)



terça-feira, 8 de abril de 2014

"Um erro muito frequente..."

   "Um erro muito frequente entre alguns neófitos é o de se julgarem mestres após alguns meses de estudo. Como sabeis, o Espiritismo é uma ciência imensa, cuja experiência não pode ser adquirida senão com o tempo, como, aliás, em todas as coisas. Há nessa pretensão de não mais necessitar de conselhos e de se julgar acima de todos uma prova de incompetência, pois não atende a um dos primeiros preceitos da doutrina: a modéstia e a humidade. Quando os Espíritos maléficos encontram semelhantes disposições num indivíduo, não deixam de o superexcitar e de o entreter, persuadindo-o de que só ele possui a verdade. É um dos escolhos que podem ser encontrados, e contra o qual juguei dever vos prevenir, acrescentando que não basta dizer-se espírita, como não basta dizer-se cristão: é preciso prová-lo pela prática."
("Revista Espírita", Novembro de 1861)

"O MELHOR ESFORÇO"


        "Todos buscamos, em nossa fé, o dom de servir a Deus.
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        Entretanto, a cada passo, ante a nossa bagagem de sombra, reconhecemos quão difícil se faz a concretização de nossos desejos, porquanto o nosso repositório de possibilidades guarda somente valores fragmentários e virtudes inexpressivas, que tremem e desaparecem, à maneira da chama frágil que bruxoleia e se apaga ao primeiro golpe de vento.
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        Nossa fé, quase sempre, não passa de vaga confiança, entre a firmeza e a indecisão, fanando-se, apressada, nos dias de temporal...
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        Nossa paciência é carinho confinado ao círculo doméstico, tolerando os mais caros e desmandando-se, em frases rudes, à menor aproximação daqueles que não vêm o mundo por nossos pontos de vista...
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        Nossa boa vontade é um jardim de exclusivismo incensando aqueles que nos merecem estima e reconhecimento, metamorfoseando-se, à frente os que não se sintonizam conosco, em deplorável espinheiro de queixas e acusações...
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        Nosso amor, habitualmente, é simples capricho sentimental acomodando-se com os irmãos de nossa simpatia, de vez que o adversário é invariavelmente o ponto nevrálgico de nossa irascibilidade, arranco-nos das promessas sublimes para a cova sombria da maledicência e da aversão.
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        Nunca sabemos se a nossa humildade vive emoldurada no orgulho e nunca podemos precisar até que ponto caminha a nossa caridade sem o travão do egoísmo.
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        Assim, se buscamos uma atitude que nos torne agradáveis ao Céu, integremo-nos na atividade incessante do bem, porque servindo e aprendendo sem repousar, não dispomos de tempo para o  culto às nossas próprias fraquezas.
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        Consagremo-nos à tarefa que é nossa, melhorando-nos cada dia e, entre a renúncia aos nossos desejos e o serviço incansável aos nossos semelhantes, descobriremos em nós mesmos a inexprimível felicidade de quem encontrou na vida o esforço mais nobre e mais agradável a Deus."
(“Indulgência”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

"Os médiuns..."

"Os médiuns atuais (...) receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé."

("O Evangelho Segundo o Espiritismo". Allan Kardec)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

"IMAGENS"

 "Não é somente o homem que escreve, a pessoa capaz de trazer monstruosas criações ao pensamento do povo, assim como não apenas o tribuno pode formar na mente alheia estados alarmantes de ansiedade e loucura.
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       Quantas vezes, nas tarefas cotidianas, traçamos nos outros destrutivas impressões de revolta e indiferença, com os nossos gestos impensados?
       Quantas vezes nossa cólera terá gerado naqueles que nos cercam, o desânimo e a frustração?
       Em quantos pequeninos lances da luta diária, damos passo à calúnia e à maledicência, pasmando ideias que, hoje vagas e imprecisas, podem ser amanhã, decisivos fatores de perturbação e delinquência?
       Longe de ponderar as responsabilidades que nos enriquecem o espírito, frequentemente descemos a questiúnculas e bagatelas infelizes, sugerindo a maldade e disseminando a aflição, agravando, assim, nossos débitos, consolidando as forças da ignorância e da crueldade, em desfavor de nós mesmos.
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       No altar de nossa fé e no campo da caridade que o Senhor nos deu para lavrar, recorda que responderemos pelas imagens que os nossos pensamentos, palavras e atos estabelecem na alma dos outros, tanto os arquitetos se incumbem das construções que lhes obedecem aos planos.
       E acordando para a luz que nos cabe acender na viagem da vida, não te esqueças da claridade de paz e bom ânimo, confiança e alegria que nos compete estender, na proteção aos que nos cercam, a fim de que possamos avançar livremente ao encontro da harmonia e do progresso, porque todas as nossas criações de pessimismos e indisciplina, desalento e amargura, em seus golpes de retorno, significarão para nós mesmos, penúria e dificuldade, infortúnio e provação."

(“Mãos marcadas”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

domingo, 6 de abril de 2014

"MELHORAR PARA PROGREDIR"


"E a um deu cinco talentos e a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade..." - Jesus. (MATEUS, 25:15.)


"Melhorar para progredir - eis a senha da evolução.

Passa o rio dos dons divinos em todos os continentes da vida, contudo, cada ser lhe recolhe as águas, segundo o recipiente de que se faz portador.

Não olvides que os talentos de Deus são iguais para todos, competindo a nós outros a solução do problema alusivo à capacidade de recebê-los.

Não te percas, desse modo, na lamentação indébita.

Uma hora anulada na queixa é vasto patrimônio perdido no preparo da justa habilitação para a meta a alcançar.

Muitos suspiram por tarefas de amor, confiando-se à aversão e à discórdia, enquanto que muitos outros sonham servir à luz, sustentando-se nas trevas da ociosidade e da ignorância.

A alegria e o fulgor dos cimos jazem abertos a todos aqueles que se disponham à jornada da ascensão.

Se te afeiçoas, assim, aos ideais de aprimoramento e progresso, não te afastes do trabalho que renova, do estudo que aperfeiçoa, do perdão que ilumina, do sacrifício que enobrece e da bondade que santifica...

Lembra-te de que o Senhor nos concede tudo aquilo de que necessitamos para comungar-Lhe a glória divina, entretanto, não te esqueças de que as dádivas do Criador se fixam, nos seres da Criação, conforme a capacidade de cada um."
("Palavras de Vida Eterna", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)