domingo, 14 de julho de 2013

"DOAÇÃO E NÓS"

“Dai e dar-se-vos-á...”
JESUS (Lucas, 6:38)


       "Deus te deu a ciência, a fim de que a entendas, em benefício de nossos irmãos, com tal devotamento que a ignorância jamais consiga entenebrecer os caminhos da Humanidade.
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        Deus te deu o discernimento, para que o teu concurso verbal ajude a compreensão dos que te ouvem, de tal modo que a tua presença, seja ponde for, venha a se constituir em luz que dissipe a sombra do desequilíbrio e o nevoeiro da discórdia.
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        Deus te deu a autoridade, a fim de que exerças a justiça com misericórdia, de tal maneira que a compaixão não desapareça do mundo, sob as rajadas da violência.
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        Deus te deu a fortuna para que o teu dinheiro se faça coluna do trabalho e da beneficência, com tal abnegação que a penúria jamais aniquile os nossos companheiros ainda menos felizes, nas trilhas da provação e do desespero.
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        Deus constantemente algo te dá, entretanto só conservarás e multiplicarás os talentos recebidos através das doações que fizeres.
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        Todos somos tão-somente usufrutuários dos bens da vida, os quais, no fundo, pertencem unicamente ao Senhor do Universo, que no-los conserva nas mãos, segundo o proveito e o rendimento que lhes venhamos a imprimir.
        “Dai e dar-se-vos-á” — afirmou Jesus.
        Isso, na essência, quer dizer: Deus te dá para que dês."

(“Ceifa de Luz”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
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sábado, 13 de julho de 2013

"A HISTÓRIA DE UM PÃO"

"Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residência.

A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-lhe os adornos.

Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, joias e relíquias, sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.

Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.

E porque na memória de semelhantes amigos ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância...

Todavia, entre estes encontrou simplesmente a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.

Barsabás entregou-se às lágrimas, de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas...

Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e, como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.

Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.

Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.

Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o ministro espiritual que velava no pórtico.

Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou, sereno:

– Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra...

– Ai de mim – soluçou o desventurado – eu jamais fiz o bem...

– Em verdade – prosseguiu o informante –, trazes contigo, em grandes sinais, o pranto e o sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojaste, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor...

E apontou-lhe acanhada estrela que brilhava à feição de pequeno disco solar.

– Há 32 anos – disse, ainda, o instrutor – deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu, em prece ao Senhor da Vida.

Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:

– Jonakim, o enjeitado?

– Sim, ele mesmo – confirmou o missionário divino.

– Segue a claridade do pão que deste, um dia, por amor, e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.

E Barsabás acompanhou o tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se às Alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.

Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho...

Era Jonakim, aos quarenta de idade.

Como se estivessem os dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar.


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Decorrido um ano, Jonakim, o carpinteiro, ostentava, sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.

Com a bênção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se."




(Irmão X, na obra "O Espírito da Verdade", Autores Diversos/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

"NÃO VIM TRAZER PAZ, MAS ESPADA"

"Certamente que Jesus não veio trazer paz, do modo que pensas, mas a espada. As ideias deveriam mudar, mudar para a luz do progresso espiritual, e é nestas modificações que a ignorância altera, em suas contradições, a vivência. É neste sentido que haverá divisão entre as criaturas que convivem nos lares. Nós mesmos, no mundo espiritual, nos reunimos por sintonia.
       Quando o amor for o móvel de certa vida, não tendo quem a acompanha neste ideal do bem comum, haverá divisão por lei natural. Se há unidade de sentimentos, desaparecem as separações.
       Os que negam o Evangelho são mortos de entendimentos que bem sabe o Senhor, que eles não sabem o que fazem, sem
estarem perdidos. A morte é filha da ignorância e a vida nasce em Deus.
       Jesus não veio destruir a lei anunciada pelos profetas, mas dar-lhe cumprimento, na feição mais pura das leis universais de Deus para a humanidade."

(Miramez, na obra “Assimilação Evangélica”,  João Nunes Maia – Espíritos diversos)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

"INTENTAR E AGIR"

"E fazei veredas direitas para
vossos pés, para que o que manqueja
se não desvie inteiramente, mas antes
seja sarado." Paulo, Hebreus 12:13


"O homem bem-intencionado refletirá intensamente em melhores caminhos, alimentando ideais superiores e inclinando-se à bondade e à justiça. Convenhamos, porém, que a boa intenção passará sem maior benefício, caso não se ligue à esfera das realidades imediatas na ação reta. É necessário meditar no bem; todavia, é imprescindível executá-lo.
A providência Divina cerca a estrada das criaturas com o material de edificação eterna, possibilitando-lhes a construção das "veredas direitas" a que Paulo de Tarso se reporta. Semelhante realização por parte do discípulo é indispensável, porquanto, em torno de seus caminhos, seguem os que manquejam.
Os prisioneiros da ignorância e da má-fé arrastam-se, como podem, nas margens do serviço de ordem superior, e, de quando em quando, se aproximam dos servidores fiéis do Cristo, propondo-lhes medidas e negócios que se lhes ajustem à mentalidade inferior. Somente aqueles que constroem estradas retas escapam-lhes aos assaltos subtis, defendendo-se e oferecendo-lhes também novas bases a fim de que se não desviem inteiramente dos Divinos Desígnios.
Aplica sempre as tuas boas intenções, no plano das realidades práticas, para que as tuas boas obras se iluminem de amor e para que o teu amor não se faça órfão de boas obras. Faze isso por ti, que necessitas de elevação, e por aqueles que ainda te procuram manquejando."

