quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"APOIO MÁGICO"



"Em nos referindo aos obstáculos com que nos defrontamos na Terra, é preciso haver atravessado experiências de vastas dimensões espirituais para entender a significação de semelhante auxílio. Apoio mágico, assegurando a paz de quantos se disponham a usá-lo nos momentos difíceis. 

Crises nos surpreendem a todos. 

Algumas aparecem sob a forma de barreiras materiais facilmente transponíveis, sempre que pudermos escorar-nos numa vara de ouro. Diversas repontam no caminho, figuradas em mudanças inevitáveis de que, às vezes, conseguimos extrair enorme proveito desde que saibamos aceitá-las com paciência. 

Outras se vinculam aos problemas da enfermidade ou da desencarnação que, embora nos magoem, atraem-nos sem dificuldade a consolação dos amigos ou o socorro público. 

Existem, no entanto, as outras muitas que nos chegam de rijo sobre o coração, lembrando lâminas escondidas a nos estraçalharem os sentimentos... Os golpes das mãos que nós mesmos um dia acariciamos; as palavras acusadoras saídas de lábios, dos quais, muitas vezes, partiam para nós as fontes da luz e da bênção; os prejuízos montados na ação de companheiros que nos hajam convertido em degraus para a escalada aos postos de temporária evidência na Terra; o abandono a que nos terão relegado almas queridas a quem nos entregávamos com todo o amor e os gestos de menosprezo nascidos naqueles mesmos corações, sobre os quais levamos a efeito os nossos melhores investimentos de confiança...

Para superar essas provas que comumente nos deixam em chagas ocultas a deitarem sangue em forma de lágrimas, calemo-nos e esperemos, trabalhando e servindo, porque o silêncio construtivo nos trará o apoio mágico da humildade – da humildade em que se levantam no Universo todas as bases do próprio amor de Deus."
 
 
("Urgência", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"PÁGINA AOS PAIS"


"Por maiores que sejam os compromissos que te prendam a obrigações dilatadas, na esfera dos negócios ou na vida social, consagrarás à família as atenções necessárias.

Lembrar-te-ás de que o lar não é tão somente refúgio que o arquiteto te planeou, baseando estudos e cálculos nos recursos do solo.

Encontrarás nele o templo de corações, em que as Leis de Deus te situam transitoriamente o Espírito, a fim de que aprendas as ciências da alma no internato doméstico.

"Honrarás teu pai e tua mãe..." proclama a Escritura e daí se subentende que precisamos também  dignificar nossos filhos.

Ainda mesmo se eles, depois de adultos, não nos puderem compreender, nada impede venhamos a entendê-los e auxiliá-los, tanto quanto nos seja possível, sem que por isso necessitemos coartar os planos superiores de serviço que nos alimentou o coração.

Reconhecendo o débito irresgatável para com os teus pais, os benfeitores que te entreteceram no mundo  a felicidade do berço, darás aos teus filhos, com a luz do exemplo  no dever cumprido, a devida oportunidade para a  troca de impressões e de experiências.

Se ainda não consegues oferta-lhes o culto do Evangelho em casa, asserenando-lhes as perguntas e ansiedades, com os ensinamentos do Cristo, não te esqueças do encontro sistemático em família, pelo menos semanalmente, a fim de atender-lhes as necessidades da alma.

Detém-te a registrar-lhes as indagações infanto-juvenis, louva-lhes os projetos edificantes e estimula-lhes o ânimo à pratica do bem.

Não abandones teus filhos à onda perigosa das paixões insofreadas, sob o pretexto de garantir-lhes personalidade e emancipação.

Ajuda-os e habilita-os espiritualmente para a vida de hoje e de amanhã.

Sobretudo, não adies o momento de falar-lhes e de ouvi-los, pois a hora da tormenta de provações, na viagem da Terra, se abate, mais dia menos dia, sobre a fronte de cada um, por teste de resistência moral, na obra de melhoria e resgate, elevação e aprimoramento em que nos achamos empenhados.

Preserve no aviso e na instrução, no carinho e na advertência, enquanto o ensejo te favorece, porquanto, muito dificilmente conseguimos escutar-nos uns aos outros por ocasião de tumulto ou tempestade, e ainda porque ensinar equilíbrio, quando o desequilíbrio já se instalou, significa, na maioria das vezes, trabalho fora do tempo ou auxílio tarde demais."
(Emmanuel, na obra “Família”, Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"NESTE EXATO MOMENTO"


"Neste exato momento, você está na situação mais apropriada ao exercício da compreensão e do auxílio;

       na circunstância mais favorável para fazer o bem;

       de coração ligado às criaturas certas, junto das quais precisa trabalhar e harmonizar-se;

       com a tarefa mais adequada às suas necessidades;

       nas responsabilidades justas de que deve desincumbir-se;

       no ponto mais importante para dar o testemunho de sua aplicação à fraternidade;

       de reconhecer que a nossa felicidade é medida pela felicidade que fizermos pelos outros;

       de observar que, muitas vezes, vale mais perder para conquistar do que conquistar para perder;

       de ajustar-se à paciência e à esperança para consolidar o próprio êxito no instante oportuno;

       de não esmorecer com a dificuldade, a fim de merecer o benefício;

       de sorrir e abençoar para receber simpatia e cooperação;

       e, por isso mesmo, você agora está no momento exato de trabalhar para servir. . E, trabalhando e servindo, você adquirirá a certeza de que toda pessoa que trabalha e serve caminha para a frente e, quem caminha para a frente, com o bem de todos, encontrará sempre o melhor."

(André Luiz, na obra  “Coragem”, Espíritos Diversos/Francisco Cândido Xavier)

domingo, 6 de janeiro de 2013

"O OUTRO"




"Se já recolheste migalha de luz, diminui a sombra no outro.

Vê-lo-ás, em toda parte, esperando-te auxílio.

Esse apela para teu pão.
Aquele aguarda a sombra de tua veste.
Esse esmola bagatela de tua bolsa.
Aquele roga um minuto de gentileza.
Entretanto, mais que isso, o outro pede compreensão.
Estava pressionado e feriu-te.
Falava sem pensar e disse a palavra que te magoou.
Superestimou a si mesmo e rolou no charco.
Enlouqueceu e tenta arrastar-te ao desequilíbrio.

Ainda quando te faça perder as últimas forças nas últimas lágrimas, compadece-te dele e ampara sempre.

Se soubesse o que sabes, não seria problema.
Se pudesse sustentar-se, não cairia.
Muitas vezes terá tido o propósito de acertar, mas, perdido no nevoeiro da ignorância, tomou o erro pela verdade.
Estimaria, decerto, sentir como sentes; contudo, ainda não recebeu no caminho as oportunidades que recebeste.
Se te ironiza, oferece-lhe paciência.
Se te ofende, consagra-lhe paciência maior. 

Ainda mesmo em se mostrando embaraçado no crime, não lhe roubes o testemunho de amizade e esperança, porque amanhã, colhido no esfogueante tribunal do remorso, lembrará teu consolo como gota de bênção.

Se és a vítima, compadece-te ainda mais, porque não desconheces quanta dor há na conta da vida para o verbo que amaldiçoa e para a mão que apedreja.

O outro é pedaço de nossa história, retratista de nossos atos, espelho de nossas aquisições, reflexo de nós mesmos.

Em casa, é quem te comunga a faixa doméstica.

No mundo, é o companheiro de experiência, seja na taça da simpatia ou no gral da aversão.

Desse modo, sempre que impelido ao discernimento do bem, pensa no outro...

Seja quem seja, será sempre a notícia do bem que vibre em tua alma, porque o bem que lhe ofertes é o bem verdadeiro que a Lei te credita no livro da consciência.

A árvore é julgada pelos frutos.
A criatura é vista pelas próprias obras.
Em todos os sucessos que partilhemos, alguém nos carrega a imagem.
Aquilo, pois, que fizeste ao outro, a ti mesmo fizeste..."

("Religião dos Espíritos", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sábado, 5 de janeiro de 2013

"DESCANSO"




"Tempo de provocação
Recorda sombra espessa.

Entretanto, não temas,
Pensa em Deus e confia.

Trovões ameaçadores
Podem rugir a noite.

Forças da tempestade
Atritarão nos Céus...

Mas Deus vela e te guarda.
Descansa na oração.

O fim de cada noite
É sempre o amanhecer."

("Deus Sempre", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

"Sempre que possível..."

"Sempre que possível, luariza-te com a oração.

Faze espaços mentais e busca as Fontes da Vida, onde haurirás energias puras e paz. Todos os santos e místicos que alteraram o rumo moral da Humanidade para melhor, no Oriente como no Ocidente, são unânimes em aconselhar a prece como o recurso mais eficaz para preservar-se ou conquistar-se a harmonia íntima.

Jesus mantinha a convivência amiga com os discípulos e o povo, no entanto, reservava momentos para conversar com Deus atra- vés da oração, exaltando a excelência desses colóquios sublimes.

Sai, portanto, do turbilhão em que te encontras mergulhado e segue no rumo do oásis da prece para te refazeres e te banhares de paz." 


("Vida Feliz", Joanna de Ângelis/ Divaldo Franco)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

"DEFENDA-NOS"

"Ante as forças da sombra que, porventura, te ameacem o coração, acalma-te e espera...

Se a serpente da inveja te envenena a alegria, recorda que a criatura invejada, muita vez, carreia consigo dolorosas chagas de angústia sob o manto enganoso das aparências.

Se o dragão do ciúme te espreita os passos, não olvides que todos os nossos afetos pertencem a Deus, Nosso Pai, que no-los empresta, a fim de que, através do desenvolvimento e da renúncia, venhamos a adquirir o verdadeiro amor para a eternidade.

Se a gralha do orgulho te grita mentiras ao pensamento, impelindo-te à evidência indébita, entre aqueles que te rodeiam, não te esqueças de que o tempo tudo renovará, preservando-te unicamente os valores imarcescíveis do espírito.

Se o leão invisível da cólera te absorve a emotividade, obscurecendo-te o raciocínio, certifica-te de que um minuto de desespero pode arrojar-te a muitos séculos de criminalidade e loucura.

Se as larvas da preguiça te invadem a cabeça e te imobilizam as mãos, convence-te de que um dia de inércia no bem é ganho indiscutível para o mal q eu nos cerca e que responderemos, em todo tempo, na Contabilidade Celeste pelo descaso das horas perdidas.

A cada instante, a mudança nos espia a existência, através de mil modos.

Guardemo-nos no serviço incessante do amor puro e simples, compreendendo que tão-só construindo a felicidade para os outros é que alcançaremos a nossa felicidade. E, buscando acender a luz divina em nós mesmos é que nos retiraremos, em definitivo, do largo desfiladeiro da ilusão e do desencanto, da culpa e do resgate, do desequilíbrio e da morte."
 
("Passos da Vida", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)