sexta-feira, 10 de maio de 2013
"Se repontam ...
"Se repontam horas de crise nos encargos que te competem, mantém-te firme no lugar de trabalho em que o mundo te colocou e cultiva a certeza de que não te faltará auxílio para a concretização do bem a que te dedicas."
("Ceifa de Luz", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
quinta-feira, 9 de maio de 2013
"NA MEDITAÇÃO"
“E foram sós num barco para um lugar deserto.” — (MARCOS,
capítulo 6, versículo 32.)
"Tuas mãos permanecem extenuadas por fazer e desfazer.
Teus olhos, naturalmente, estão cheios da angústia recolhida nas
perturbações ambientes.
Doem-te os pés nas recapitulações dolorosas.
Teus sentimentos vão e vêm, através de impulsos tumultuáríos,
influenciados por mil pessoas diversas.
Tens o coração atormentado.
É natural. Nossa mente sofre sede de paz, como a terra seca tem
necessidade de água fria.
Vem a um lugar à parte, no país de ti mesmo, a fim de repousar um pouco.
Esquece as fronteiras sociais, os controles domésticos, as incompreensões dos
parentes, os assuntos difíceis, os problemas inquietantes, as idéias inferiores.
Retira-te dos lugares comuns a que ainda te prendes.
Concentra-te, por alguns minutos, em companhia do Cristo, no barco de
teus pensamentos mais puros, sobre o mar das preocupações cotidianas...
Ele te lavará a mente eivada de aflições.
Balsamizará tuas úlceras.
Dar-te-á salutares alvitres.
Basta que te cales e sua voz falará no sublime silêncio.
Oferece-lhe um coração valoroso na fé e na realização, e seus braços
divinos farão o resto.
Regressarás, então, aos círculos de luta, revigorado, forte e feliz.
Teu coração com Ele, a fim de agires, com êxito, no vale do serviço.
Ele contigo, para escalares, sem cansaço, a montanha da luz."
("Caminho, verdade e vida", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
quarta-feira, 8 de maio de 2013
"ENQUANTO PODES"
“Tu, porém, por que julgas teu irmão ? e tu, por que desprezas o teu ? pois todos compareceremos perante o Tribunal de Cristo”.
PAULO (ROMANOS, 14:10.)
"Constrangido a examinar a conduta do companheiro, nessa ou naquela circunstância difícil, não lhe condenes os embaraços morais.
Lembra-te dos dias de cinza e pranto em que o Senhor te susteve a queda a poucos milímetros da derrota.
Não te acredites a cavaleiro dos novos problemas que surgirão no caminho ...
Todo serviço incompleto, que deixaste na retaguarda, buscar-te-á, de novo, o convívio para que lhe ofereças acabamento. E o remate legal de todas as nossas lutas pede o fecho do Amor puro como selo da Paz Divina.
As pedras que arremessaste ao telhado alheio voltarão como tempo sobre o teto em que te asilas, e os venenos que destilastes sobre a esperança dos outros tornarão,no hausto da vida, ao clima de tua própria esperança, testando-te a resistência.
Aprende, pois, desde hoje, a ensaiar tolerância e entendimento, para que o remédio por ti mesmo encomendado às mãos do “agora” não te amargue a existência, destruindo-te o coração.
Toda semente produz no solo do tempo e as almas imaculadas não povoam ainda a Terra.
Distribui, portanto, a paciência e a bondade com todos aqueles que se enganaram sob a neblina do erro, para que te não faltem a paciência e a bondade do irmão a que te arrimarás no dia em que a sombra te ameace o campo das horas.
Auxilia, enquanto podes.
Ampara, quanto possas.
Socorre, quanto possível.
Alivia, quanto puderes.
Procura o bem, seja onde for.
E, enquanto podes, desculpa sempre, porque ninguém fugirá do exato julgamento na eterna lei."
("Palavras de Vida Eterna", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
terça-feira, 7 de maio de 2013
"EM TUA AFLIÇÃO"
"Guarda cuidado, nas horas de aflição, para que as tuas lágrimas de sofrimento não se convertam em óleo de egoísmo, incandescido nas chamas do desespero, a incendiar-te o caminho.
Lembra-te dos que jornadearam na Terra antes de ti e recorda que outros viajarão amanhã no sulco de teus passos para que a serenidade e a confiança te abençoem a existência.
Nos instantes de inconformação e de dor, lança breve olhar à retaguarda e reflete na angústia dos que caminham, dentro da noite, sem esperança...
Observa os que jazem na sombra da cegueira, os que se tresmalham nas trevas da loucura, os que foram mutilados ao nascer...
Medita naqueles que ainda hoje não dispuseram de pão para sossegar o estômago atormentado, que não puderam conciliar o sono sob as garras da inquietação ou que agonizam fora do lar, sequiosos da assistência e do afeto que lhes faltaram à vida...
Não te detenhas, na revolta ou no desânimo, já que possui cérebro para raciocinar com segurança, olhos para enxergar a paisagem, verbo para tecer a caridade e o consolo das mãos para auxiliar...
Não olvides que as aflições irremediáveis emudecem o coração, impedindo, muitas vezes, a própria palavra naqueles que lhes padecem o insulto.
E, fazendo da própria luta o aprendizado bendito que Deus te concede, transforma a tua aflição menor, que ainda pode clamar e definir-se, queixar-se e estender-se, em sublime passo de entendimento para que te faças mais útil aos que sofrem mais que ti mesmo, assimilando do Senhor a lição inolvidável do sacrifício e da renúncia, através da qual, diante da flagelação e da morte, converteu a própria cruz num poema de bem-aventurança e vida imperecível."
("Fé, Paz e Amor", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
segunda-feira, 6 de maio de 2013
"NA TERRA DO CORAÇÃO"
"Cultivemos os frutos do Evangelho em nós mesmos, para que não nos faltem garantias à sementeira de paz e renovação.
Lembremo-nos de que o solo do coração, de algum modo, é semelhante à terra comum.
Para que o lavrador possa controlar a própria tarefa, efetua, primeiramente, as contas imprescindíveis, marcando as leiras que lhe receberão os cuidado de cada dia.
Também nós não podemos viver sem o balanço das possibilidades que nos são próprias.
Logo após, o homem do campo defende o trato de chão em que se movimentará, preservando o próprio trabalho contra a incursão de agentes daninhos.
Por nossa vez, precisamos guardar o campo intimo, irradiando sentimentos enobrecidos, entre nós e o mundo externo, para que o assalto de elementos inferiores não nos destrua a esperança.
Em seguida, o cultivador deixa que a terra suporte a pressão do arado, para que a boa semente encontre berço amigo.
De igual modo, não podemos furtar o próprio espírito ao contato com o sofrimento, que opera em nós condições adequadas à plantação de valores que redimam.
Mais tarde, vindo a germinação, não dorme o agricultor, de vez que lhe cabe a defensiva constante contra as pragas, a lhe ameaçarem a obra ainda frágil.
Também nós outros, não podemos repousar sobre as primeiras conquistas espirituais que realizamos, porque é indispensável vigiar ante os golpes sutis das forças deprimentes que nos rodeiam o esforço.
Do amanho da terra à colheita farta, combate o lavrador, dia-a-dia, até que o fruto precioso lhe enriqueça as mãos.
E nós também, das primeiras noções de espiritualidade à seara da própria sublimação, não podemos descansar, porque, de instante a instante, é imperioso corrigir e aperfeiçoar pensamentos e idéias, sentimentos e aspirações no santuário de nossa fé.
Não nos esqueçamos de que prudência, cautela, trabalho e devotamento são recursos que não nos será licito menosprezar na lavoura do aperfeiçoamento próprio, se quisermos converter a própria vida, com o Cristo, em abençoado celeiro de amor e luz."
("Reconforto", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
domingo, 5 de maio de 2013
"NÃO CENSURES"
"Não censures.
Onde o mal apareça, retifiquemos amando, empreendendo semelhante trabalho a partir de nós mesmos.
O cirurgião ampara o corpo enfermo, empregando atenção e carinho, com bisturis adequados.
O artista afeiçoa a pedra ao próprio sonho, aformoseando-lhe a estrutura com paciência e vagar.
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Ninguém desfaz a treva sem luz.
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E reconhecendo que a luz nasce da força que se desgasta, em louvor da cooperação e do benefício, o amor procede do coração que se entrega ao trabalho para compreender e auxiliar.
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Quando estiveres a ponto de desanimar ante aos empeços do mundo, de espírito inclinado à acusação e à amargura, lembra-te de Deus cuja presença fulge nas faixas mais simples da Natureza.
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A Divina sabedoria apoia a semente para que a semente, propiciando-lhe recursos imprescindíveis à existência; nutre-lhe os rebentos, doando-lhes condições precisas para que se desenvolvam, e, convertida a planta em árvore benfeitora, assegura-lhe a seiva e aguarda-lhe ocasião justa para a colheita dos frutos de que enriquecerá o celeiro.
Em toda a parte da Terra, surpreendemos a esperança de Deus, em função ativa, seja na pedra que se erguerá em utilidade, no carvão que se fará diamante, no espinheiral que se metamorfoseará em ninho de flores, na gleba inculta que se transfigurará em jardim.
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Deus opera com tempo igual para todos.
E a própria Sabedoria Divina nos auxilia a todos indistintamente, agindo, criando, renovando e sublimando com apoio nas horas; sejamos que nos vejamos defrontados por dificuldades e incompreensões, saibamos servir com paciência e aprenderemos que, à frente dos problemas da vida, sejam eles quais forem, não existem razões para que venhamos a esmorecer ou desesperar."
(“Rumo Certo”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
sábado, 4 de maio de 2013
"NA LUZ DA REENCARNAÇÃO"
1ª. Parte, Cap. VII, item 17, de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec.
"Trazes hoje as vísceras doentes, compelindo-te aos aborrecimentos de incessante medicação.
Elas, porém, se fizeram assim, à força de suportarem ontem os teus próprios abusos nos venenos da mesa.
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Trazes hoje o corpo mutilado, obrigando-te a movimentos de sacrifício.
Tens, no entanto, o carro físico desse modo por lhe haveres gasto, ontem, esse ou aquele recurso em corridas e delinquências.
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Trazes hoje o cérebro hebetado, dificultando-te as expressões.
Mas isso acontece porque, ontem, mergulhavas a própria cabeça em clima de trevas.
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Trazes hoje a carência material por sentinela de cada dia.
Contudo, ontem atolavas o coração no supérfluo, articulado com o pranto dos infelizes.
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Trazes hoje, na própria casa, a presença de certos familiares que te acompanham à feição de verdugos.
Entretanto, são eles credores de ontem, que surgem, no tempo, pedindo contas.
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Todos somos capazes de fazer o melhor, porquanto, pelas tentações e provas de hoje, podemos avaliar o ponto de trabalho em que a vida nos impele a sanar os erros do passado, clareando o futuro.
Perfeição é a meta.
Reencarnação é o caminho.
E toda falha, na direção de obra perfeita, exige naturalmente corrigenda a recomeço."
(“Justiça Divina”, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
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