(“Pão Nosso”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

"ISSO É CONTIGO"


"E disse: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles porém,
responderam: Que nos importa? Isso é contigo." - (Mateus,27:4.)

"A palavra da maldade humana é sempre cruel para quantos lhe ouvem as criminosas insinuações. O caso de Judas demonstra a irresponsabilidade e a perversidade de quantos cooperam na execução dos grandes delitos.
O espírito imprevidente, se considera os alvitres malévolos, em breve se capacita da solidão em que se encontra nos círculos das consequências desastrosas.
Quem age corretamente encontrará, nos felizes resultados de suas iniciativas, aluviões de companheiros que lhe desejam partilhar as vitórias; entretanto, muito raramente sentirá a presença de alguém que lhe comungue as aflições nos dias da derrota temporária. Semelhante realidade induz a criatura à precaução mais insistente.
A experiência amarga de Judas repete-se com a maioria dos homens, todos os dias, embora em outros setores.
Há quem ouça delituosas insinuações da malícia ou da indisciplina, no que concerne à tranquilidade interior, às questões de família e ao trabalho comum. Por vezes o homem respira em paz, desenvolvendo as tarefas que lhe são necessárias; todavia é alcançado pelo conselho da inveja ou da desesperação e perturba-se com falsas perspectivas, penetrando, inadvertidamente, em labirintos escuros e ingratos. Quando reconhece o equivoco do cérebro ou do coração, volta-se ansioso, para os conselheiros da véspera, mas o mundo inferior, refazendo a observação a Judas, exclama em zombaria: - "Que nos importa? Isso é contigo."
(“Pão Nosso”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 9 de julho de 2013

"VERBO NOSSO"

“Eu, porém, vos digo que qualquer  que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo...” — JESUS — MATEUS, 5:22.
          “O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito.” – ESE — Cap. IX, 10.


        "Ainda as palavras.
       Velho tema, dirás.
       E sempre novo, repetiremos.
       É que existem palavras e palavras..
       Conhecemos aquelas que a filologia reúne, as que a gramática disciplina, as que a praxe entretece e as que a imprensa enfileira...
       Referir-nos-emos, contudo, ao verbo arrojado de nós, temperado na boca com os ingredientes da emoção, junto ao paladar daqueles que nos rodeiam. Verbo que nos transporta o calor do sangue e a vibração dos nervos, o açúcar do entendimento e o sal do raciocínio. Indispensável articulá-lo, em moldes de firmeza e compreensão, a fim de que não resvale fora do objetivo.
       No trabalho cotidiano, seja ele natural quanto o pão simples no serviço da mesa; no intercâmbio afetivo, usemo-lo à feição de água pura; nos instantes graves, façamo-lo igual ao bisturi do cirurgião que se limita, prudente, à incisão na zona enfermiça, sem golpes desnecessários; nos dias tristes, tomemo-lo por remédio eficiente, sem fugir à dosagem.
-o-
       Palavras são agentes na construção de todos os edifícios da vida.
       Lancemo-las, na direção dos outros, com o equilíbrio e a tolerância com que desejamos venham elas até nós.
       Sobretudo, evitemos a desconsideração e a ironia.
       Todo sarcasmo é tiro a esmo.
       E sempre que a irritação nos visite, guardemo-nos em silêncio, de vez que a cólera é tempestade magnética, no mundo da alma, e qualquer palavra que arremessamos, no momento da cólera, é semelhante ao raio fulminatório que ninguém sabe onde vai cair."
(“Livro da Esperança”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

"Nunca te omitas..."

   "Nunca te omitas ante a tarefa de auxiliar.
       Não somente com o dinheiro, a posição social relevante, o poder se dispõe de recursos para ajudar.
       A palavra gentil é geradora de estímulos e valores que logram resultados preciosos.
       O verbo tem erguido civilizações, como levado multidões à guerra, à destruição.
       Use a palavra para socorrer, emulando as pessoas caídas a levantar-se, os que dormem a despertar, os errados a corrigir-se, os agressivos a acalmar-se.
       Fala com elevação e bondade, tornando-te microfone fiel a serviço do bem."

("Vida Feliz", Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco)